sexta-feira, 31 de agosto de 2012

20 anos!


20 anos! Hoje em dia, esse é um tempo maior do que muitos casamentos, com certeza!

Depois de tanto tempo, olhando para trás, para a minha vida e para a nossa vida em grupo, tenho a certeza de que o presente é sim, fruto das escolhas que fazemos, acima de qualquer outra coisa...

O mundo pode conspirar contra, os acontecimentos podem ser avassaladores, mas a maneira como vivenciamos cada dia, as escolhas que fazemos é que fazem a diferença e determinam se o caminho é penoso ou leve, se a vida é vazia ou plena, se os relacionamentos são amorosos ou rancorosos...

Viver em família nos ensina que, para o bem de todos, cada um tem que se mover, abdicar, relevar, considerar, olhar mais para as qualidades do que para os defeitos... Ensina que é preciso ter humildade, amorosidade, cuidado com o bem-estar do outro... que não se pode pensar apenas no próprio umbigo, porque o mundo é lugar de todos e é exigente...  e, a gente, sobrevive com qualidade de vida e com alegria somente na solidariedade, no encontro e no amor.

Essencialmente, Deus é Família: Pai, Filho e Espírito Santo... Deus Criador de todas as coisas, Deus Filho amoroso que a tudo acolhe e recebe, Deus Espírito Santo, Amor Pleno que une pelo Amor e gera Amor. Nosso modelo está posto!

Não é somente tema de doutrina... É proposta de vida! Tudo o que contrariar a esse modelo, nunca poderá dar certo, porque estará na contramão da Criação... 

Olho e vejo que temos buscado, incessantemente, escolher essa Vida manifestada na Trindade. Dentro da nossa imperfeição, temos buscado, buscado e buscado... E não é fácil perseverar neste empenho... Embora não seja verdade para todos, muitos que já estiveram entre nós pararam nos defeitos ou dificuldades que temos e desistiram... foram por outro caminho.

A experiência que fazemos não é qualquer coisa e tem se mostrado sólida, tem apresentado os frutos, os sinais da presença de Deus: companheirismo, solidariedade, amorosidade, perdão e permanência.

Sinais de Jesus no meio, do Espírito Santo dando sustento naquilo que somos falhos...
 
Viver e permanecer em Comunidade – com alegria, aconchego e vontade de ser melhor – é uma experiência a que muitos são chamados, mas poucos dizem sim...
 
Temos dito SIM há 20 anos! Que Deus nos conserve nesse caminho, que nos permita continuar na Graça.

Estamos todos de parabéns por esta grande festa, que começou lá em 92 e continuará até quando Deus permita a cada um de nós.



Por isso demos graças a Deus e digo a cada um, como diria um querido amigo: gracias siempre!

 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Ah... o Aleluia!

         Eu estava planejando falar sobre o que se segue amanhã, mas, pensando melhor, achei bom estruturar o que somente tinha planejado dizer e escrever, pois assim a chance de me fazer entender melhor é maior.
         
