sexta-feira, 9 de março de 2012

Quando cantamos a vozes pela primeira vez...

O Glorião, como carinhosamente chamamos o nosso canto 266, foi a nossa primeira música cantada a vozes. Quem nos trouxe a partitura foi o então diácono, Waldemir Fregolente.  Ele foi composto por um amigo do Waldemir, que infelizmente não tenho o nome. Se estou bem lembrada, eles foram seminaristas contemporâneos, mas não aqui em Bauru. Essa história, infelizmente, se perdeu...
Lembro-me que foi um grande empenho e houve muita dedicação da parte de todos. O Glória, pascal e solene, era uma música totalmente diferente de tudo o que cantávamos na época. Sofremos bastante para aprender e ensaiar, uma vez que contávamos apenas com a nossa boa vontade de amadores voluntários.
Para ajudar a memorizar e poder cantar a música, lembro-me que, junto com o João, passei a partitura manuscrita para um programa de computador (Session) e foi com o computador tocando a partitura que aprendi a melodia... rss´
Nessa época, o Richard era quem tocava órgão e tinha um teclado "avançado", que aceitava disquetes. Então "recheamos" a partitura original com o som de vários instrumentos, que o teclado reproduzia e tocava sozinho. Essa opção se tornou inviável, obviamente, porque era preciso acompanhar o ritmo das vozes e não o contrário. Além do que, o Richard, com o órgão, cobria quando falhávamos na melodia. E foi assim que fomos aprendendo...
Na ordenação sacerdotal do Waldemir cantamos magistralmente o Glória, que ele tanto queria e tanto nos incentivou a aprender.
A partir daí, tomamos gosto por músicas cantadas a vozes e começamos a aprender algumas da Ir. Miria, de casamento.

Penso que é sempre muito positivo ressaltar que, esse passo dado - de, disciplinada e fervorosamente, nos dedicarmos a aprender uma música difícil e em duas vozes - foi regado a muito amor. Amor que sentíamos (e sentimos) pelo Waldemir, pela Igreja e pela Liturgia. Amor que nos unia e une até hoje, nos fazendo superar obstáculos que nem sempre seríamos capazes de conseguir, não fosse a capacitação que Deus nos dá: a graça de nos sustentarmos no entusiasmo, na alegria, qual verdadeiras crianças que singela e inocentemente dão algo de si para brincarem juntas.
Eu diria que, semanalmente, ao nos darmos as mãos para rezar, no final do ensaio, Deus nos vê brincando de roda, repartindo amor, alegria, compartilhando a vida. Não tenho dúvida que, especialmente nesses momentos, se aos nossos olhos fosse possível ver, estaríamos iluminados por um grande facho de luz que vem do céu, acompanhado das bênçãos de Deus... Mas essa iluminação só os olhos da alma vêem... E só aquelas que querem ver...

Queridos, o que nos une sempre foi e será maior do que aquilo que, às vezes, perturba nossos relacionamentos, fazendo barulho. O que há entre nós é pura melodia e o ruído não pode e não poderá nunca estar em um volume mais alto... A regulagem do "volume do som" está sob nossos cuidados, ao nosso alcance. A música deve ser a nossa primeira escolha, não o ruído, concordam?   

Então louvemos a Deus!

Abaixo vocês podem ouvir uma gravação que fizemos do Glória Solene. Embora as condições da gravação não fossem ideais, temos uma gravação...


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