sábado, 30 de março de 2013

Contanto que seja assim um altar...



Essa linda música não é liturgica, mas é tão sagrada...
Pareceu tão perfeita para o que vem antes da Ressurreição, e com ela...
O Próprio Amor se entregando de braços abertos pra gente, e a gente decidindo
se se abre também...

Hum!
Deus fará
Absurdos
Contanto que a vida
Seja assim
Sim
Um altar
Onde a gente celebre
Tudo o que Ele consentir...


Um Santíssima Páscoa, amados amigos!
Que o Amor de Deus por nós nos alimente e fortaleça.
Que nosso amor por Cristo, n'Ele, nos faça instrumentos.
Que sejamos leveza, consolo, aconchego, entusiasmo, ternura, enfim!
Amém!

sexta-feira, 29 de março de 2013

Exercitando o Amor...

Acordei há pouco de um sonho.

Nele eu havia ido buscar algum pertence de uma pessoa querida que havia falecido e lá uma amiga dela disse que tinha uma máquina de costura, se eu  queria... Enquanto eu pensava que eu não costurava, mas a pessoa que me falava sim e que ela verdadeiramente poderia melhor aproveitar a máquina, respondi que ela não precisava devolver, num esforço imenso para não chorar, porque eu nunca tinha visto alguém se desfazer de todas as coisas de outro alguém, mesmo que ele tenha morrido, em apenas três dias, que era o que havia acontecido.

Eu tentava conter em minha voz a grande dor que eu sentia, para dar apenas a informação, porque muitas vezes eu evito esparramar a dor.

Era um sonho, mas confesso que acordei do sonho como quem estava chorando...

Acordada eu pensei... ai, cada coisa! Mas ao pensar nesse tal valor do outro eu imediatamente lembrei da homilia de ontem a noite, que terminou com um insistente convite para que exercitássemos o amor. No modelo de Cristo, isso quer dizer amar a todos e até ao mais difícil, lavar-lhe os pés, ainda que ele seja como Judas, estando em meio aos bons de coração e que não o trairiam, e sendo profundamente consciente do que Judas lhe fazia e preparava... fato culminante e definitivo que não havia começado ali... Lembram que o padre dizia que Judas já vinha arquitetando, sentindo e sofrendo questões dentro dele mesmo que o afastaram de Jesus? Convidou-nos também a evitarmos os distanciamentos...

Grande e exigente exercício nos pede o Amor! Lembrei que durante muito tempo, muito mesmo, eu não fixava meus pensamentos no Cristo maltratado, injustiçado e julgado, porque aquilo me arrasava e eu não conseguia evitar o sentimento da perda de tempo, da nossa  perda de tempo... que ao invés de consumi-lo amando, compartilhando, dialogando, facilitando, era perdido em ofensas e sofrimentos... tudo a ver com o sentimento do sonho, com os três dias em que se apaga o valor de uma vida sem grandes reconhecimentos e sentimentos... sem enxergar o Valor!

Não estou, com isso, questionando a teologia, mas apenas dizendo como penso e sinto ao ver Jesus pregado na cruz. Compreendo gradativamente o que Ele nos ensina através dela – amar até o fim, com todas as consequências – mas não escondo que até hoje, ao olhar para o Seu rosto, não é o sangue que vejo, mas o que vem antes dele com todo sofrimento. Penso que, se eu pudesse ter estado lá, faria de tudo para evitar. O sofrimento é algo que me evoca, me desloca de mim mesma. Me faz ir ao encontro e minimamente tentar fazer alguma coisa para mudar, reverter. É certo que eu tentaria passar a mão com todo meu amor naquele rosto. É certo que eu Lhe diria do quanto O amo. Faria tudo pra ver alivio naquele semblante, olharia dentro dos Seus olhos...

Quantas vezes me vi tocando-O com ternura, porque inevitavelmente pensei no que Ele sentiu e passou... O que sentiu quando seus amigos o deixaram? O que sentia naquele momento tão dolorido seria vivido sozinho? Sei e todos sabemos que Ele era o Filho e que o Pai estava com Ele, e embora esse seja o nosso único e verdadeiro consolo, não tem jeito de evitar esse sentimento queimando em meu peito e em minha mente de que antes da dor, antes do sofrimento, muito pode ser feito...