          Durante alguns anos de minha vida, exerci a profissão de professora.
Comecei a dar aulas assim que terminei o Magistério, com 18 anos... (Sabiam que fui professora do Falcone, que já cantou conosco no coral? kkk... To véia! Ele já tem filha com uns 17 anos...).
A primeira classe que assumi pra valer, como minha, foi uma primeira série, numa escola de periferia... As crianças, a maioria filhos de domésticas e trabalhadores braçais, chegavam sem saber cor, sem coordenação motora fina, que dirá conhecendo letras ou sabendo contar...
Do alto dos meus 18 anos, podem imaginar como isso tudo era desafiador para mim... Tinha acabado de terminar o colegial (o Magistério nessa época era feito em três anos) e já assumia uma classe para alfabetizar...
Nem podem imaginar que coisa incrível é ver uma criança que não sabe o que é cor, que nunca pegara em lápis, começar a ir adquirindo motricidade fina, começar a reconhecer o que é amarelo, o que é vermelho e saber diferenciar o verde do azul... E, é claro, no meio delas havia uma que já sabia tudo isso, que a mãe tinha tido tempo em casa para ensinar. Para esta, fazer pintura em limites preestabelecidos era uma “baba”. Tirava de letra, com perfeição. Mas as outras... Tinha na classe também, um menino que, aparentemente, tinha hidrocefalia... Inteligência limítrofe... Mas – não posso me lembrar sem me emocionar profundamente... – a dedicação deste menino era uma coisa impressionante... Dotado de uma alegria contagiante, esforçava-se como ninguém em pintar o que era pedido – ainda posso ver a linguinha de fora e muitas vezes a saliva pingando... E quando vinha me trazer o trabalho, seus olhinhos brilhavam de felicidade... “D. Marly, não ficou lindo?” (professora naquela escola não era “tia”...).
Obviamente, meus olhos podiam ver que não estava lindo, porque os limites estavam transgredidos, a margem a ser respeitada tinha sido “engolida” e nem sempre a cor estava correta... Mas minha alma dizia que sim, estava lindo...
Ficava inconformada, porque tinha que dar uma “nota” ou um “conceito” avaliativo, pois o desenho serviria de avaliação... Por que eu tinha que dar 10 pra menininha que tinha feito de olhos fechados e à perfeição a sua tarefa e, no máximo, 5 para aquele menininho que tinha se entregado com todo o seu ser naquela tarefa?
Por tinha que valorizar o desempenho em detrimento do empenho?
Na orientação da Coordenadora, aquelas eram as regras...
Eu nunca gostei desse tipo de regra...
Outra coisa que aprendi rápido, dando aulas, é que se não houver um desafio lançado, para superar obstáculos com motivação lúdica, a aula fica chata para a criança, enfadonha, e elas ficam logo inquietas... Quer ver todo mundo se empenhando? Lance um desafio... Que ele não seja muito fácil de vencer, mas que tenha a medida certa para as potencialidades da idade e maturidade da criança... Uau! A coisa pega fogo!
Uma vez precisava falar de meios de comunicação para uma quarta série. Eu já trabalhava em escola particular e o desafio acabou se transformando em um jornal televisivo. As crianças criaram notícias, entrevistaram pessoas e depois leram o que tinham produzido para uma câmera que eu – precariamente – segurava, tentando não balançar muito, porque ela era pesada pra caramba... Para quem duvida, tenho a fita de vídeo guardada até hoje...
Enquanto meu vídeo cassete funcionou, eu ainda assistia de vez em quando...
O resultado? Lindo, lindo, lindo!
Tinha a técnica de um telejornal global? Óbvio que não!
As crianças ficaram espontâneas lendo, no vídeo? Não! Até porque, liam de uma cartolina escondida embaixo da câmera... kkk
Mas ficou linnnnndooo! Emocionante!!!
E quem viu amou!
A Coordenadora chorou! Levou para a Diretora ver...
Daquela aparente bagunça das crianças circulando, entrevistando, escrevendo à sua moda uma notícia fictícia, gaguejando, errando, muitas inibidas frente à câmera, produzimos juntos um telejornal, compatível ao que elas podiam produzir... Se eu tivesse parado na ideia de que não ia ficar natural, que as imagens iam ficar tremidas pela minha inexperiência ou por todas as outras razões que o “bom senso” dita, jamais teria um documento tão valioso quanto esse: crianças de 9 e 10 anos como “jornalistas”...
Lembro-me de tudo isso e vibro de emoção. Naqueles momentos, embora fosse a professora, virei criança com as crianças... Já se passaram no mínimo 18 anos e o sentimento que compartilhei com os “baixinhos” ainda está bem gravado aqui no meu coração: alegria, cumplicidade, às vezes irritação – de ambas as partes – porque as coisas não podiam ser feitas “de qualquer jeito”... Mas ao término, foi a glória...
***
Especialmente nos grandes teatros europeus, o Allelujah (o 42º movimento do oratório O Messiah, de Handel) é uma música ouvida em pé, tal o respeito da plateia pela mensagem que a música traz e pela majestade da execução. A Tradição conta que, na primeira apresentação da peça, em Londres, o rei da Inglaterra, George II, estava presente. Quando o coral começou a entoar os primeiros cantos do "Hallelujah", o rei, impressionado e encantado com a  a beleza daquela oração, levantou-se de sua poltrona. Quando viram que o rei estava em pé, toda a plateia ergueu-se (ninguém permanece sentado na presença do rei em pé, isso é protocolo real), daí o costume de os ouvintes permanecerem em pé durante a execução da ária mais famosa de todos os oratórios.
 ***
 
E nós nos "atrevemos" a cantar o Allelujah!
Certamente, uma blasfêmia para as plateias europeias ou para quem entende de verdade de música... Quem sabe, também, para a plateia seleta, em pleno Teatro Municipal, lá em 2005...
 É verdade que daquela vez o fizemos melhor... Talvez, desta vez, nem todos tenhamos feito bem a nossa parte. Nem todos tenhamos sido assíduos aos ensaios. Nem todos tenhamos ouvido e ensaiado nossa parte em casa. Nem todos tenhamos estado presentes aos ensaios da semana. Talvez, muitos "talvezes"... 
 
