terça-feira, 29 de novembro de 2011

Música e diversão

Este vídeo mostra uma experiência feita em uma escada na saída de um metrô. Queriam saber se era possível que as pessoas escolhessem mudar seus hábitos de utilizar a escada rolante ao invés da escada normal, se isso significasse ser feito de uma forma divertida.
O resultado foi que 66% mais do que o normal, optou por uma forma divertida de fazer exercício.
Ah.... a música!
Olha só o que o som pode fazer...

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Longe dos olhos, perto do coração

     Recebi da Luci para postar no blog e compartilhar com vocês uma amizade que se aprofundou e se fortaleceu no convívio no grupo e na partilha de vida.


"Hoje a Célia se mudou.  Deixou a casa gostosa em que morava no condomínio e foi morar em um confortável apartamento.  Hoje o condomínio Villaggio I está mais vazio, mais triste.  Sei que vamos continuar nos vendo todas as quartas e domingos, fora os encontros extras que poderemos promover.  Mas não é a mesma coisa.  Íamos e voltávamos dos ensaios juntas, também com o Jairo e o Lúcio.  Sentadas no banco de trás do carro colocávamos a conversa em dia e, é claro, dávamos boas risadas.  Quem consegue ficar ao lado da Célia sem rir ?
      Célia, quero que saiba que prezo muito sua amizade.  Como o Jairo sempre diz, você é uma pessoa sensacional.  Há quase dois anos eu estava em São Paulo e foi você a primeira pessoa que me veio à mente para estar junto dele nos momentos tão difíceis que enfrentamos com a partida de nossa menina Taís.   Obrigada por tudo, Célia.  Agradeço por essa ocasião em que sua presença foi tão importante, agradeço por ter me recebido várias vezes apenas para me ouvir falar e chorar, me abraçar, me consolar.  Você sabe tudo sobre grandes perdas!  E sabe, como ninguém, se colocar à disposição para ajudar, mesmo estando com o coração apertado com tantas dores e problemas.  Apesar de tudo, você consegue manter o sorriso sempre presente e o alto astral contagiante que fazem a diferença no grupo do coral e em todos os lugares por onde passa. 
       Querida, muito boa sorte em sua nova moradia.  Que você alcance todos os objetivos que traçou para sua vida.  Ninguém merece mais do que você!
        A você minha amizade, carinho e muita torcida.
       Beijos, Luci"

terça-feira, 22 de novembro de 2011

22 de Novembro - Dia de Santa Cecília, padroeira da Música


Em 22 de novembro, comemoramos o Dia da Música, a mesma data de Santa Cecília, padroeira dos músicos. A tradição diz que Santa Cecília cantava com tanta doçura que um anjo desceu do céu para ouvi-la.
De acordo com a Wikipédia, Santa Cecília, quando estava morrendo, cantou a Deus. Não se tem muitas informações sobre a sua vida. É provável que tenha sido martirizada entre 176 e 180, sob o império de Marco Aurélio.
Escavações arqueológicas não deixam dúvidas, sobre a existência, mas sua história só foi registrada no século V, na narrativa Paixão de Santa Cecília.

Cecília viveu nos primeiros séculos da Igreja, era de família nobre e de muitas posses. Eram tempos em que a Igreja vivia o duro período da perseguição. Para professar a fé, se encontrar com a Palavra e a Eucaristia muitos tinham que celebrar às escondidas. Muitas vezes, isso acontecia nas casas das famílias e Cecília tinha o prazer de emprestar sua casa para a celebração da Santa Missa.
Cantava maravilhosamente, fazendo com que todos sentissem a presença de Deus, também era instrumentista – tocava piano e harpa. Foi perseguida e acabou por ser martirizada.
Condenada a ser decaptada, o carrasco - mesmo após três golpes - não conseguiu separar a cabeça do corpo e assim caída, permaneceu por três dias. Seu corpo foi enterrado na mesma posição em que ficou após o martírio.
Em 1599, por ordem do Cardeal Sfondrati, foi aberto o túmulo de Santa Cecília e o escultor Stefano Maderno reproduziu em finíssimo mármore, em tamanho natural, a sua imagem.
No detalhe, como estavam seus dedos, após o martírio e morte: a profissão de fé no mistério da Santíssima Trindade.