 No entanto, estamos culturalmente condicionados a sofrer no momento seguinte, durante ou depois da dor, depois que tudo acabou, depois da morte ou da perda. Costumamos chorar o leite derramado. É de estarrecer que tenhamos que viver de novo as casas sendo soterradas nas serras, inúmeros casos de dengue (com toda dor que ela causa), não sei quantos roubos e mortes, infinitos atos corruptos e vejam bem como muda a entonação do jornalista ao dar a noticia seguinte a esses desenganos. Fico pasma como falam da moda da próxima estação com entusiasmo na voz depois de noticiar a morte absurda de uma criança... chamariam isso de profissionalismo... não tenho como evitar a tristeza no coração e pensar naqueles que fazem parte da notícia anterior... isso faz com que passemos da indignação para um torpor, não vivemos conscientemente nem uma coisa nem outra.

 E, se mudássemos o modo de pensar? Se as nossas notícias se atentassem para aqueles segundos antes da tragédia? Se pudéssemos (podemos) aliviar a dor, impedir um acidente, evitar a solidão?

Se desacostumássemos nossos sentidos e saíssemos dessa anestesiada condição? Se o choro dos três dias seguidos, definitivos, fossem choro de partilha e comunhão? Quero dizer, se antecipássemos um pouco nossa ação, talvez alguns minutos, uns dias? Eu estou certa pensando assim? Não sei, é assim que penso e sinto, mas me veio agora uma música na memória:

 Antes de morte e ressurreição de Jesus, Ele na ceia, quis se entregar...

 Antes de morte e ressurreição de Jesus, Ele na ceia, quis se entregar... Antes da morte Ele quis se entregar... se entregou também depois, na cruz, mas quis se entregar desde quando veio. Ou antes disso, quando Deus quem quis se entregar primeiro por meio d’Ele. Ou antes disso, quando criou tudo que foi criado...

 Dá pra fazer algo antes? Experimento que sim e muitos, em diversos lugares e ações o fazem também. Mas para fazer algo antes é preciso querer um bem. E pra querer bem, há que se lembrar que o outro existe, é preciso conseguir VER o outro. Há quem certamente precise lembrar de si mesmo como um outro. Para simplificar, somos alguém que importa, sempre! E precisamos nos salvar da dor e sofrimento que podem ser evitados e, se não for possível, ao menos resgatar o direito a uma morte digna, cheia de amor e amparo.

 A música nos lembra que Ele ressuscitará. Será que é isso? Será que isso nos conforma os ouvidos pra engolir a morte? Não é possível! Pois quem já vivenciou a morte de um ente muito querido bem sabe quanto tempo leva para começar a sentir e respirar a possibilidade da ressurreição. Primeiro dói muito. As vezes dói muito tempo também. Então façamos um exercício...

 Pensar nós como pessoas, nos outros em mim - que existem, que sentem, que sofrem, que amam, que tem suas fragilidades. O Outro, tão imperfeito, vive alguma coisa que é só dele em seu próprio mundo e, por mais que eu o saiba, não há como conhecer totalmente. Por isso aqueles minutinhos antes são tão importantes. Antes de falar... vou fazer bem? Antes de julgar... vou feri-lo? Antes de ligar... esse é o momento? Antes de contar algo triste e difícil... como digo pra não causar ainda mais sofrimento?

 Quando ligo para as pessoas me condicionei a perguntar se elas estão ocupadas. Não me custa lembrar que o coração tem porta. Que não haverá unidade se o outro não estiver me ouvindo, que não tenho razão para falar por falar... quando procuro alguém é pra compartilhar seja lá o que for. Seja lá o que for, não! Alegria ou tristeza tem seus modos de expor.