Só tenho a dizer que, passado tanto tempo dos meus primeiros anos de professora, eu ainda não gosto das regras que determinam que o que se deve aplaudir é o perfeito desempenho em detrimento do empenho e de buscar alcançar o potencial máximo que se pode chegar com as limitações a que se está sujeito.
Meus olhos de professora ainda continuam vendo o esforço, ainda continuo achando que os desafios fazem com que as pessoas se movam para dar o seu melhor, especialmente se eles forem lúdicos e em partilha.
E meus olhos e minha alma que ainda têm um “quê” de criança, adoram um desafio possível de realizar... 
Mesmo sem levar em consideração o que foi dito pelas pessoas na sexta, que talvez tenham falado por delicadeza ou mesmo educação - ouvir das minhas filhas que o Aleluia foi emocionante, saber que choraram quando nos viram cantando e ouvir, no sábado, meu filho dizer com emoção que o coral está lindo, é tudo o que me basta.
 
Fico com a força da prece, pois é ela que prevalece acima de qualquer outra coisa.
Não me queira mal, querida Luci, mas nós podemos cantar o Aleluia. E podemos fazer isso de novo e de novo – e melhor.
Adrenalina, na dose certa, rejuvenesce o coração...
 
Beijokas a todos!


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Marly, você põe no blog?

Olá, pessoal. 
Depois de três dias de merecida e linda comemoração, resolvi escrever para explicar a vocês a razão de me sentir contrariada a cada execução do Aleluia. Sei que não são todos, mas uma boa parte percebe que não curto tocar essa música. Tenho o grave defeito de mostrar no olhar o que estou sentindo. Não sei disfarçar.

O Aleluia de Haendel é uma música belíssima, de louvor a Deus, é vibrante, platéias inteiras ficam literalmente impactadas ao ouví-la. O único probleminha é que o tal do Haendel estava inspiradíssimo quando a compôs e deve ter pensado assim: "vou complicar bastante, essa não vai ser prá qualquer um encarar". E conseguiu de verdade seu objetivo. Nos trechos iniciais e finais nosso coral dá verdadeiro show. Todos empenhados, vocês cantam de forma emocionante. É demais da conta! Agora, lá pelo meio (nos inúmeros "Aleluias" e nos incontáveis "E reinarás") o bicho pega. Basta entender só um pouquinho de música para olhar a partitura e constatar a verdadeira "costura" feita pelo compositor. As vozes vão se alternando, às vezes se sobrepõem, se entrelaçam, é uma obra magnífica. Só que o problema está aí. É dificílima de ser ensinada, ensaiada, cantada. Não sei como se preparam alguns grupos que já pude ouvir cantando esta música. Sei de um grupo de Bauru que levou seis meses de ensaios com os naipes separados. Depois de seis meses, aos poucos, as vozes foram sendo agrupadas. Acontece que a melodia e andamento de cada naipe, a esta altura, estavam tão cristalizados que juntá-los não apresentou muito problema.

Nosso grupo é maravilhoso, empenhado, admirável. Amo participar e confesso que em momento angustiante da minha vida foi no grupo que encontrei amizade, apoio e a alegria que não conseguia mais sentir. Ao longo do tempo, várias foram as lições que aprendi com vocês e com a Marly, a mais importante delas é que "só erra quem faz". No início, era perfeccionista: quando errava alguma nota meu desejo era sumir da igreja e não voltar nunca mais, tamanha era a vergonha. Hoje, dou meu melhor, me esmero prá que tudo corra bem, mas, se erro, ergo a cabeça e dou a volta por cima. O erro já aconteceu, não é mesmo ? A solução é seguir em frente. Aprendi também o quanto é importante acolher quem chega, aprendi a me perdoar por erros cometidos no passado.

Então, voltando ao Aleluia, vou passar prá vocês minha opinião e sei, por antecipação, que nem todos concordarão. Mas, o importante é que entendam minha forma de pensar.