Em nossa paróquia há um grupo de canto que homenageia esta santa, o Grupo Santa Cecília, que aos domingos anima as missas das 8h30min, na Igreja São Judas.

Celebremos com alegria este dia e roguemos a Deus para que possamos ter uma fé semelhante a desta santa.
Santa Cecília, rogai por nós!

sábado, 19 de novembro de 2011

O amor é Tua Lei


A liturgia deste domingo celebra a Festa de Cristo Rei. Penso que esta belíssima música expressa lindamente a figura do Alfa e Ômega, do Princípio e Fim, o Primogênito de Deus.





Músicas deste domingo

Entrada: 550
Ato: 437
Gloria: 80
Aclamaçao: 9
Oferendas:580
Santo: 157
Abraço: 7
Cordeiro: 585
Comunhão: 289, 128
Pós-comunhão: 183
Saída:35

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Como é grande o meu amor por você

     A gente adora cantar essa música e não foram poucos os momentos divertidos que aconteceram, quando eu peço para vocês a encontrarem no Folhetão. "O que você disse mesmo?" Como é grande o meu amor por você, respondo, só pra perceber depois,que tem alguém me zuando. Né, Mário?
     Ela também já foi motivo de muita emoção, quando a cantamos em momentos especiais, como por exemplo, Dia dos Pais ou Dia das Mães - ou mesmo nos casamentos.
     Mas acho que o vídeo abaixo consegue reunir tudo o que é possível sentir, de uma só vez.
     Sintam por si mesmos e depois me contem os mais variados sentimentos que experimentaram.
     É muita emoção junto ...




0046- Como é grande o meu amor  

Eu tenho tanto, pra lhe falar,
mas com palavras não sei dizer
como é grande o meu amor, por você.

E não há nada pra comparar, para poder lhe explicar
como é grande o meu amor, por você.

Nem mesmo o céu, nem as estrelas,
nem mesmo o mar e o infinito,
não é maior que o meu amor,
nem mais bonito

Me desespero a procurar
alguma forma de lhe falar
como é grande o meu amor por você.

Nunca se esqueça, nem um segundo,
que eu tenho amor, maior do mundo.
Como é grande o meu amor por você.

Mas como é grande o meu amor por você.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Bem junto de ti

Ajudando a fazer algumas entrevistas para o livro do Projeto Cinquentinha, comemorativo dos cinquenta anos da paróquia, entrei em contato com alguns tesouros - informações, fotos, documentos. Uma enormidade!
Bem, entre esses achados, veio uma foto, gentilmente emprestada pelo Paulinho e Eunice.
Não tem como deixar de partilhar com vocês, pois expressa um tempo que vai longe e testemunha a importância de se estar, em família, em Comunidade.
Reconhecem as pessoas?
Manifestem-se!




A música abaixo é dessa época e eu a cantei à exaustão na missa das crianças. Hoje olho pra trás e vejo como ela manifesta tanto da minha própria vida.
Por enquanto fico devendo o áudio dela.


217- Bem junto de Ti

Eu vim pra celebrar a vida e cantar, bem junto de Ti.
O que eu estou vivendo é Deus acontecendo, é gesto de amor.
O tempo faz crescer o tudo que eu viver, é só esperar!
Eu vim pra caminhar bem junto de Ti

Eu vim para alegrar, é tempo de ficar bem junto de Ti.
E todos aproveitam, de amor se enfeitam, pra ser feliz.
Eu vou cantar somente amor, pra toda gente se enfeitar.
Com todos vou ficar bem junto de Ti.

Eu vim pra descobrir o céu e repartir, bem junto de ti.
Do povo eu faço parte e venho aqui buscar-Te pra construir.
O amor já nos chamou e a gente se lançou em busca da paz.
Eu vim aqui pois ela está junto a Ti.