 Ontem, durante a missa eu vi e sei que outros também viram a Marly cuidando ao mesmo tempo das músicas; da sintonia dela com o Chico e a Luci; da caixa de som que parecia falhar no retorno e ela, depois de pedir ajuda e não terem conseguido resolver arrastou a caixa com a ajuda insuficiente de uma ou duas mãos; de que entrássemos junto com ela nas músicas, da sincronicidade com o Padre e a equipe de Liturgia nas encenações do Lava-pés e da Partilha do Pão... do ritmo mais lento que cantamos em alguns momentos e ela nos acelerou com os gestos e com o pandeiro... ufa, já cansei, mas ela faz isso sempre e há anos com o carisma e dedicação que não preciso dizer. Enquanto eles - Marly, Chico e Luci – harmonizam a música, nós os seguimos e a igreja experimenta conosco aquelas sensações mais lindas que a música toca no espírito. Mas não era só isso que ela cuidava. Ela sabia que eu venho cansada de um período difícil e me olhou por duas vezes quase me dizendo pra seguir confiante. Olhou pra um dos homens o sorriu incentivando-o também. Cuidou de uma senhorinha querida que parecia não estar bem e vários a cuidaram também. Cuidou de algo maior que eu não sei dizer, mas sei que ela estava feito galinha choca – vocês a conhecem melhor do que eu. Meu Deus, há tanto que sabemos sobre o outro. Há tanto que não sabem sobre mim. O outro do outro.

 Então eu penso nela (Marly). Ela nesse instante é o outro... Quando a missa termina, sei do quanto ela é solicitada ou termina cansada e não me faço questão. Não faço questão de mim porque o outro importante e que merece cuidado e descanso é ele. Penso na infinidade de sentimentos que ela viveu em um tempo tão curto e intenso, atenta ou tentando estar atenta a todo mundo e compreendo... Sei o quanto ela os ama e se importa com cada um e quase leio o olhar ainda de angustia e preocupação com cada um e com todas situações. Muitas vezes me despeço, outras não. Poucas vezes ali converso. Ali é lugar dela amar a cada um. Ali ela se aflige porque tem cada pessoa sob sua proteção. Ali ela esquece que é gente comum e age em outra dimensão. Ali suas falhas humanas ganham dimensões divinas – tenho certeza que tantos já viram quem se reergueu por um sorriso que ela deu, ou se pós no caminho por alguma bronca. Falo dela porque fica mais fácil de ver e compreender o que o outro é. Quem é esse outro e tudo que ele é por dentro.

 Mas poderia falar das mulheres ao meu lado. Do carinho da Neide conosco. Mulher discreta e admirável que canta lindamente e que, enquanto canta cuida do Osvaldo, que enquanto canta cuida do Fernando lá fora... Da falta imensa que faz a Célia com suas bagunças e do quanto ela é amorosa, além disso penso na vida ela rege em sua família como música linda que só ela compõe em Deus. Da Cida que algumas vezes ri das farras do Sidnei e outras o olha cuidando e protegendo também, e cuida da tia Ivone, tudo isso enquanto canta. Da Arlene que lá de baixo manda o aceno na hora do abraço da Paz fazendo festa bonita... a alegria do Mantovani, agora todo magrelo e disposto, depois de tudo que ele atravessou e que eu nem sei contar. Acho a coisa mais doce desse mundo quando ele e a Marly se unem numa combinação de vozes que só eles podem fazer, espontaneamente, como expressão de amor a Deus...

 Tem ainda o Sr. Américo, meu melhor vizinho, sempre gentil, sempre brincando, sempre querido. Compartilha as alegrias pelas bagunças da filha, fica de olho se já vi qual é a música a seguir porque ele ganha o folheto que vem com os números delas antes da gente ler na plaquinha que a Ana nos mostra. A Ana é pessoa intrigante, não acham? Que simplicidade mais linda, que disponibilidade, que carinho... isso seria possível sem o companheirismo silencioso do Roberto, seu esposo?... que querido, não é? É! Coisa que vemos antes de que alguém precise dizer! E o Sidnei que se beija feliz da vida quando canta bonito (risos), o Lopes que tenta com tudo que pode compensar no canto as faltas dos ensaios em virtude do trabalho que tem... a Saletinha, sua esposa que nos trata com carinho e gentileza dupla, fazendo o presente nesses dias, acreditam? É! É assim! Tudo isso enquanto se canta, antes e depois de cantar! E o semblante do Chico quando fala dos netos, a fisionomia da Luci quando acha mesmo bonito o que a gente cantou... direta ou indiretamente todos manifestam seu amor no mundo, além, muito além dos limites que se tem...