É minha firme opinião que não temos, pelo menos no momento, condições de cantar o Aleluia. A música é dificílima para quem canta e para quem rege. E, no teclado, faço o que posso, mas digo prá vocês que o acompanhamento é muito, mas muito mais do que faço. Não toco o que deveria tocar porque de verdade não sei, porque precisaria estudar muito e porque lá se foram, há muitos e muitos anos, meus tempos de pianista clássica. Hoje sou uma vovó com os dedos já meio durinhos. kkkk Somos um grupo que se reúne para cantar prá Deus, com o maior amor do mundo, e sob a batuta da carismática e esfuziante Marly. Sem ela, o coral não existiria. Não ter condições de cantar uma música não é nenhum demérito, ao contrário. Assumir as próprias limitações é atitude de humildade e sabedoria. Tantas outras canções, que entoamos lindamente, nos elevam a Deus, passam belas mensagens e agradam aos ouvintes, sem qualquer stress. Cantar o Aleluia traz nervosismo e insegurança e isso afirmo sem medo de errar. Perdi a conta de quantos de vocês já se chegaram a mim prá dizer que estão preocupados, não entendem o que precisam fazer, quando entrar, quando parar. Penso com meus botões: por que tudo isso ? O que ouço é que somos um grupo diferente. Isso somos mesmo: nenhum outro se apresenta com a mesma alegria e entusiasmo. Nenhum outro tem a dedicação de 20 anos da nossa maestra Marly. Mas não precisamos ser "tão" diferentes a ponto de nos apresentarmos cometendo erros e de forma nitidamente tensa, nervosa e insegura, tendo que contar sempre com a ajuda do Espírito Santo para que filtre apenas o que for bom para os ouvidos das pessoas.

É isso, gente. Sei que reclamo quando me pedem o Aleluia. Mas agora espero que entendam que não é reclamação pura e simples. Desejo o melhor para nós todos, que continuemos nos apresentando como sempre: com alma, com amor, com alegria, sem perfeccionismo, mas também sem desgastes desnecessários.

Beijos a todos,

Luci

domingo, 26 de agosto de 2012

Vou cantar Teu amor - I

Vou falar do Teu coração com ternura nas mãos e na voz,
proclamar que a vida é bem mais
do que aquilo que o mundo ensina e cantar...
 
Vou cantar contar teu amor
Mil coisas estão passando em minha mente.
‘Vejo’ o rostinho de cada pessoa do grupo e a sensação boa de poder comemorar uma caminhada de vinte anos com vocês.
Os preparativos foram igualmente gostosos. Reunimo-nos na casa da Marly algumas vezes num clima sempre alegre e motivador. Vocês que a conhecem mais do que eu, sabem da sua vitalidade e do tanto que ela se entrega para que as coisas sejam valiosas, bonitas.
Enquanto definíamos os detalhes, pude perceber a disponibilidade das meninas... realizar sonhos com gente somando faz tudo parecer possível... e fez!
No exercício de escolher e depois renunciar às próprias ideias, porque o grupo preferiu outra coisa ou porque as circunstâncias eram menos favoráveis, com tamanha aceitação e abertura, proporcionou essa sensação tão boa de que valeu muito a pena, muito mesmo!
Para fazer as lembranças, encontramo-nos na casa da Luzia, num cantinho muito aconchegante e especialmente acolhedor e o detalhe foi o modo com que ela nos recebeu... se eu contar vocês desejarão participar da organização do próximo evento do coral. Ali sentamos e pintamos todas as lembranças. Obrigada por tudo, por cada detalhe durante todos esses dias, Luzia.
Pelas ruas foram a Regina e a Célia e a Luzia de novo, decidindo os troféus do Festival e todas as lembrancinhas e presentes.  A Arlene cuidou de conseguir mais ajuda para o evento e a Silvia deu-nos a sobriedade, mesmo estando num tempo mais curtinho na reunião, estava o tempo todo olhando os acontecimentos e cuidando que nada faltasse.
Na casa da Neide passamos a tarde enrolando... kkkkkk... meu Deus, era bolo que não acabava nuuuunca mais... leite condensado demais resultou numa tarde deliciosa, engraçada, que fica na memória do nosso coração.
Eu fiz artes. E recebia, encantada, as ligações das meninas pra saber se estávamos precisando de alguma coisa ou contar alguma aquisição... ninguém cobrou ninguém, ninguém se fez problema, ao contrário... uma prontidão para fazer o que havia tomado como responsabilidade individual e ainda a vontade de colaborar com o outro se ele estivesse precisando... o que pode ser difícil, assim?
A Marly... não dá pra dizer tudo que vi, ouvi esses dias e sei a respeito dela... o que cabe deixar aqui em palavra escrita é que eu fico muito feliz por tê-la em meu viver e porque tanta gente sente a mesma coisa. Que Deus continue iluminando assim esse seu coração amoroso.

