domingo, 24 de junho de 2012

Dia Feliz!!! (Oh Happy day)


Os dias começaram difíceis. Os esforços foram intensificados e os indivíduos tinham que dedicar mais tempo e doar mais de suas próprias forças para que algo melhor acontecesse.
As reações diante da exigência foram as mesmas que se encontra em qualquer grupo... uns resmungaram por um tempo; outros ainda resmungam passados dias de empenho e pequenas conquistas... eu mesma comecei achando tão chatinha e estranha aquela entonação repetida, demorada, numa versão bastante diferente da que eu conhecia e esperava. Como somos resistentes ao novo, queremos novidades, mas agir de um jeito novo, que nos desacomode é algo realmente desafiador...

A tarefa foi dividida em grupos, por semelhança de dons, mas mesmo que no grupo houvesse um bom desenvolvimento e a evidente superação das dificuldades, parecia faltar muita coisa... e realmente faltava.

Era possível ouvir os outros grupos executando as suas tarefas, mas como eram bem diferentes das nossas, não tínhamos como voltar a sentir familiaridade. Esse desconforto aparece sempre que não conseguimos enxergar o que a vida está fazendo conosco. Ao invés da entrega, brigamos como se esquecêssemos toda vez que nada nessa vida acontece sem a nossa parte... e que até para a graça acontecer é preciso abrir os braços...

E após algumas tentativas, começava a aparecer entre as pessoas um olhar quase entusiasmado, quase orgulhoso porque uma unidade estava sendo composta e o desafio, antes impossível, tornava-se agora uma concreta possibilidade... quem já sabia do que se veria depois, anunciava um sorriso – antes esquecido – ao lembrar o resultado previsto para todo o grupo.

Podíamos agora refletir sobre as aprendizagens feitas: esperança é o nome que se dá à postura que devemos ter quando ainda não visualizamos tudo, fé é a confiança de que o pedaço que tenho será integrado com sentido ao todo que me rodeia... quem diria... diante de um desafio, profundas lições de vida...
Vencida a etapa do grupo menor, coeso e seguro (que bonito isso), era tempo de encontrar os outros grupos... que bom que não desistimos. Que bom que atravessamos a primeira parte, que ultrapassamos as queixas, as resistências, a falta de vontade... (Deus deve nos observar interessadíssimo pelo quanto demoramos a recordar que há um sentido maior em tudo o que fazemos...)

Saboreando anúncios de plena felicidade, os grupos se reconhecem... são todos necessários, deliciosa sensação de fazer a unidade... sim, já não há mais falta...
Agora, livre e cheia de esperança, com confiança e sem resistência, cada pessoa oferta os frutos conquistados nos momentos difíceis. Fortalecida em si mesma e unida à alegria dos demais, experimenta a emoção ao perceber o que todos são capazes de fazer agora... música perfeita, harmonia, sintonia, melodia... devíamos ter confiado desde o principio. Devíamos nos lembrar mais vezes disso quando algo não vai bem, quando somos desafiados... logo mais, se perseveramos e confiamos, veremos o verdadeiro sentido e compreenderemos para que fomos chamados... belíssimo sentido!

Pra quem fez a vez de mestre, pra quem acreditou em nós quando nem imaginávamos as possibilidades reais, para quem faz carinha feliz quando juntos somos um e esquece de imediato os tempos ruins de reclamações e resistências e não se cansa de se encantar conosco, muito obrigada, Marly, querida!...... Ele a abençoe ainda mais... é lindo quando começamos a cantar baixinho e nos colocamos com força como se o fio das nossas vozes estivesse em suas mãos... isso é experiência de amor confiança... divina lei!

Não são todos os dias em que as exigências da nossa vida são muitas, mas quando eu achar estranho, quando demorar a entender, procurarei sorrir com a alma e confiar que Ele está ali convicto de que eu vou chegar mais pertinho... e que para estar com Ele, nenhum esforço é muito...