Tem o Moisés que vem pro ensaio sozinho, mas que a gente olha e vê a Maria com ele. Que lindo! O seu Valdemar, querido, passa algumas vezes pela casa da minha mãe à serviço de outra pessoa e nunca deixa de me dizer o que viu, demonstrando a mim esse querer bem... não é bonito isso? Sim, meu Deus, é! A Isabelzinha, nunca vi como não pára. Não dou conta também de descrever tudo quanto ela cuida... ela não me conta, mas quando a olho, posso ver! E a Carmo, que fica pondo calma com os olhos no coração da gente?

Tem gente que mal me vê e que nem sempre vejo também, mas eu os vejo empenhados na música, cantam com todo primor. Alguns são mais próximos de outros, e com eles repartem mais suas vidas. É só isso e pronto. Todos tem seu valor! Tem quem se coloca mais fechado e o coração apenas imagina que coração guardado é lugar sagrado. Respeito já é forma de amor.

 Quase todos, homens e mulheres, fazem questão de ao menos dar o aceno, o cumprimento e mesmo sabendo as lutas de cada um, vê-se o empenho em serem Um. São esses outros. Sei que não mencionei tanta coisa e toda gente, peço desculpas, mas só queria exemplificar a sequencia das coisas e tudo que poderia vir antes de qualquer sofrimento. Tem tanto tesouro disponível pra ser percebido agora, aqui mesmo, fechando os olhos a gente pode rever tanta coisa boa feita pra gente!

 Essa é a ceia do Pai, vinde todos, tomai o alimento eterno... hoje desejo saciar vossa fome de paz...

 Como ensinou uma linda amiga já falecida, isso de acariciar o rosto na dor, de dar abraço e beijo, de telefonar pra saber, de aquietar ao invés de falar, de tentar conhecer ou tentar supor com amor humano antes de julgar, de se colocar no lugar, pode não livrar da morte (me disse isso sabendo que estava perto da sua hora de partir), mas alivia a vida... dá sentido e valor...

 Hoje, sexta-feira Santa, já não tem mais jeito. O Cristo está morto. Com tudo o que isso pode ensinar e dizer. Pra quem segue a fé católica, sente-se o peso e a dor.

 Agora é silencio, na Terra e no Céu
Silencio que canta louvores a Deus 

Tamanha eloquência nas vozes não há
Escuta o silencio, pois Deus nele está... ooooo, oo, oo... oo...

Deixemos deitar tudo! Tudo que tentamos. Tudo que fracassamos, os arrependimentos.

Mas que seja límpido o sentimento pulsando no peito... que ressuscite n’Ele e com Ele todo nosso amor e que seja um amor vivo, capaz de evitar a dor do mundo, nem que seja do vizinho do  banco do coral, daquele que atravessar nosso pequeno mundo, do que encontramos não porque queremos, mas porque Ele quer.

 Antecipa um pouquinho de amor em nossos pensamentos e em nossas ações. Que nossos sentimentos sejam bons. Descansa-nos a alma. Dá-nos a calma e deixa-nos cuidar de Você e desse Amor tão lindo, razão da nossa Vida.
Não fique sozinho hoje, Jesus querido! Que sua morte não seja solitária e vã!
Façamos sim o exercício do Amor! Ele nos torna melhores do que somos!

 E como diria o poeta:

“Seria apenas mais uma história, se não tivesse tocado a alma.” – Caio Fernando Abreu
Por tudo de lindo que colocou em meu viver, que queria evitar ao menos um pouco a Sua dor...

Eu quisera, Jesus adorado,
seu sacrário de amor rodear...

Beijo em seus corações, queridos!
Claudia

quarta-feira, 27 de março de 2013

Matando saudades...

