domingo, 11 de novembro de 2012

Mais um poema da nossa jovenzinha

E segue mais um poema da nossa querida Ivone, que acaba de completar 85 primaveras. Sensibilidade e vitalidade acima de qualquer coisa. Bonito de se ver!


A árvore

Em pé na estrada, triste e ressequida

Os braços hirtos como a procurar

As folhas todas, as flores coloridas

Que as mãos do vento vieram lhe roubar

Ah! Sua sombra era majestosa

Ah, que sombra linda e frondosa

Onde se abrigava o viajor

Do sol, das intempéries

Seu tronco jamais se vergou

Nunca um só galho se quebrou

E guardou com amor seus galhos, seus frutos e flores

Lembranças de seus amores

E tudo mais que sempre amou

Medo não teve da noite

Nem dos milhares  de açoites

Que a tempestade enviava

Mas, quando vinha a bonança

O céu azul se iluminava


Tal qual rainha reinava na festança ruidosa

Que a natureza lhe dava.

Hoje triste e ressequida olhando a estrada da vida

Não tem mais frutos nem flores

E de tantos, tantos mil amores

Nem uma flor lhe restou.



Ivone F. Souza

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