domingo, 26 de agosto de 2012

Vou cantar Teu amor - I

Vou falar do Teu coração com ternura nas mãos e na voz,
proclamar que a vida é bem mais
do que aquilo que o mundo ensina e cantar...
 
Vou cantar contar teu amor
Mil coisas estão passando em minha mente.
‘Vejo’ o rostinho de cada pessoa do grupo e a sensação boa de poder comemorar uma caminhada de vinte anos com vocês.
Os preparativos foram igualmente gostosos. Reunimo-nos na casa da Marly algumas vezes num clima sempre alegre e motivador. Vocês que a conhecem mais do que eu, sabem da sua vitalidade e do tanto que ela se entrega para que as coisas sejam valiosas, bonitas.
Enquanto definíamos os detalhes, pude perceber a disponibilidade das meninas... realizar sonhos com gente somando faz tudo parecer possível... e fez!
No exercício de escolher e depois renunciar às próprias ideias, porque o grupo preferiu outra coisa ou porque as circunstâncias eram menos favoráveis, com tamanha aceitação e abertura, proporcionou essa sensação tão boa de que valeu muito a pena, muito mesmo!
Para fazer as lembranças, encontramo-nos na casa da Luzia, num cantinho muito aconchegante e especialmente acolhedor e o detalhe foi o modo com que ela nos recebeu... se eu contar vocês desejarão participar da organização do próximo evento do coral. Ali sentamos e pintamos todas as lembranças. Obrigada por tudo, por cada detalhe durante todos esses dias, Luzia.
Pelas ruas foram a Regina e a Célia e a Luzia de novo, decidindo os troféus do Festival e todas as lembrancinhas e presentes.  A Arlene cuidou de conseguir mais ajuda para o evento e a Silvia deu-nos a sobriedade, mesmo estando num tempo mais curtinho na reunião, estava o tempo todo olhando os acontecimentos e cuidando que nada faltasse.
Na casa da Neide passamos a tarde enrolando... kkkkkk... meu Deus, era bolo que não acabava nuuuunca mais... leite condensado demais resultou numa tarde deliciosa, engraçada, que fica na memória do nosso coração.
Eu fiz artes. E recebia, encantada, as ligações das meninas pra saber se estávamos precisando de alguma coisa ou contar alguma aquisição... ninguém cobrou ninguém, ninguém se fez problema, ao contrário... uma prontidão para fazer o que havia tomado como responsabilidade individual e ainda a vontade de colaborar com o outro se ele estivesse precisando... o que pode ser difícil, assim?
A Marly... não dá pra dizer tudo que vi, ouvi esses dias e sei a respeito dela... o que cabe deixar aqui em palavra escrita é que eu fico muito feliz por tê-la em meu viver e porque tanta gente sente a mesma coisa. Que Deus continue iluminando assim esse seu coração amoroso.

Quanto ao coral, é uma vida, não é mesmo? A sua vida de menina querendo sempre estar perto de Deus... e não só está como também nos arrasta junto da Luci e do Xico, com suas carinhas, broncas, gestos, garra, perseverança e uma força incrível de lutar contra o que for preciso, a fim de permanecer num ideal maior... gracias, porque insiste, porque não desiste e porque nos mantém unidos por um fio de amor. Você foi cuidando da gente enquanto fazia os contatos, os ensaios, os papéis, os adesivos, cuidava de um aqui e outro ali, que estava precisando mais de ajuda, fez o vídeo do jantar, quanta coisa! Aleluia!
E um tal de Osvaldo? Conhecem? Levou a maior ‘facada’ no bolso, foi ao mercado comprar as coisas do bolo não sei quantas vezes, enquanto a gente dava conta de acabar o bolo e foi incrivelmente disponível pra gente poder acabar tudo, indo e voltando entre o Confiança, a Casa de Tintas, buscar velinhas, enfim... pra falar a verdade-verdadeira, o grupo todo colaborou... ensaios mais de uma vez na semana, missas festivas pra lá e pra cá, desafinos infinitos até no dia da apresentação, permeados por aquela velha história do algo diferente e muito bonito que existe entre a gente. Desde a acolhida na porta da igreja no encontro dos corais até a festa acabar.
Viram como foi a recepção após o Festival?
Todo mundo ajudando. Muita gente que nem sei contar, comendo, e uma fartura que sei de onde vinha.
Muita gente veio dizer que tudo estava uma delícia e eu quero muito dizer, que delícia é conviver com vocês. Que são tão queridos.
E as falhas? Claro que tivemos! Que elas sirvam para o crescimento do amor que nutrimos uns pelos outros, pois só o amor nos ajuda a ver o essencial.
O que é uma falha qualquer perto disso tudo? Só pode ser razão pra querer melhorar! O que pode ser um desafino qualquer, um desrespeito qualquer pra quem tem tudo isso?
O que pode ser um problema na festa ou na música pra quem tem uma Verinha nos ensinando a continuar a canção? Um Valter recobrando energia só pra ser nosso mestre de cerimônia?
Que música pode ser indevida, pela falta de técnica, num grupo que se ama como criança? Vai ver que é por isso que tinha um toquinho-de-gente-mais-linda pedindo mais aleluia, enquanto a Marly nos falava durante o jantar... e quando decidimos cantar, não sei se pelo teor de álcool que havia subido um pouquinho, pela entrega total ou pela alegria, que o Aleluia saiu a coisa mais linda desse mundo... e as imperfeições? Que elas abram espaço pra um Grande Amor passar!
Se eu demorei a entrar para o grupo foi porque eu decidia que, se o fizesse seria pra valer. E minha ultima decisão foi por querer cantar um pouquinho pra esse Deus que encanta minha vida inteirinha... mas Ele não me deixa fazer quase nada... mal canto, desafino e Ele continua me olhando e sorrindo... é o que sinto quando estou com vocês!
Por tudo isso agradeço do fundo do meu coração.
Beijos pra cada um,
Claudia
 
Sobre o Festival de Corais, tem coisa pulsando no meu coração que ainda não encontro palavra pra falar. Quem sabe logo mais...
Quem quiser contar o que sentiu, partilhar o que viveu, é só mandar e-mail pra gente postar também.
 

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