Que tal então papearmos hoje com os nossos queridos sobre como se faz um DIA FELIZ?
Beijo de abençoadíssimo Domingo para cada um e toda sua família.
Até a Missa, queridos Amigos! Fico feliz por viver isso com vocês!

Claudia

 

Oh, happy day! Oh, happy day!

Dia feliz! Dia feliz!
Dia feliz! Dia feliz!
Eu encontrei Jesus... encontrei Jesus
Eu encontrei ... encontrei o amor
Meu bom Jesus ... eu encontrei
E ele me perdoou... Dia feliz
Oh, dia feliz!

Dia feliz, que me ensinou ... que me ensinou
a andar...   a andar, caminhar
na lei de Deus... na lei de Deus
divina lei
e é por isso que eu sou tão feliz
por isso eu sou tão feliz...
todo dia, todos os dias

Dia feliz! Dia Feliz
Oh, dia feliz! Dia feliz!
Encontrei Jesus... encontrei Jesus
Encontrei o Amor ... encontrei o Amor
E ele me perdoou... Dia feliz!
Estou falando de amor... Dia feliz!
Cante, cante, cante ... Dia feliz!
Estou falando de... Dia Feliz!

terça-feira, 19 de junho de 2012

Aleluia (Handel)

Que os entendidos e Handel possam perdoar a minha ousadia, mas segue o que foi possível, para aprender e treinar...

Sopranos


Contraltos



Tenores



Baixos

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Vozes para a Paz

Fico sempre encantada com o tudo que a música pode...
Recebi o vídeo abaixo por email e de novo me deslumbrei com o mundo de possibilidades musical... Penso sempre na música desse jeito, mesmo que seja tudo complexo, exigente, sempre pode ter uma leveza e uma sapequice...
Vejam se não tenho razão...



Depois de curtir o vídeo, quis saber que grupo era esse, chamado Vozes para a Paz.

E, se já estava encantada, me maravilhei, pois descobri que trata-se de um grupo formado por músicos voluntários e solidários, fundado em 1998, por Juan Carlos Arnanz Villalta, como uma associação de ajuda humanitária independente e sem fins lucrativos.

O grupo é composto por mais de 300 músicos profissionais, que fazem parte de importantes grupos musicais (Orquestra e Coro Nacional da Espanha, Orquestra e Coro da RTVE, Orquestra e Coro da Sinfônica de Madri, Orquestra e Coro da Comunidade de Madri, Banda Sinfônica Municipal de Madri, Coro do Teatro Nacional de Zarzuela, etc) e muitas outras pessoas do mundo da música.

O objetivo do Vozes para a Paz é executar concertos solidários, arrecadando fundos e conseguindo apoio que permitam realizar projetos que auxiliem e protejam os mais necessitados.
Desta forma, desde 1998, já arrecadaram fundos para  auxiliar pessoas nos mais diversos pontos do planeta (América Central, Nepal, India, Peru, Moçambique, Bolívia, Uganda, Malawi, Equador, Nigéria).

Para o Vozes para a Paz, música, amor e justiça são a mesma coisa.

E não é?

domingo, 10 de junho de 2012

Os sempre 'bãos'