Quanto ao coral, é uma vida, não é mesmo? A sua vida de menina querendo sempre estar perto de Deus... e não só está como também nos arrasta junto da Luci e do Xico, com suas carinhas, broncas, gestos, garra, perseverança e uma força incrível de lutar contra o que for preciso, a fim de permanecer num ideal maior... gracias, porque insiste, porque não desiste e porque nos mantém unidos por um fio de amor. Você foi cuidando da gente enquanto fazia os contatos, os ensaios, os papéis, os adesivos, cuidava de um aqui e outro ali, que estava precisando mais de ajuda, fez o vídeo do jantar, quanta coisa! Aleluia!
E um tal de Osvaldo? Conhecem? Levou a maior ‘facada’ no bolso, foi ao mercado comprar as coisas do bolo não sei quantas vezes, enquanto a gente dava conta de acabar o bolo e foi incrivelmente disponível pra gente poder acabar tudo, indo e voltando entre o Confiança, a Casa de Tintas, buscar velinhas, enfim... pra falar a verdade-verdadeira, o grupo todo colaborou... ensaios mais de uma vez na semana, missas festivas pra lá e pra cá, desafinos infinitos até no dia da apresentação, permeados por aquela velha história do algo diferente e muito bonito que existe entre a gente. Desde a acolhida na porta da igreja no encontro dos corais até a festa acabar.
Viram como foi a recepção após o Festival?
Todo mundo ajudando. Muita gente que nem sei contar, comendo, e uma fartura que sei de onde vinha.
Muita gente veio dizer que tudo estava uma delícia e eu quero muito dizer, que delícia é conviver com vocês. Que são tão queridos.
E as falhas? Claro que tivemos! Que elas sirvam para o crescimento do amor que nutrimos uns pelos outros, pois só o amor nos ajuda a ver o essencial.
O que é uma falha qualquer perto disso tudo? Só pode ser razão pra querer melhorar! O que pode ser um desafino qualquer, um desrespeito qualquer pra quem tem tudo isso?
O que pode ser um problema na festa ou na música pra quem tem uma Verinha nos ensinando a continuar a canção? Um Valter recobrando energia só pra ser nosso mestre de cerimônia?
Que música pode ser indevida, pela falta de técnica, num grupo que se ama como criança? Vai ver que é por isso que tinha um toquinho-de-gente-mais-linda pedindo mais aleluia, enquanto a Marly nos falava durante o jantar... e quando decidimos cantar, não sei se pelo teor de álcool que havia subido um pouquinho, pela entrega total ou pela alegria, que o Aleluia saiu a coisa mais linda desse mundo... e as imperfeições? Que elas abram espaço pra um Grande Amor passar!
Se eu demorei a entrar para o grupo foi porque eu decidia que, se o fizesse seria pra valer. E minha ultima decisão foi por querer cantar um pouquinho pra esse Deus que encanta minha vida inteirinha... mas Ele não me deixa fazer quase nada... mal canto, desafino e Ele continua me olhando e sorrindo... é o que sinto quando estou com vocês!
Por tudo isso agradeço do fundo do meu coração.
Beijos pra cada um,
Claudia
 
Sobre o Festival de Corais, tem coisa pulsando no meu coração que ainda não encontro palavra pra falar. Quem sabe logo mais...
Quem quiser contar o que sentiu, partilhar o que viveu, é só mandar e-mail pra gente postar também.
 

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Enquanto isso, na Sala de Justiça...

Justiça seja feita!

Trabalhando, conversando, rindo, contando mais de setecentos pedaços de gostosura e, claro, cantando também, esse povo trabalhou muuuito, muito mesmo!
Merece carinho, respeito e toda gratidão do mundo porque transformaram hooooras de trabalho em simplicidade e graça.
Pra provar o que digo,  vejam esses rostinhos felizes em meio a tanta bagunça.
Agora só falta (en)CANTAR mais um pouquinho e depois FESTEJAR!


 
a sala de justiça, nesse caso
era a cozinha... risos
 
 
... precisa comentar?...
 

