segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Nossa confraternização de final de ano

A pedidos
Texto produzido e lido pela Claudinha, em nossa confraternização.

Assisti nesta madrugada um filme chamado Historias Cruzadas.
Uma belíssima historia, retratando a convivência entre brancos e negros, na qual, apesar da triste realidade humana sobre o preconceito, o diferencial foi a percepção de uma pessoa.
Uma só pessoa foi sensível ao que vivia e via. Todos viviam em viam, mas não sentiam, de fato, a relação existente entre as pessoas e por isso não se importavam com o sofrimento dos outros.
A ternura de um olhar sensível causou mudanças, melhorando e resgatando a dignidade daqueles que eram humilhados.

Pensei que, se aqui estamos, no mundo, é para aliviarmos uns aos outros e nunca para causar dor.
Fui dormir com o peito ardendo.
Uma emoção imensa e, maiores ainda, foram os sentimentos de gratidão e ternura... A Deus, por tudo que me deu: família, amigos, vocação, trabalho e tudo que tem feito por mim: ser meu sustento, meu maior Amigo, meu amparo e por ter me dado essa vivência linda entre vocês...

Acredito, desde os nove anos de idade, quando participei do primeiro coral, que há aprendizados maravilhosos e muito necessários, disponíveis, dentro dele.
Falando de mim... Sei que sou toda emoção, já tentei mudar e desisti. - Risos.
E me emociono mesmo!
O problema é que, quando me emociono, não canto, desafino... Pobres regentes...
Aquela linda professora da quinta série pouco sorria. Parava tudo mansamente e corrigia o que fosse preciso.
Esta nossa regente, mais expressiva e amorosa com nossos limites sorri e segue em frente. Finge que se enraivece, mas basta a gente cantar bonito e quem embarga a voz é ela... Eu acho isso muito interessante... Risos de novo.

Ainda emocionada, continuei pensando no coral. Dentro dele, aprendemos a esperar o tempo de cantar, o momento certo de soltar a voz e o de silenciar; o ritmo com que se deve seguir junto com os outros. Nunca sozinho, nem à frente, nem atrás. Fazer o que a música pede. Aprendemos a ter o controle da altura da voz, para formar unidade. A suavizar quando se quer ser doçura e alívio e a colocar força, para circunstâncias em que a firmeza se faz necessária. Aprendemos também a lidar com o novo, resistindo ou acolhendo - quantas vezes resmungando (kkk), até que, ao ouvirmos a canção cantada por todos, encantados, pedimos para cantar de novo àquela que não se cansa de ouvir as reclamações e se emociona pelo efeito bonito do conjunto... Esse é o nosso caminhar. Somos estranhos e lindos também.

Costumo dizer que depois dos quarenta, já não caminhamos em "bando" como andam os jovens, que ainda não sabem ao certo quem são e, no grupo, se perdem e se encontram em plena formação! Depois dos quarenta, a gente sabe porque anda. Tem que saber!
Por tudo que antes grifei e por um sentido maior existente em cada um de nós. Sentido esse que, colocado acima, faz superar as barreiras, os cansaços, as diferenças e qualquer confusão. O sentido maior, seja  como for, para cada um, deve ter - em nosso caso - com o Cristo.
Eu vim para o grupo depois de uma longa conversa com Ele. Para retribuir-Lhe o carinho.
Cantar é um dos jeitos mais lindos que conheço de amar e eu O amo.
E vocês? Por que vieram?
Pode até ser - duvido muito - que não se lembrem. Mas podemos pensar por que estamos e permanecemos...

É quase Natal.
Uma das músicas mais lindas que cantamos nessa época fala sobre o Deus escondido, a procura de abrigo e ninguém sabia.
Mas cantamos porque sabemos onde Ele está!
Nos reunimos todas quartas e domingos, rezamos, nos confraternizamos e brincamos, porque, cantando, queremos mostrar onde Ele está...
E queremos que Ele seja amado e seja Amor entre nós.

Sem tempo e na correria do ano que passa, lidando com coisas demais, convido vocês a trocarmos, uma vez, o Amigo Secreto pelo Amigo Revelado. Nossos amigos estiveram conosco o ano inteiro. Bem ao nosso lado. Nosso Presente está em nosso meio.

Para finalizar: a experiência de quem se deixa conduzir por Aquele que rege é de uma riqueza profunda... Uma espécie de preparo para o Céu.
Ele nos ajuda a suportar, conviver, esperar, sentir Sua presença, nos orientando e confiando. Mostrando o como e a direção...
Alguns entre nós já se foram. Sejam nossa inspiração!
Assim, cantando, juntos, vamos nos aproximando um pouquinho mais, a cada dia, do amor infinito de Deus!









quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

É preciso guardar a simplicidade dos fatos...

Quando chego da missa, aos domingos, costumo assistir os programas veiculados na TV Cultura naquele horário. Neste último domingo, o programa Móbile entrevistou Nando Bolognesi que há 24 anos tem ELA (esclerose lateral amiotrófica) - e adoeceu aos 21 anos...