 
 
No dia 20 desse mês, tivemos um ensaio, como de costume.
Fazia um tempo que eu não participava, pois acompanhava minha mãe em seu reestabelecimento. Logo que cheguei e depois de cumprimentar alguns, fiquei contemplando as pessoas, as atitudes, um 'matando' um pouco a saudade... delícia de lugar!
Não foi necessário muito tempo para aquela bagunça querida começar.
Primeiro a chefinha interrompeu 'de cara' o ensaio pra ligar para o senhor Padre vir ensaiar!
E Ele veio! Um fofo!...
Depois, a Luci e a Marly começaram a tocar 'a quatro mãos' (ixi, acho que eram três! rsrsr). Insistiram, insistiram, até que conseguiram...
Foi taõ gostoso vê-las ali, que saí correndo pra tentar filmar com o celular e depois compartilhar.
Não temos profissionalismo pra cantar, mas existe um elo tão bonito, visível nesses momentos aparentemente insignificantes, que fazem tudo passar.
Quantas coisas difíceis já viveu esse grupo? Quantas vivências compartilhadas?
Alegrias? Muitas também!
Das mais generosas, saboreadas numa brincadeira simples, riso descontraído!
Diria um grande e inesquecível amigo - Pe. Jesus - que é isso que, na verdade, ofertamos no altar.
Aquilo que foi vivido, experimentado.
E tudo que disso pode ramificar!
É o que forma o Pão e o Sentido. O que estamos, passo-a-passo, a comungar.
É tudo que mais se precisa pra enfrentar a batalha da vida!
Saudades de quem está ausente.
Orações pelos que estão silentes.
Bençãos amorosas naquilo que cada um mais necessitar!
Vocês são muito queridos!
Muito!!!
 


terça-feira, 26 de março de 2013

O Amor de Deus e nós no mundo

Recebi, por e-mail,  este texto de autoria de Martha Medeiros e gostei muito, pois leva a refletir, de uma outra forma, sobre a "regra de ouro" - faça ao outro o que gostaria que fizessem a você.
A Semana Santa é plena de significados e reflexões, penso que o texto pode nos ajudar a, concretamente, fazer uma meditação de nossa vida diária e de nossas atitudes para com o outro.
Encerro o post com a música "O amor de Deus", que tão lindamente nos mostra como Deus age em nossa vida: eterna compaixão por nós.


EMPATIA – MARTHA MEDEIROS
As pessoas se preocupam em ser simpáticas, mas pouco se esforçam para ser empáticas, e algumas talvez nem saibam direito o que o termo significa. Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, de compreendê-lo emocionalmente. Vai muito além da identificação. Podemos até não sintonizar com alguém, mas nada impede que entendamos as razões pelas quais ele se comporta de determinado jeito, o que o faz sofrer, os direitos que ele tem.

Nada impede?

Foi força de expressão. O narcisismo, por exemplo, impede a empatia. A pessoa é tão autofocada, que para ela só existem dois tipos de gente: os seus iguais e o resto, sendo que o resto não merece um segundo olhar. Narciso acha feio o que não é espelho.

Ele se retroalimenta de aplausos, elogios e concordâncias, e assim vai erguendo uma parede que o blinda contra qualquer sentimento que não lhe diga respeito. Se pisam no seu pé, reclama e exige que os holofotes se voltem para essa agressão gravíssima. Se pisarem no pé do outro, é porque o outro fez por merecer.

Afora o narcisismo, existe outro impedimento para a empatia: a ignorância. Pessoas que não circulam, não possuem amigos, não se informam, não leem, enfim, pessoas que não abrem seus horizontes tornam-se preconceituosas e mantêm-se na estreiteza da sua existência. Qualquer estranho que possua hábitos diferentes será criticado em vez de respeitado. Os ignorantes têm medo do desconhecido.

E afora o narcisismo e a ignorância, há o mau-caratismo daqueles que, mesmo tendo o dever de pensar no bem público, colocam seus próprios interesses acima do de todos, e aí os exemplos se empilham: políticos corruptos, empresários que só visam ao lucro sem respeitar a legislação, pessoas que “compram” vagas de emprego e de estudo que deveriam ser conquistadas através dos trâmites usuais, sem falar em atitudes prosaicas como furar fila, estacionar em vaga para deficientes, terminar namoros pelo Facebook, faltar compromissos sem avisar antes, enfim, aquelas “coisinhas” que se faz no automático sem pensar que há alguém do outro lado do balcão que irá se sentir prejudicado ou magoado.