Muuuuuito linda!!!

 
Eu estava tentando aprender uma parte da música que eu sempre errava (aquela parte do Aleluia, não é mesmo, Célia, querida! kkkkkk).
E ela, a Regina, ficava na minha orelha pedindo o tempo todinho pra eu tirar uma foto da Verinha, com o meu celular, porque ela estava muito linda.
E estava mesmo... e está!
Pensem que ela esteve todos os dias possíveis, e os impossíveis também, ensaiando conosco e nos animando com essa carinha que vocês podem ver logo abaixo...
Eu não tive outra saída... olhei pra ela, vi a roupa bonita conforme a Re mencionou e a compostura (né, Regina? Fofa!) e não resisti... mesmo atrapalhada com um aleluia entre taaaantos, peguei o meu celular e ainda no fim do ensaio, fotografei a amiga muuuuito linda!!!
Obrigada, querida Regina, por colocar meus olhos nela e saber por qual razão cantávamos tantos aleluias... Deus, querido! E a você, Verinha, muitíssimo obrigada por nos encher da presença d´Ele, nessa certeza de que quando há um pra que lutar, tudo vale a pena.
Vejam vocês o que eu vi! Ou melhor, o que a Re viu e mostrou para mim...
 


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Cumprimento

Queridos

recebi este email agorinha e frente a todo o esforço que estamos fazendo nestes dias de ensaios apertados, não poderia deixar de partilhar com vocês, pois o mérito de toda essa emoção que o outro sente quando nos escuta, vem do esforço que fazemos em ser, estar e cantar juntos.
Olhem só que lindo!


Marly
Hoje não estou repassando nenhum anexo político, satírico ou religioso. Estou cumprimentando, através da sua pessoa, o Coral de São Judas e São Dimas ou ainda o Coral de Nossa Senhora de Fátima, pelos vinte anos de existência.

Da minha maneira, acompanhei estes 20 anos do Coral e tenho certeza que, se não fosse a sua participação especial, ele não teria chegado ao que é hoje.

Li o seu relato no SERVIR e curti cada parágrafo dele, lembrando-me de algumas pessoas queridas que já se foram ou que não encontramos mais na Paróquia. Em especial o Padre Waldemir e o Cortês que se foram, o Paulinho, a Trindade e outros.
Como a maioria das pessoas, eu também curto bastante a apresentação de corais e gosto demais do "nosso coral", do seu coral.
Peço a Deus e aos nossos protetores São Judas, São Dimas e muito especialmente a MARIA, que derramem suas bênçãos a você e todos os membros do coral.

Tenho me emocionado muitas vezes com as canções cantadas e pela dedicação de todos os membros do coral, mas ... nesta última quinta feira (primeiro dia do tríduo do Rafael), a última canção - NOSSA SENHORA .... me tocou profundamente e a dose se repetiu na Missa de domingo (19,30h), no Santuário. OBRIGADO!
Ah! também tenho algumas filmagens do coral e tenho enviado para determinadas pessoas em determinadas ocasiões, especialmente aquela que você, com deferência especial, me proporcionou no dia da Missa de São Judas de 2010 - A TI MEU DEUS.

É isso... querida amiga!!!!
Um forte abraço ... meu e da Mércia.

Ivan José

domingo, 19 de agosto de 2012

Concentração de Agosto!