imagem da internet

Não vou nem perguntar, porque vi no rosto de muitas pessoas hoje, sobre o encantamento com as vozes masculinas no coral. Foi muito bonito e dá uma alegria linda ao ver todos juntos, cantando juntos também!
O grupo andou desfalcadíssimo. Pessoas ausentes, homens doentes, outros que desconhecemos os reais motivos, mas o resultado final era um enfraquecimento verdadeiramente sensível do coro, quando as músicas eram cantadas. A Marly chegava a sentir tristeza com isso... e a gente também...
O que sei é que eles retornaram e hoje estavam unidos como há muito tempo não estavam. Nós, mulheres, é que estávamos desfalcadas na voz de vez em quando... nem tudo é perfeito... risos. Ficamos felizes por vê-los ali. Um amigo querido disse até, que havia se emocionado muito ao ver um deles de volta na semana passada... pena que hoje ele faltou.
Bom, além da força e potência que eles têm na voz, a sensação que temos é que tudo fica muito mais lindo, vivo, tocante com eles. Queria muito que soubessem disso, de fato. E me entusiasmei a dizer para um deles que eles estavam poderosos. Sabem o que ele respondeu?
Que eles sempre são! Seeeempre! Que a regente é que está com problema nos ouvidos! Ahahahah... tadiiiiica dela!
Não vou expor a figura dele aqui no blog, mas não consegui não contar a façanha... pra ser sincera, quero mesmo é confessar que eles sempre são poderosos, realmente. Pena que esquecem disso algumas vezes, não sabem o quanto nos dão base pra cantarmos mais seguras e felizes.  Eu já os observei por um tempão, quando estava fora do grupo, e posso dizer da emoção que se sente quando eles cantam assim.
Além disso tudo, viram o orgulho e a alegria da regente? Não vale o nosso super empenho? Digo, empenho das mulheres, não é?! Que eles já são  ‘bãos´... kkk
Tudo bem, meninos, hoje vocês merecem! Mas precisamos de vocês sempre! Com vocês, a beleza é diferente, toca ainda mais o espírito!...
Ah, antes que eu me esqueça, aviso também que, a partir de amanhã, não vou mais ensaiar! Não gostei nadica de nada dessa história da regente arrancar nosso couro, só por causa de um tal evento em que temos que arrasar! Ahahahaha. 'Tá loco, gente', imitando a fala do esposo dela, nosso tecladista virtual, que conhece bem a pessoa...
Durmam bem com essa ameaça! E uma linda semana pra todo mundo!
Beijocas,
Claudia

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Ser na multidão

Meu filho veio me mostrar um vídeo hoje e após isso conversávamos a respeito do poder que a multidão tem sobre o indivíduo... Para ilustrar, mostrou-me um outro vídeo, divertido, que compartilho com vocês...



Depois da diversão, vale a pena pensar como é que nos comportamos no meio da "multidão"...
Multidão que dita moda...
Multidão que dita conceitos de beleza...
Multidão que dita valores e coomportamentos avessos ao Evangelho...
Multidão que dita normas culturais e sociais...
Multidão que dita regras políticas...

O chamado de Deus é para sermos "pensadores independentes"; Jesus ensina a nos perguntarmos sempre a quem e a que estamos servindo, ou seja, a refletir sobre o que a "multidão" nos empurra a fazer, a seguir...

Há que se estar atento ao poder da "multidão", pois a dinâmica em que entramos, quando estamos nela, desavisados, é de ser massa manipulada, que se submete a valores muito diferentes do Amor que deve mover o mundo...

Vamos aprendendo a SER na multidão, seguindo apenas a Jesus.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Vivendo em Comunhão


