sábado, 4 de fevereiro de 2012

A Ti, meu Deus

Voltamos a ensaiar e foi tão bom!!
Quanta saudade partilhada, quanta alegria revivida! É bom demais estarmos juntos novamente para cantar a Deus!
E hoje acordei cantando a música "A Ti, meu Deus" tão vivamente, que vim aqui para postar.
Então, nos meus emails recebidos, encontrei um texto lindíssimo, que me encantou muito e tem tudo a ver com a liturgia deste final de semana.
Escolhi repartir tudo com vocês.

A dor de cada um
Estevan Fernandes

Cada um traz consigo uma certa dose de mistério. É o jeito de cada um. São peculariedades que tornam cada ser humano um ser único, com reações próprias, com especificidades que vão do gosto ao desgosto, do sorrir ao chorar. Na verdade, ninguém é igual a outrem, inclusive na forma de sentir sua própria dor. Existe a dor de cada um.

Todos temos diferente graus de sensibilidade. Nem sempre os que estão perto de nós entendem as razões e a intensidade de nossa dor. São sentimentos muito íntimos, são experiências muito pessoais.

Os fatos da vida ganham ou perdem sentido quando afetam a nossa sensibilidade. Por isso mesmo, ainda que haja uma massificação do sofrimento, como ocorre nas tragédias coletivas, ainda assim existirá a dor de cada um. Às vezes numa mesma casa, sob um mesmo teto, um chora e outro ri, ou numa mesma cama, sob o mesmo lençol, um dorme em paz e o outro agoniza em dor. Daí conhecer alguém em profundidade é, acima de tudo, entender a voz do coração, que muitas vezes é exteriorizada pela linguagem das lágrimas.

Os relacionamento mais significativos como maridos e esposas, pais e filhos, amigos e namorados deixam marcas profundas em nós, inclusive de sofrimento. Toda relação positiva exige um respeito para com a dor do outro. Esse respeito se dá quando não menosprezamos as lágrimas de alguém e tentamos entender as razões de seu sofrimento.

A dor de cada um é também a maneira como individualmente expressamos nossas frustrações, amarguras, desencantos, perplexidade, tristezas e lamentos. É uma forma bem humana de rejeitarmos a dor, é uma maneira corajosa de revelarmos nossa interioridade. Estranhamente também, a dor é uma espécie de combustível para a vida. Uma força que nos obriga a olhar sempre para a frente, com os olhos da esperança.  É o aprendizado silencioso de quem valoriza suas próprias lágrimas.

As grandes perdas, o luto, as enfermidades, o término de relacionamentos, as ingratidões, as tragédias, enfim, as experiências dolorosas da vida acabam injetando em nós a vontade de viver, o desejo de superação. É a dor como semente de vida.

Na experiência da dor, Deus se revela como amigo fiel, trazendo consolo, proteção e fortaleza. Ele é o socorro bem presente na angústia.
Por ser o Pai de todos, Ele está sempre presente na DOR DE CADA UM!

2 comentários:

  1. EU ACHO LINDA ESTA MUSICA,ESTOU CANSADO DE TANTO ENSAIAR COM A SALETE, UM ATRAPALHA O OUTRO, MAS É MUITO GOSTOSO CANTAR.
    VAMOS CORAL,VAMOS ENSAIAR BASTANTE EM CASA, SÓ ASSIM ELA SE TORNARÁ MAIS FACIL PARA TODOS.

    Lopes.

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