sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Som

A propósito dos contratempos que tivemos no dia 28, Dia de São Judas, recebi dois emails e gostaria de compartilhá-los com vocês, para que todos possamos ir nos aprofundando e encontrando as soluções para os problemas que por vezes nos afligem. Com a concordância dos remetentes, apresento hoje o que recebi da Luci.


Oi, Marly, li seu texto no blog.
A apresentação da banda do Liceu, impecável, nos mostrou mesmo o que faz o trabalho em grupo, o trabalho solidário, feito com afinco e amor. Lindo, inesquecível! Aprendi ontem com eles, a beleza que existe no traçar um ideal e correr atrás para que se concretize. 

Concordo plenamente que ficar parado nos contratempos, lamentando, criticando, não leva a nada, somente ao desgaste e à insatisfação, pois eles sempre existirão, por mais que tentemos nos aprimorar. Ontem na apresentação da banda, não sei se você notou, houve alguns erros entre os jovens que faziam a percussão. Pude perceber claramente inclusive pelos olhares de decepção de alguns dos jovens. Ou seja, mesmo eles não são absolutamente perfeitos e se chateiam com os próprios erros. 

No meu entender, devemos sim agradecer por nosso desempenho, pois, apesar de tudo, ali estávamos empenhados. Só erra quem faz, aprendi com você. Só que, assim como devemos tirar lições de um grupo tão jovem se apresentando com tamanha eficiência, devemos também tirar lições de nossos erros para que não se repitam. Não falo no sentido de que nossas apresentações devam ser perfeitas; você sabe que há algum tempo me conscientizei de que não é aí que reside a importância do que fazemos.

Marly, o intuito é evitar o stress, aborrecimento e, principalmente, o tumulto causado, que tira o foco de atenção da assembleia, que deve ser o que se passa no altar. Concorda? Ontem ficou óbvio que durante pelo menos 10 minutos fomos o alvo da atenção de todos. Lamentável!

Não sei qual a técnica do maestro da banda para conseguir a concentração total daqueles jovens, mas tenho certeza que aquela atenção firme não parte dos jovens por eles mesmos. É do maestro que emana o carisma, a capacidade, a competência (não sei que nome dar) para que isso aconteça. Sei do seu jeito de pensar. Você acredita que deve partir de cada um o desejo de ajudar e a conscientização de que precisa estar atento aos seus comandos. É forma de pensar que respeito muito, saiba que tenho por você enorme admiração. Só que já se vão quase 20 anos e nada muda. Embora sei que você não concorda, é de você que emana o carisma que mantém o grupo unido por tanto tempo. Se você hoje não estiver mais lá, tudo acaba, você duvida? Então penso que você não deve ter o pudor de exigir atenção, não através de brincadeiras e da amizade, mas através da autoridade, não autoritarismo, que é sua e de mais ninguém. 

Você também precisa de pessoas que lhe ajudem a tocar o grupo e não adianta ficar esperando que as ajudas venham espontaneamente, como você comentou uma vez comigo, há cerca de 10 anos. Sei que faço quase nada, realmente o tempo disponível é muito pouco. Mas, me proponho e me coloco à disposição para colaborar o mais possível no sentido de evitar outros acontecimentos como o de ontem. Podemos conversar e ver no que posso ser útil. Assim o Jairo também, é pessoa que se disponibiliza. Mas tudo tem que passar por uma conversa não só conosco, mas com todo o grupo, pelo menos é o que penso. A conversa é necessária pois, do jeito que está, quando se toma a dianteira para fazer alguma coisa os melindres acontecem e acabam arruinando a atitude da pessoa que se adiantou e apenas quis colaborar. E, por favor, não me peça para ter conversa com ninguém, esse carisma é SEU, é você que tem essa GRAÇA.

Marly, me perdoe, seu texto é maravilhoso, mas passa a mão na cabeça de todo mundo. Numa próxima oportunidade, caso não se faça nada, vai acontecer de novo. E não adianta dizer que não afeta você, porque sei que afeta. Já perdi a conta de quantas vezes você se chega a mim para desabafar, tentar se acalmar. A sua insatisfação é evidente.

Uma sugestão seria distribuir tarefas. Aquele ou aquela responsável pela tarefa avisaria seu substituto para assumir no dia em que não pudesse comparecer. 
Marly, se você não concordar, delete este e-mail e vamos tocar em frente do jeito que está. 
Escrevi com a melhor intenção e esteja certa que não penso em sermos perfeitos, como pensava antes.  Mas acredito que a união, o empenho e a solidariedade são fundamentais. 
Beijos,
Luci 

    Como vocês podem ver, não há como discordar da Luci quanto à importância de nos organizarmos melhor quanto ao som. Trocando ideias com algumas pessoas, acho que a solução está em montarmos uma equipe que se preocupe somente com essa questão, ampliando sua ação também para os momentos que vamos cantar em outras paróquias. Uma linha de ação seria essa equipe ir até o local, estudar as possibilidades e viabilizar a instalação daquilo que necessitamos para ter um som equilibrado. Talvez seja necessário também que tenhamos microfones adequados, que não sejam direcionais... Mas isso são coisas para essa equipe pensar.
    Aproveitando a disponibilidade com que o Jairo se colocou, em conversas posteriores, pedi a ele que encabeçasse e coordenasse a equipe do som. Já temos a colaboração do Edwin, Carlinhos, Alberto, Mário que cuidam respectivamente de equalizar e instalar microfones e fios. Talvez caiba ainda completar a equipe, para apoio logístico e aperfeiçoamento do funcionamento dos equipamentos. Isso agora cabe ao Jairo esquematizar e montar, pois aceitou o convite que lhe fiz. Tenho a mais absoluta convicção de que aqueles que forem contatados, corresponderão à expectativa, somando-se à equipe.

Existem dons diferentes, mas o Espírito é o mesmo; diferentes serviços, mas o Senhor é o mesmo;  diferentes modos de agir, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos.  Cada um recebe o dom de manifestar o Espírito para a utilidade de todos. (1Cor 12, 4-7)

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