Estava lendo um pequeno artigo na internet e li que o regente deve encontrar o eixo vertical do seu corpo para poder reger o que é horizontal.
Impossível não pensar um pouco sobre você como regente do nosso grupo. Lembrei também de que algumas pessoas dizem que a Cruz nos ensina sobre esses dois planos aos quais pertencemos: o alto, vertical, que é Deus e o horizontal, que nos liga às pessoas, feito humanidade...
Impossível não pensar no esforço que temos que fazer em alguns momentos da vida para não perdermos essa conexão com o Alto, com os valores espirituais, e quantas vezes, só por eles (... por Ele), é que somos capazes de suportar o que o plano humano solicita de nós. Quantas vezes o abraço, a unidade, só é possível pelo Alto.
Acabei lembrando ainda das muitas histórias que temos enquanto grupo, na verdade vocês muito mais que eu, de superação e no como se ajudam mutuamente.
Sempre que um membro do grupo está doente ou tem alguém a quem ama precisando de força e ânimo, rezamos, dedicamos ao menos um pensamento pra que essa pessoa se reestabeleça. Se para uns isso não representa coisa alguma, outros têm certeza profunda que foi por esse amor que suportaram a dor. Sinto e recebo essa força no carinho de muitos que tornam especiais momentos comuns. Não vou citar exemplos, embora tenha muitos, pra não ser injusta com ninguém, mas agradeço por essa vivência muito querida.
Voltando à ideia no eixo vertical da postura de um regente, pensei nas muitas vezes que você, humana e humanizadora que é, minimiza nossos deslizes mais no sentido humano que musical, para manter a si mesma e a todos nós no Eixo Vertical. Ainda que brinque conosco sobre nossos atrasos, pelo fato de querermos cantar sem o Folhetão; ou se desviamos nossos olhos de você e tomamos rumos distintos do seu na canção; mesmo que desafinemos, você tem um encanto apaixonado em seu semblante pelo efeito final da música que essa união constrói. Acho maior graça quando, minutos depois de ter estado brava com suas razões, joga um beijinho pra todo mundo embasbacada, dizendo que a música ficou muito linda. Mas não faz isso só com a música. Faz isso com nossas diferenças e intransigências e continua encantada por todos nós. Eu testemunho isso!
Pra chegar assim, após longos e intensos vinte anos, penso nas muitas situações em que teve que firmar o Eixo Altíssimo, acima e apesar de qualquer circunstância, mesmo sem ser entendida. Creio que no fundo todo mundo sabe dos seus silêncios, das suas reservas, da sua discrição, para que, esquecidos das alturas, não descêssemos demais ao chão. A vida em um grupo só resiste e torna-se bonita se algum valor supera toda a lida. E você cultiva profundamente esse valor.
Quando, mesmo tendo a oportunidade de expor seus pensamentos e sentimentos, escolhe conscientemente e tão decididamente preservar as vidas dessas pessoas; quando fala o que tem a dizer para elas mesmas; quando nos diz a sua visão, com toda sua transparência de alma, chamando-nos a sermos melhores... está a exercer o alinhamento do eixo vertical, que precisa ser firmado num plano maior, no próprio Amor. Com isso, tenho aprendido ainda mais e feito o exercício de curtir a cada um e ser assim também... não parar nas pequenas coisas, amar a beleza de cada pessoa e a ser firme naquilo que devemos ser... respeito, acolhimento, ternura, verdade, perdão, porque repartimos tesouros e defeitos, os meus, os seus e os nossos, como deve ser... todo mundo ajudando e servindo a todo mundo.
Estava almoçando na casa da minha mãe há pouco e me veio a música “importa viver, Senhor, unidos no amor, na participação, vivendo em comunhão...”
O dia de hoje é bem propício para refletirmos o Corpo de Cristo... que sejamos com Ele um só corpo, querida! Que na horizontalidade tenhamos clareza nos gestos que unem e integram as pessoas, é Seu Corpo que mantemos unido quando agimos no amor.
Graças por essa experiência de Vida!
Deus nos abençoe a todos e a você por ser assim entre nós, alguém que nos abraça e nos quer no Alto!

Beijo no coração,
Claudia

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Porque gritamos

Recebi esse e-mail da Sueli e compartilho com vocês

Querida, faço parte de um grupo de poesias e hoje li um texto muito interessante. Lê-lo me provocou inúmeras reflexões. Se chama "Porque gritamos". Não que eu grite, literalmente. Mas, muitas vezes, grito em silêncio!! E, não raro, por coisas tão pequeninas... Então, pensando nas reflexões que ele me despertou, pensei na possibilidade de compartilhá-lo no nosso blog.


Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta aos seus discípulos:
- Por que é que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
- Gritamos porque perdemos a calma - disse um deles.
- Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao nosso lado? Questionou novamente o pensador.
- Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça, respondeu outro discípulo.
E o mestre volta a perguntar:
- Então não é possível falar-lhe em voz baixa?

Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador. Então ele esclareceu:
- Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido? O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, os seus corações afastam-se muito. Para diminuir esta distância precisam de gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.

Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes estão tão próximos os seus corações, que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham e basta. Seus corações se entendem. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.
Por fim, o pensador conclui, dizendo:
- Quando discutirem, não deixem que os vossos corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta.
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