É um assunto recorrente: precisamos de mais gentileza etc. e tal. Para muitos, puxar uma cadeira para a moça sentar ou juntar um pacote que alguém deixou cair, basta. Sim, somos todos gentis, mas colocar-se no lugar do outro vai muito além da polidez e é o que realmente pode melhorar o mundo em que vivemos. A cada pequeno gesto diário, a cada decisão que tomamos, estamos interferindo na vida alheia. Logo, sejamos mais empáticos do que simpáticos.
Ninguém espera que você e eu passemos a agir como heróis ou santos, apenas que tenhamos consciência de que só desenvolvendo a empatia é que se cria uma corrente de acertos e de responsabilidade – colocar-se no lugar do outro não é uma simples gentileza que se faz, é a solução para sairmos dessa barbárie disfarçada e sermos uma sociedade civilizada de fato.


 



0111- O amor de Deus

 

domingo, 24 de março de 2013

Começamos a Semana Santa

Foto

Hoje é domingo de Ramos e iniciamos uma semana com uma programação intensa. Veja na aba "atividades do mês" todos os nossos compromissos.
Para recordar o Hino a São Dimas, entre aqui

terça-feira, 19 de março de 2013

Viva São José!

    Dia 19 de março tem um sabor diferente para mim e os meus...
    Hoje seria também aniversário do meu doce avô José, pai do meu pai...
    Dele só lembro coisas boas e o que poderia ser "ruim", quando me lembro, é com muita vontade de dar risada... Um dia, por uma razão que não mais me lembro, eu e meus irmãos fomos deixados aos seus cuidados e, três crianças juntas, já viu... É sempre aquele "qui qui qui" interminável. A uma certa altura, não suportando mais a algazarra, apareceu de cinta na mão e lascou a maior bronca, fazendo muito barulho, sem nada fazer. Silêncio mortal! kkkkkkkkkkkk Acabou a euforia e tratamos os três de ficarmos muito quietinhos (Aliás, a bagunça maior era dos meus irmãos... entrei de alegre... kkk).
     Fora isso, não me lembro de nada que não seja amabilidade, gentileza, cuidado amoroso. Com ele aprendi que reunir a família era importante para manter acesa a chama da alegria do encontro.
    Adorava que nos sentássemos todos em volta da mesa, pelo menos uma vez por semana, e não faltava tremoços, azeitona, salame, coca-cola e cerveja. E se faltasse - porque trazer tudo isso do mercado, em grandes sacolas de lona e a pé já ficava difícil pela idade que avançava - cafezinho não faltava.
    Sábado era um dia sagrado, dia de rever toda a primaiada, os tios e avós. Até ele morrer, foi assim...
    Doces lembranças de um homem batalhador, trabalhador, cuja palavra era só uma. Um homem justo, como não poderia ser diferente, para honrar o santo que lhe deu o nome.
    Lembrando dele e em louvor a São José, segue a música José, humilde artesão, juntamente com a partitura.

Viva São José!
Saudades, vovô Zé!




402 - José, humilde artesão


José, humilde artesão,
trabalhaste noite e dia
para não faltar o pão (bis)
no lar da Virgem Maria.
Que não falte em nossa vida
este Pão que vem do céu
mas cresceu com a comida
que o teu trabalho lhe deu!
 

Vem ajudar-nos, José!
Ensina-nos outra vez
a receber com mais fé
o Pão que Jesus se fez!

Este Jesus, tão criança,
te deu razão pra viver.
Dá-nos crescer na esperança
por este Pão aqui ter!

Bem mais que tudo, ó José,
ensina- nos a amar
quem cresceu em Nazaré
e é Pão agora no altar!

Mostra o segredo da missa:
que ter nas mãos este Pão
é construir a justiça
e promover todo irmão.

Parte de ti era, José,
o pão que Jesus comia.
Pensando nisso, Ele até quis
nosso Pão ser, um dia!


 

sexta-feira, 15 de março de 2013

Ave Maria de Schubert em alemão

Como vocês se lembram, uma das maiores emoções de minha vida foi cantar esta música no casamento da minha filha Vanessa.

Esta versão em alemão é cantada por Helene Fischer, dona de uma voz maravilhosa! Apresentação primorosa e emocionante!

Posto aqui para rezarmos um pouquinho.

Também para emocionar o nosso alemão preferido!

