domingo, 18 de março de 2012

Agora, portanto, permanecem a fé, a esperança e o amor. A maior delas, porém, é o amor (1Cor 13,13)

Combinamos de visitar a Verinha.
Só não foram aqueles que estão impedidos por algum problema pessoal ou de saúde.
Nos contou entusiasmada, fazendo uma visualização do como nos sentamos nos bancos no coral, pra recordar quem foi ou não ao hospital e sabe sobre todas as pessoas, uma a uma.
Ela, a ‘doente’, recém-operada, fez festa no quarto, contou da beleza e da bondade dos mocinhos enfermeiros, do excesso de trabalho da equipe, da casa da filha, da esperança de mais uma consulta que fará, da Regina, que atenta ao seu gosto, tratou de providenciar um monte de frutas e levou lá no quarto, onde também teve comemoração do aniversário com bolo e tudo. De cada pessoa guarda um carinho e a alegria de ser querida estava estampada em seu rosto. Não esqueceu ninguém.
O que poderia ser um pesar, foi um agradável diálogo em que tudo se fez presente: os limites do corpo, os riscos da saúde, o prazer de comer, a delicia de encontrar, os desafios de terminar a casa da filha que esteve linda de noiva há alguns dias e o genro, que tem uma história muito bonita de se escutar... determinação e humildade...
Saímos de lá sem falar uma palavra... o sentimento claro do valor da esperança, que seja como for, nos faz melhores no amor.

Eu prestei atenção, sem querer, nos abraços que ela nos deu e nos toques na minha mão, nas minhas costas, quando eu ia embora. E senti fortemente aquela coisa que sempre me vem à mente... por que é que quando a gente tem tempo, saúde, pessoas à nossa volta, a gente nem dá tanto valor? Por que é que a gente perde tanto tempo e oportunidade de curtir as pessoas, de aconchegá-las, de dar o braço a torcer e arriscar o primeiro passo? Por que é que a gente se fecha na inércia, nos medos, nas mágoas, ao invés de saborear cada pedacinho de amor?
Seja qual for o grau do relacionamento, não somos donos de ninguém, mas como somos mais bonitos de mãos dadas, como parecemos o Cristo quando somos consolo, olhar amoroso, afago, palavra suave, sorriso. Da vida não tiraremos as lágrimas, então que elas sejam de emoção pela dor compartilhada e pelo amor multiplicado!
Continuo dizendo/sentindo... vocês são uns queridos! Muito queridos!
Juntos em pensamento e canção com você, Verinha querida!
Deus bem pertinho, ao seu lado!

Cláudia

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