Eu vim para abraçar a todos que encontrar, bem junto de Ti.
O céu já começou e com um sorriso eu vou lutar pra viver.
É Deus a minha festa e quero todos nesta dança feliz.
Eu quero sempre todos juntos de Ti.

domingo, 13 de novembro de 2011

Missa de hoje (13/11)

Entrada: 806
Ato Penitencial: 279
Hino de louvor: 89
Aclamação: Alê, Alê, Aleluia
Oferendas: 174
Santo: 563
Abraço da Paz: 329
Cordeiro
Comunhão: 786, 256
Ação de Graças: 464- Alma de Cristo
Saída: 829






0829 - Porque Ele Vive


Deus Enviou Seu filho amado, Para morrer no meu lugar
Na cruz pagou por meus pecados,
mas o sepulcro vazio está porque Ele vive

 
Porque Ele vive, eu posso crer no amanhã
Porque Ele vive, temor não há,
mas eu bem sei que o meu futuro
Está nas mãos do meu Jesus, que vivo está


Um dia eu vou cruzar os rios e verei então um céu de luz
E verei que lá, em plena Glória,
vitorioso vive e reina o meu Jesus

sábado, 12 de novembro de 2011

Senhor, eu sei que Tu me amas!

"Como o tempo passa depressa", dizemos perplexos, vendo a velocidade dos dias.
"Como o tempo permanece!", deveria dizer a minha alma, se estivesse consciente de que cada hora, cada instante, são vividos completamente no cumprimento da Tua Vontade (Chiara Lubich)




538 – Sonda-me

Senhor, eu sei que tu me sondas
Sei também que me conheces
Se me assento ou me levanto
Conheces meus pensamentos
Quer deitado ou quer andando
Sabes todos os meus passos
E antes que haja em mim palavras
Sei que em tudo me conheces

Senhor, eu sei que tu me sondas (4x)

Deus, tu me cercaste em volta
Tuas mãos em mim repousam
Tal Ciência é grandiosa,
Não alcanço, de tão alta
Se eu subo até o céu
Sei que ali também te encontro
Se no abismo está minh’alma
Sei que aí também me amas

Senhor, eu sei que tu me amas (4X)

Senhor, eu sei que tu me sondas
Senhor, eu sei que tu me sondas
Senhor, eu sei que tu me amas
Senhor, eu sei que tu me amas

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Música é pura magia... fascina até os bichos!

A banda de jazz norte-americana, New Hot 5, tocou para um rebanho de vacas em Autrans, França. As filmagens não foram editadas e vale a pena ver. O som de sinos que pode ser ouvido vem das próprias vacas...
Divirta-se!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ser seu amigo - Vinicius de Moraes

Porque hoje é dia de ensaio e eu já estou com saudade, fica aqui um lindo poema do Vinicius de Moraes, que eu não conhecia, na voz (e imagem) de Rolando Boldrin, sobre a derradeira amizade.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Homenagem pelos 18 anos do Coral

Esse texto foi carinhosamente escrito e lido pela nossa querida Ana Maria L. Daibem na missa em que celebramos o aniversário de 18 anos do Coral, em 2010.
Só hoje consegui postá-lo e arquivá-lo na seção Depoimentos.
Se tão belo sermos vistos desse modo, tão grande desafio de mantermos vivas as palavras que nos foram atribuídas - 'acolhimento'; 'cartão de visitas';  'construção de unidade'; 'família'...
Ano que vem faremos 20 anos. Agradeçamos a Deus e peçamos a ele que nos ilumine em cada canção!
Beijo para vocês.

...

Caríssimos Irmãos em Cristo
Padre Giuliano
Paroquianos e Visitantes
Membros do Coral São Judas Tadeu e São Dimas
Estamos em festa, pois hoje é aniversário do nosso Coral que completa 18 anos.

Vale a pena recordar para quem viveu o nascimento dessa obra de Deus e contar para aqueles que ao longo do caminho foram chegando e estão conosco.

Nos anos 80 ( não importa que era no século passado !!!), quando participávamos com os filhos ainda pequenos na missa das 10h30min aqui no Santuário, nos chamava atenção aquela menina tão jovenzinha que tocava violão e cantava com as crianças. A semente já estava lançada e vinha sendo cultivada por Deus. No inicio dos anos 90, numa missa na Igreja de São Judas Tadeu e São Dimas, o saudoso Monsenhor Ivo anunciava: Vamos formar um grupo de canto... lnscrevam-se... Participem...