Obrigada, Cacau, pelo envio.


quinta-feira, 14 de março de 2013

Duby duby duru...

Marly, querida,
Acabei de ver esse vídeo e lembrei dos momentos em que você canta junto com a gente.
É bagunça bonita e quase todo mundo fala pra você cantar sozinha, pois é muito querido o jeito que você canta e a maneira com que nos envolve nas canções! Muitíssimo obrigada!
Espero que seus dias sejam doces e leves como você.




Quero também agradecer ao grupo pelo carinho nesse tempo que passou e dizer que é imenso o desejo de que Deus abençoe a cada uma na sua individualidade, na sua necessidade!
Abraço carinhoso,
Claudia

terça-feira, 12 de março de 2013

Sobre viagem, discursos, música e máquina de escrever: essa música maravilhosa!

Como vocês sabem, vim para Brasília para a formatura da minha cunhada.
Cerimônia de colação. Pompa e circunstância, com entrada da bandeira, hino e... muito discurso...
Imaginem formandos de cinco cursos diferentes, com cinco discursos de oradores da turma, mais cinco discursos de paraninfos e mais cinco pequenos discursos para entrega dos símbolos de cada profissão...
Logo nas primeiras falas, no auditório gigantesco, cheio de gente, especialmente jovens, dava para se notar que não seria fácil aos oradores se fazer ouvir...
E minha cunhada era oradora da turma dela... a última!
Logo pensei que, se fosse eu, começava cantando um mantra kkk
E não é que ela tinha mesmo pensado em algo diferente?
Poucas e objetivas palavras e tascou afinadamente, em alto e bom som um trechinho de uma música, à capela!
"Amigo é coisa pra se guardar debaixo de sete chaves, mesmo que o tempo e a distância digam não..."
Foi como se alguém estivesse com a mão em um botãozinho invisível e o murmurinho cessou quase que instantaneamente...
Mais um pouquinho de fala e recomeço do falatório do público.
Outro verso de outra música e plaft! A multidão segura a respiração de novo!
Discurso encerrado e ovação generalizada!
A De arrasou!! eheheh

Música é, realmente, linguagem universal...

Com ela tudo é possível... Até fazer uma grande orquestra brincar...
O vídeo abaixo é deliciosamente divertido, com toda a seriedade que requer o que está sendo produzido pelos componentes da orquestra e pelo "datilógrafo".
Obrigada, Xico, pelo vídeo e pela lembrança.
Divirtam-se!


quarta-feira, 6 de março de 2013

Para refletir...


Hino de São Dimas

Para aprender o Hino de São Dimas...



Lembra-te, ó Mestre, de mim quando, enfim, alcançares teu reino.
Foi a oração que do alto da cruz se ouviu.
Viu-se, então, um Jesus tomado de compaixão, e nesse momento de graça alcançaste o perdão...
Que a tua fé seja nosso exemplo de conversão. Olhai por teu povo, São Dimas, em sua missão!

“Comigo, ainda hoje estarás no paraíso”, são palavras que ouviste do próprio Jesus, lá na cruz!
E hoje, lá no céu, junto a Deus, rogai por nós!
Ó, São Dimas, protege teu povo, tu és nossa voz! A nossa voz!

Na cruz, a revelação: viste em Jesus prova digna de amor.
Vem nos guiar no caminho que o Mestre ensinou...
Nossas famílias e bens, São Dimas conservai; frente aos perigos da vida, por todos orai...
Ó, Bom Ladrão, suplicai a Jesus pela nossa paz!
Pelos que sofrem, nas dores que a vida nos traz!

sábado, 2 de março de 2013

Gracia plena

A gente vê tanta coisa desagradável, recebe tanta informação ruim, que às vezes dá para desanimar e pensar que tudo está perdido para a humanidade...
Mas isso não é verdade...
Os lampejos de esperança é que não são divulgados, a gente precisa procurar e encontrar...

O vídeo abaixo é momento de luz esperançosa de que é possível congregar, unir, encontrar e gerar Beleza em unidade...

Carisma, sensibilidade, competência... Sem palavras para dizer o que conforma Bobby McFerrin e o que ele é capaz de realizar com voz e mão!



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