Esperamos por ele e ele chegou, agora passa mais rápido do que imaginamos.
Em virtude dos preparativos das comemorações dos 20 anos do Coral e do Cinquentenário da Paróquia, estamos num ritmo incrível, que nem adolescente daria conta... hahahah
Bem, hoje, 19 de agosto de 2012, podemos dizer que ensaiamos duas vezes mais que o normal, participamos de todas as missas da nossa agenda e estivemos no tríduo em comemoração à ordenação do Diácono Rafael na igreja São Judas no dia 16, depois de dois dias seguidos de ensaio... ou seja, que turminha batalhadora.
Reunião daqui e dali pra organizar a festa e o encontro... coisa mais bonita de se ver.
Aos incrédulos da música Aleluia... ela vai muito bem, obrigada! Obrigada Marly, querida, que acreditou de novo, profundamente e ainda se arrisca a pagar mico com a gente. Mico cheio de orgulho e humildade, da nossa parte e ao mesmo tempo, pode estar certa disso.
Hoje, graças aos céus, estivemos na missa de Santa Beatriz, no Mosteiro em Piratininga. Estamos quase acabando os compromissos do mês, mas a semana máxima apenas começa.
Quantos ensaios? Quantos telefonemas? Bolo, música e poema... é que saber que tudo isso é possível somente porque existem um Deus, é música para a alma acalentar...
Agradecendo a Ele pelos que retornaram ao grupo, após difíceis momentos, pedindo por aqueles que ainda estão se recuperando e torcendo, imenso, para que todos estejam no amor, seguros e protegidos, vamos preparando nosso festival de corais e um jantar que promete ser uma delícia!
Aos jovens rapazes do grupo, pedimos que ensaiem bastante pra encantar a gente quando as músicas tocarem... às mocinhas queridas, mão na massa que tem muuuuito trabalho feminino pra semana... enfeitar, animar e adoçar a festa literalmente... kkk
Por hora, seguem algumas imagens da missa para o Rafael e a do Mosteiro.

Beijocas mil e até a noite sem buracos nos bancos... hihihihihihih (palavras da Marly!)

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Missa dia 16 de agosto - Tríduo preparação da ordenação do diácono Rafael



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Missa de Santa Beatriz - 19 de agosto - Mosteiro Imaculada Conceição

procurando os lugares...

a chegada da imagem após a carreata...

Marly, cantando o Salmo...


a irmã do Mosteiro fazendo a leitura...

um momento de fé...

a missa...

e o grupo mais querido do mundo!

Chega de fotos por enquanto que na semana terá muuuito mais!!!
Concentração, pessoal!







sábado, 4 de agosto de 2012

Sintonizando o coração

       Não andamos muito inspirados para escrever. Não escrevemos, nem ninguém encaminhou mensagens para postar.
       Não sei dizer se é falta de assuntos novos, se são as saudades das pessoas do grupo que, mesmo não sabendo disso, fazem imensa falta, ou se o silêncio tem dito por nós...
       O que sei é que as palavras só se materializam, ganham formas e sons, quando há algum conteúdo pronto pra dizer. Só são pronunciadas quando passam pelo coração.
       Na verdade elas ainda não estão prontas. Mas hoje, ao ver esse vídeo lindo sobre um instrumento* capaz de receber o toque à distancia e emitir sons a partir dele, sem ser propriamente tocado, causou profunda emoção... ao que uma amiga muito querida, chamada Solange, escreveu: “a mão do artisita não toca o instrumento...  é a intenção que faz a música...”...
      Não tinhamos nada a dizer, mas esse instrumento veio expressar a alma... é nossa intenção, tocando onde não conseguimos a tocar; são as nossas intenções, compondo notas musicais. Sendo assim, sons de cuidado, ternura, esperança, paz devem estar chegando aos seus ouvidos... sentem?
      Para perceber sentimentos tão sublimes e sutis, mas muito fortes e verdadeiros, é preciso sintonizar o coração.
      Que nossos corações estejam sintonizados e que nossa sinfonia chegue pra Verinha, Valter, Mantovani, Mário, Natal e Terezinha, e para quem mais precisar.
      Belíssimo lembrar que podemos inspirar sons ternos e emocionantes também. E que quando não podemos fazê-Lo, Deus não deixa de tocar em nós algo que faça valer a pena...


*Curiosidade: O teremim é um dos primeiros instrumentos musicais completamente eletrônicos. Inventado em 1919 pelo russo Lev Sergeivitch Termen (conhecido também pela forma francesa do nome: Léon Theremin), o teremim é único, por não precisar de nenhum contato físico para produzir música e foi, de fato, o primeiro instrumento musical projetado para ser tocado sem precisar de contato, pois é executado movimentando-se as mãos no ar. Apresentado pelo próprio inventor, em 1920, o instrumento opera através do princípio da produção de efeito heteródino em dois osciladores de frequência radiofônicos e consiste de caixa com duas antenas externas, uma que controla a altura, e outra, o volume, ao redor das quais o músico movimenta suas mãos para produzir som. O teremim também tem versões com teclado e com espelho, como o dos instrumentos de corda.



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