Aquela menina que se tornara esposa e mãe era a Marly e aquele grupo de canto que nascia, tinha ela no órgão, a Trindade e o Paulinho, ambos ao violão, aos quais se uniu mais tarde Richard ao teclado.

A semente frutificou, vejam que belo coral  temos hoje, lembrando que a Trindade rege atualmente um grupo de canto na Missa das 8 horas do Domingo na Igreja de São Judas Tadeu e São Dimas. O grupo foi seguindo- seu caminho com pessoas de nossa comunidade que se dispõem aos ensaios todas as quartas feiras das 20h às 22h. Fizeram parte desse grupo pessoas que nos são muito caras que já não estão mais entre nós, aos quais registramos nossas homenagens como o Cortez e o Décio Croce.

Hoje não é mais um Grupo de Canto, mas um Coral com a Marly na regência, a Luci no teclado, o Chico no violão, o Carlinhos na percussão. É importante que todos saibam que o Coral também cumpre uma missão social, pois quando é chamado para cantar em eventos, como casamentos, bodas, sempre graciosamente, apenas solicitam uma ajuda que é encaminhada a Creche São Judas.

É bom lembrar que não há processo seletivo para fazer parte do coral, basta você querer, ter o desejo de participar, de decidir por meio do coral se colocar a serviço do Senhor, e assim ser um bem para si mesmo e para seus irmãos. O Coral está aberto a todos que quiserem participar.

Peço licença a comunidade para em nome de todos nós expressar aos membros do Coral algumas impressões de como os vemos, os acolhemos, como os sentimos.

Vocês nos acolhem nas celebrações partilhando gratuitamente seus talentos e por meio dos dons que o Senhor lhes concede, nos alegram, embelezam o cerimonial Litúrgico, nos comunicam por meio da música, a mensagem e o amor de Deus.

A recíproca é que nós os acolhemos com muita gratidão, vemos em vocês um testemunho a ser vivido por nós Segundo os talentos que Deus nos concede.

O Coral é nosso cartão de visita, muito nos honra saber que sua atuação não se limita as celebrações da nossa paróquia. Já rompeu as fronteiras para evangelizar segundo os caminhos e as paragens que o Senhor indica.

Por meio da música, cantando louvamos o Senhor, cantando oramos ao Senhor. Assim escreveu Kurt Pahlen:

"A música é um fenômeno acústico para o prosaico, um problema de melodia, harmonia e ritmo para o teórico, e o desdobrar das asas da alma, o despertar e a realização de todos os sonhos e anseios de quem verdadeiramente a ama...  A melodia é o resultado do que há de melhor em nossa alma. É poesia, essência. Nem mesmo o artista dela toma conhecimento, a não ser quando tem o coração e a alma abertos para a dimensão espiritual, para a dimensão do que há de sublime na natureza humana, quase divina, que o levam a um estado especíalíssimo de alma que se chama inspiração.

Um aspecto que distingue sobremaneira um canto coral é ser uma experiência de construção da unidade na diversidade das pessoas que o compõem. Ninguém é o melhor porque é a entrega pessoal de cada um que nos permite apreciar todas as vozes em uníssono.

Com certeza essa unidade é possível porque existe em todos os seus integrantes uma rede fraterna de sentimentos e ações. É por isso que já ouvimos e presenciamos muitas vezes manifestações assim: "O coral é uma família". Esse testemunho nos sinaliza que enquanto comunidade precisamos viver entre nós o sentido de família, de unidade, como está nos Evangelhos ; "Vede como se amam”.

Parabéns a todos vocês!

Somos gratos pela dedicação ao Coral e por meio dele a cada um de nós que somos presenteados com suas canções e mensagens.

Que Deus os abençoem e que continuem cantando e nos encantando.

