quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Dia comprido...

Ontem vivemos um dia muito intenso e de vivências contrastantes...
Mal o dia começou e vem o telefonema com a notícia do falecimento do Teté, filho do Sr. Acir... Difícil assistir a notícia ser dada a ele... Imensamente triste, especialmente porque um acontecimento totalmente inesperado... Teté não estava doente, ninguém sequer sabia que tinha ido sozinho para o hospital...
Como confortar um pai que perde o seu terceiro filho?
Primeiro Zizi, há pouco Verinha e agora Teté... Sem poder contar com a doce Jaci...
Nada há a fazer, nada há a dizer, só estar...
E apesar de tanta dor, vi imensa fé... Lição para a vida toda...

De tarde, avó em ação... Plenitude de ternura e amor...

Mais à noite, nossa apresentação na Igreja Santa Rita.
Momentos suaves e sublimes...
O que dizer do Coral Unimed, sob a batuta da Regina Damiatti? Incrivelmente lindo, não somente pelas músicas apresentadas, harmonia, arranjos e apresentação impecáveis, mas por tudo quanto carrega consigo: cidadania, pura transfiguração. Indescritível!
E a cada apresentação, a certeza de que a música é um poderosíssimo instrumento para construir laços, formar família...
Para nós, uma das melhores apresentações que já pudemos fazer. Emocionante ver as pessoas em pé, aplaudindo... Emocionante a expressão de cada um de vocês, dando o melhor de si e completamente empenhados em cantar sem errar, por estarem sem folheto... Juro que essa "ginástica para os neurônios" que vocês fizeram produz milagres, não só para a memória... podia mesmo sentir os "fiozinhos" da alma de cada um ligadinhos à minha... Tão queridos!

O dia terminou com uma prolongada conversa com o Sr. Acir, no velório...
Inúmeras histórias - dos filhos, da família - árvores genealógicas imensas descritas, com intermináveis nomes e ligações familiares... Grande memória! Imensa ternura... Quanta fortaleza! Doce avozinho...

Vim pra casa refletindo sobre os acontecimentos, pensando na fragilidade da vida, em quanto tempo perdemos, às vezes, atrás do vento, daquilo que passa... Pensando também sobre a imensidão da dor diante de uma perda... E sobretudo, como é importante a presença de amigos-irmãos na vida, para que ela não perca o sentido, para que ela se salve...

Dia comprido, pleno de encontro, de amorosidade - na dor e na alegria...
Deus só!





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