Fiquei muitíssimo impressionada com a fala dele e uma frase ficou ressoando desde então... "é preciso guardar a simplicidade dos fatos...".
Dono de extremo bom humor, foi falando de si e da vida... Que sim, tem momentos de tristeza, angústia, chateação, preocupação, mas que leva a vida de um jeito leve, vivendo cada instante como ele é... que a vida é o que é, vem como vem, não premia nem castiga ninguém... Que nós é que "penduramos significados" nos fatos ou acontecimentos. "Os fatos são simples, a gente é que torna eles cabeludos ou não... a gente é que dá a eles o sentindo que quer dar...".

Não a pouco tempo, ando profundamente impressionada como as pessoas hoje em dia se dão o direito de dizerem o que querem e o que pensam, sem se importarem como isso atravessa o outro...
Como um simples copo d'água pode virar tempestade...
E como as pessoas "se acham"... como se o mundo e as pessoas tivessem o dever de girar em torno delas, porque só o que importa é o que elas sentem e desejam...

Na lição de vida que Nando Bolognesi deixa na entrevista, três coisas chamam muito atenção: que a vida precisa ser vivida com bom humor, que devemos estar consciente da própria "desimportância" e que a vida precisa ser reverenciada a todo instante.

"Cara é uma coisa tão grandiosa e tão misteriosa o fato de, não só eu existir, mas de haver existência, as coisas existirem... Então eu tenho um sentimento de gratidão enorme por existir, por estar no mundo...  Por estar... com esclerose? Não interessa como eu estou... eu estou aqui... E, gente, é tão improvável eu estar aqui - e eu estou, né? Eu acho que isso redimensiona tudo... eu estou com esclerose, mas e daí? - eu estou aqui".

Poder estar aqui é algo que deveria fazer toda a diferença para cada um de nós.
Reverenciar a vida e aqueles que nos cercam é oportunidade de viver a vida de um jeito bom e simples.
Que pena tanta perda de tempo, com as pessoas complicando, azedando, colocando intenções...
Que pena não desfrutar o Presente e tudo o que ele é, pois nada existe além dele...

Compaixão é o último assunto que Nando Bolognesi trata durante o programa - e que lindo entender o que é isso na sua essência...

Compaixão foi o que moveu Cristo durante toda sua vida... Compaixão deveria ser o que move todo aquele que se diz cristão...
Compaixão não é ter dozinha...
Compaixão é colocar-se no lugar do outro e, realmente, buscar compreendê-lo em sua essência, agir pelo seu bem, sem nada pretender em troca...

E então, hoje, fomos ao lar de idosos, o Vanilla Dolce...
Casa linda! Espaço, beleza, bom gosto, organização...
Os idosos que lá residem - na medida do que podem - transmitindo serenidade, alegria...
Celebração simples,
E um surpreendente "discurso" de um dos moradores - de trás pra frente, pra imitar japonês, dirigindo-se primeiro aos que ali moram e a seguir, ao padre e a todos nós... Na concatenação de ideias - claras, simples e objetivas - só ficaram nos meus ouvidos... compaixão, vida em família, união...

Reverência à vida...

Na "simplicidade dos fatos", nos encontramos com nosso futuro próximo, que é envelhecer mais... e vimos que mesmo nos casos em que não há mais consciência da realidade, mesmo sem estar na própria casa, mesmo sem estar com os parentes fisicamente presentes, é possível ter dignidade, leveza, amorosidade, se houver compaixão.

Administração do lar competente e humana...
Com paixão pelo que se faz e por quem se atende!
Compaixão!

Como fomos felizes hoje, podendo compartilhar desta celebração, em que tudo foi de uma simplicidade inigualável, mas de grande realeza...

Que Deus seja louvado por sua eterna compaixão para conosco e por sua incomensurável paciência em esperar que cada um dê o passo na direção do Chamado que faz sem cessar...

Louvado seja, meu Senhor!




Ps. Quem quiser assistir o programa Móbile na íntegra (não apenas Nando é entrevistado), entre em http://tvcultura.cmais.com.br/mobile

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Pelos campos caminham...

A música 90, "A caminho", nos foi apresentada pela Carla há um bommm tempo... talvez há uns 15 anos - ou mais...
E ela é um encanto... nos apaixonamos à primeira vista...
Como não tínhamos a letra em mãos, só o CD do Coral dos Meninos de Lisboa, a letra e as cifras da melodia foram tiradas "de ouvido".
Acontece que o "português de Portugal" em muitos momentos nos parece língua estrangeira...
Sofremos, eu e a Carla, para chegarmos a um acordo do que se dizia em determinados trechos da música... E, depois de muito penar, "adaptamos" o que não era possível compreender.
Por isso, há anos cantamos uma letra que não é a original...

Este ano, depois de encontrar um post com a música cantada por Mercedes Sosa, em espanhol, fiquei curiosa para ver se encontrava a letra em português.
E não é que achei?!

E me valeram boas risadas, pra falar bem a verdade...

Acionem o vídeo para ouvir a canção original que utilizamos (com os Meninos de Lisboa) e a letra que cantamos e a que eles cantam está logo abaixo...

Já estão feitos os devidos ajustes para o ensaio de hoje a noite...

Divirtam-se!






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