sexta-feira, 1 de junho de 2012

Porque gritamos

Recebi esse e-mail da Sueli e compartilho com vocês

Querida, faço parte de um grupo de poesias e hoje li um texto muito interessante. Lê-lo me provocou inúmeras reflexões. Se chama "Porque gritamos". Não que eu grite, literalmente. Mas, muitas vezes, grito em silêncio!! E, não raro, por coisas tão pequeninas... Então, pensando nas reflexões que ele me despertou, pensei na possibilidade de compartilhá-lo no nosso blog.


Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta aos seus discípulos:
- Por que é que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
- Gritamos porque perdemos a calma - disse um deles.
- Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao nosso lado? Questionou novamente o pensador.
- Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça, respondeu outro discípulo.
E o mestre volta a perguntar:
- Então não é possível falar-lhe em voz baixa?

Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador. Então ele esclareceu:
- Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido? O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, os seus corações afastam-se muito. Para diminuir esta distância precisam de gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.

Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes estão tão próximos os seus corações, que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham e basta. Seus corações se entendem. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.
Por fim, o pensador conclui, dizendo:
- Quando discutirem, não deixem que os vossos corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta.

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