quinta-feira, 27 de junho de 2013

Despedida do coral


Queridos amigos,

Como vocês já sabem, estou deixando o coral.  Depois de quase vinte anos, questões pessoais me levam a tomar essa decisão. 

Quero deixar aqui publicado o meu enorme agradecimento a todos vocês que, durante todo esse tempo, foram parte importantíssima da minha vida.  Foram muitos encontros, muitos eventos; o meu muito obrigada a cada um pela companhia sempre alegre e que muito enfeitou os meus dias.  Obrigada, particularmente, àqueles que me ajudaram tantas vezes a montar, desmontar e carregar a minha tralha. 

Foi algum tempo cantando e muito mais tempo tocando.  Peço desculpas pelos deslizes cometidos, que vieram a colocar em risco a apresentação do grupo.  Agradeço por terem tido paciência no princípio, quando me via totalmente despreparada para executar os acompanhamentos.  Obrigada, Marly, pela oportunidade, quando o Richard deixou vago o lugar.  Estudei piano mas não exercitava desde os tempos de criança e isso faz muito tempo....!!!

Quero agradecer também pela confiança depositada nas várias vezes em que me foi dada a incumbência de orientar o coral na ausência da Marly.  Foram sempre situações de muita tensão pra mim; ao mesmo tempo, uma grande satisfação em poder colaborar com o grupo, sendo solicitada a assumir tamanha responsabilidade.

“Só erra quem faz”, “errou, siga em frente”, “acolher é preciso”, “perdoar é fundamental”:  lições que aprendi no coral nestas duas décadas e que não serão esquecidas.

Esta não é uma despedida.  Moramos na mesma cidade, estaremos sempre nos encontrando aqui e ali.  Faço votos para que este grupo maravilhoso continue firme, sob a batuta carismática da Marly, encantando a todos quantos têm a oportunidade e privilégio de ouví-lo.

Abraços e um beijo carinhoso em cada um de vocês.

Luci

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Luzia, ah, essa Luzia...

Faceira.
Ela era a mais faceira da "turma da bagunça".
Inventava sempre um cabelinho novo, um colarzinho comprido, uma dancinha... e vinha toda, toda, revirando os olhinhos, fazendo charminho até chegar junto da gente.
E a gente, cativada, se desmanchava em elogios... e ela, ela ria...
Ah, esta Luzia!!!
Faceira, distribuía para nós, privilegiadas contraltos, sorrisos meigos, olhares "coquetes". De quem ama , de quem conhece.
Ela nos entendia.
Na tristeza e na alegria...
Ah, esta Luzia!!
Conosco aprontava, ria.
Mas do olhar atento da Marly, fugia.
Fugia da bronca, mas logo voltava a traquinagem e... ria.
Saudades de você, Lu, doce Luzia.
Saudades e amor imenso de todos nós.
Beijo na alma!

                                              Sueli

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Uma mulher simples...

Nossa tão amada Luzia cumpriu sua missão de amor neste mundo, voltou para Deus.
Encontrou sua Música mais original e canta agora com os anjos, louvando o Pai face a face.
Você foi cedo e rápido demais, para a nossa vontade, querida... Mas fica conosco a sua singeleza, sabedoria e simplicidade. Fica também um testemunho imenso de fé e esperança, sem esmorecer...
...
Saudades imensa, desde já!

Que nossa Mãe Maria, que você tanto honrou a receba em seus braços e possa ser consolo para os seus.

A musica de cada um - Ana Jácomo

Há no coração de cada um de nós, por essência, uma música que é somente nossa, inigualável, intransferível. Por várias razões, conhecidas ou não, às vezes aprendemos desde muito cedo a diminuir, gradativamente, o seu volume e a inventar ruídos que nada tem a ver com ela para nos relacionarmos com nós mesmos e com os outros.
 
 
Até que chega um tempo em que desaprendemos a entrar no nosso próprio coração para ouvi-la e, porque não passeamos mais nele, porque não a ouvimos mais, não é raro esquecermos completamente que ela existe.
 
Mas, como toda ignorância, toda indiferença, toda confusão, não são capazes de apagar a beleza original dessa partitura impressa na alma, ela continua tocando, ainda que de forma imperceptível. Continua tocando, à espera do dia em que, de novo ou pela primeira vez, possamos aumentar o seu volume, trazê-la à tona, compartilhá-la. Continua tocando, e alguns são capazes de ouvi-la mesmo quando não conseguimos.
Todo encontro genuíno de amor é também o encontro de duas pessoas que conseguem ouvir a música uma da outra e sentir alegria e descanso com aquilo que ouvem. Conseguem ouvir, não importa quantos ruídos tenham inventado pelo caminho, tantas vezes para se proteger da dor, afastando a vida.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Feliz o homem

Para recordarmos e cantarmos no domingo:




0076- Feliz o Homem

Feliz o homem que ama o Senhor e segue seus mandamentos:
o seu coração é repleto de amor, Deus mesmo é seu alimento.  

Feliz o que anda na lei do Senhor e segue o caminho que Deus lhe indicou:
terá recompensa no Reino do Céu, porque muito amou.

Feliz quem se alegra em servir o irmão, segundo os preceitos que Deus lhe ensinou:
verá maravilhas de Deus, o Senhor, porque muito amou.

Feliz quem confia na força do bem, seguindo os caminhos da paz e o perdão:
será acolhido nos braços do Pai, porque muito amou.

Feliz quem dá graças de bom coração e estende sua mão ao sem voz e sem vez:
terá no banquete um lugar para si, porque muito amou.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Não desista, amigo(a)


242- Não desista, amigo

 
Tenho um amigo triste, ele não sabe amar.
Ao começar desiste, pois vence o medo, que pode mais.
Sabe-se muito errado, mas não sabe porquê.
Eu sei que muita gente o mesmo sente no seu viver.

 
O amor pede passagem pra cantar no seu jardim
Você que dorme ainda, faz de conta que esqueceu
das coisas venturosas que a vida ofereceu, sem cobrar.
A flor pede passagem, quer sua vida perfumar
Acorde, não desmaie, não desista,
que é melhor viver atribulado,
mas saber que se doou, sem cobrar. 

 
Tenho uma amiga triste, ela não sabe amar
Ao começar desiste, pois vence o medo, que pode mais.
Sabe-se muito errada, mas não sabe porquê.
Eu sei que muita gente, o mesmo sente no seu viver


O amor é sementinha que precisa de um jardim.
Jardim de terra boa, água fresca, brisa e Sol.
Do Sol na Primavera e das chuvas no Verão, sem cansar.
Semente vira planta e a plantinha vira flor.
A flor morre no fruto que se oferece em dom.
A vida, então, renasce pra cantar uma canção

Canção de amor, canção de amor.
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