Ana Maria Lombardi Daibem
(Obrigada, Ana, por seu carinho conosco)

sábado, 5 de novembro de 2011

Regência

Como havia dito ontem, recebi dois emails após o texto do dia 29, comentando sobre o Dia de São Judas.
Este veio da Cláudia, referindo-se à regência. Compartilho-o com vocês, pois não por poucas vezes, como bem disse a Luci, nestes 19 anos, enfrento o dilema de que não tenho conseguido resolver bem como fazer para exercer o papel que vocês me delegaram, que é coordenar o grupo e fazer todos os acertos necessários daquilo que não está legal nas músicas, nas vozes, sem que vocês se magoem comigo por eu ter falado. O que acontece, quase sempre, é que fico constrangida de ter que dizer a um que não é assim que canta tal melodia, fico constrangida de pedir que o volume dos instrumentos sejam abaixados, fico constrangida de pedir que vocês troquem de lugar, fico constrangida de pedir que alguém mude um pouquinho a sua maneira de cantar para que tudo fique ainda mais bonito... Fico constrangida com tudo isso, porque vocês me dizem com a boca que eu preciso fazer essas coisas, mas quando eu faço, sinto de imediato que aquilo que fiz foi tomado como algo pessoal, sinto que alguns se sentem ofendidos, como se fosse implicância minha ou como se eu gostasse mais de uns do que de outros... então, realmente fico sem saber como fazer. Melhor dizendo, eu sei bem como fazer, mas me esforço imensamente para que minhas atitudes não firam ao amor que sinto por vocês.
No entanto, se existe alguma possibilidade de lidarmos melhor com as dificuldades, precisamos ter coragem de expressar visando conquistar mais paz e bem. Para nós e para aqueles que nos cercam! É o que faço compartilhando tudo isso com vocês, esses dois textos e os meus sentimentos. Confio que possamos crescer juntos cada vez mais.
O texto escrito pela Cláudia me ajudou a ter clareza de algumas coisas e serviu para aprofundar outras também:

Muito querida Marly,
Pela manhã eu comecei a escrever um e-mail para você, falando algo que penso sobre a regência, mas acabei deixando de terminar. Agora à tarde, lendo novamente seu texto no blog, resolvi dizer um pouquinho do que penso.
Eu penso muitas coisas quando vejo alguém diante de um grupo. Já estive conduzindo grupos de diferentes idades e lugares e do muito que vivenciei com eles, o comum em cada situação é o quanto conduzir pessoas é exigente.
Exige de quem estiver à frente do grupo uma presença humana para ver, perceber, atender, cuidar de dar um mesmo tom a tudo que se passa... No seu caso, há muito mais... cuida do som, do tempo, da música, da harmonia, do ritmo, das pausas, das vozes diferentes, dos desafinos, dos instrumentos, para que toquem sincronicamente, de entrarmos no tempo certo, de atender à homilia do dia, de dar suporte à missa...
Isso me faz pensar em você ali, cuidando que estejamos atentos e uníssonos e quantas vezes isso não acontece e, você, com as mãos aceleradas tenta fazer com que cantemos uma só canção... Logo volta a sorrir e assim terminamos o canto... Isso acontece muitas vezes; outras, você é inspirada a mudar a música de acordo com a homilia e nós ficamos apreensivos com a mudança em cima da hora, como se em todas as músicas programadas e seguidas fielmente, acertássemos, mas a verdade é que isso também não acontece... Acontece de errarmos com músicas programadas e com as inesperadas e você, não escolhe fixar sua atenção no erro, tão logo estejamos em unidade, volta a sorrir outra vez...
Há ainda a historia do Amém velho, do Amém novo e nós criamos várias vezes alguns améns diferentes, para minha surpresa você ri da cara da gente e com a gente...
Você não guarda os números das músicas, mas ganhou um cérebro auxiliar (a Ana, sempre tão pronta e precisa) que sabe um a um de cor (de coração) e pra mim isso é amor de Deus respondendo ao seu dom ofertado assim, de coração também!
Você não guarda as letras das músicas todas, mas é a pessoa mais feliz do mundo porque a gente canta com você e eu já ouvi de muitas pessoas do grupo, o poder do seu carisma e posso dizer sobre mim mesma. Vejo o quanto a música está em você como oração e carinho a Deus, vejo que canta com a alma e o corpo, procurando nos manter unidos nessa mesma intenção.
Eu tive à minha frente uma outra regente, delicadíssima, discretíssima, por quem tenho um amor pra toda vida, quem a conhecer (Aniceh Farah) vai entender porque estou dizendo isso. Você tem uma postura completamente diferente, sei que não tem formação específica para o que faz e o faz por imenso amor... No entanto, sua regência revela outros dons, visíveis pelo quanto se dedica, pelo como quer bem às pessoas, por ser capaz de fazer fluir música/oração com compromisso e alegria, sinto grande admiração! Canta lindamente, tem a voz e a audição especialíssimos e ainda assim acolhe o que somos e como somos, no meu caso em que me reconheço com tantos limites, como se fôssemos tudo de bom...
Mas antes de todas essas coisas eu particularmente gostaria de mencionar sobre o poder e a submissão. Brinquei com você um dia, dizendo que para fazer parte do coral eu estava me deixando reger pelo seu poder. Assim como um filhinho é submisso ao poder da mãe... e é saudável que seja assim num relacionamento de amor e cuidado, para que tudo caminhe bem; igualmente nós temos que nos submeter ao seu poder, ao seu querer, às suas decisões.
Não consigo pensar em nada que eu pudesse fazer entrando em um grupo em que exista um regente, e nesse caso você, sem a consciência primeira de que quem conduz é você, sem a noção clara de que devo me submeter ao seu poder totalmente.
É você quem manda, é você quem decide, é você quem tem o direito de mudar o que quiser e quando quiser, é você que define a música, a nota, quem canta agora ou depois. É você que sabe se está bom ou não, se devemos cantar desse ou daquele outro jeito, é você quem pode, ou seja, é você quem tem poder. Quando você pode (pode sempre!!!) exercer seu poder, tudo tende a ser perfeito porque os desafinos e desajustes tendem a ser mínimos na unidade. Foi isso que você escreveu sobre a banda do Liceu. O regente reinava, como diz a palavra, e eles o atendiam.
Foi isso que eu tentava dizer olhando pra você na missa de São Judas... Use seu poder, você tem um poder enorme sobre nós. Ou melhor dizendo, sua função lhe dá poder sobre todos nós, mas é preciso que nos deixemos ser conduzidos por você. Isso quer dizer que a música tem que começar quando você mandar. Que nós temos que começar a cantar quando você determina. Que temos que seguí-la, atendendo suas orientações, pedidos, por onde e como você for...
Se isso não estiver acontecendo, pode chegar junto da gente e dizer. Pode recordar-nos seu amoroso poder. Alias não é pode, é deve! Aliás, devo também dizer que o seu poder é ainda maior devido ao amor que tem pelo grupo, visível e sensível para quem quiser ver... qualquer momento para estarmos juntos é alegria para você e, sinceramente, como é bom estar entre vocês. Vocês se acompanham na vida a anos, quase vinte... e eu penso, pelo pouco que sei dessa vida, nada nos mantém unidos se não houver um laço forte de amor que dê suporte às diferenças, que faça presente na dor, que faça perseverar no amor.
Se eu entrei lá, a premissa foi aceitar me submeter à você e deixar-me guiar por seu dom, por você. Então você deve fazer com que eu seja meu melhor ali, que eu não atrapalhe você. Entende? Quero que seja inteira comigo se eu estiver somando e igualmente se eu estiver dividindo, porque é assim que deve ser!
Amada amiga, estou muito feliz em estar com você e com vocês! Só gostaria que o desgaste fosse menor, o seu desgaste. Vejo que você tem uma alma leve, que faz um tudo pra aliviar e minimizar qualquer problema e é feliz conosco também. Então não faça cerimônia com seu poder de dizer como quer que seja, se quer alguma coisa, se posso ou podemos ajudar você.
Quando entrei no coral, no primeiro domingo que fui, eu disse a Deus que Ele me encanta todos os dias da minha vida e que eu queria tentar (en)cantar pra Ele também.
Hoje digo isso a você, que me encanta tanto com esse seu jeito doce de ser, sinta-se sempre à vontade para me conduzir nesse anseio de encantar com você, com vocês!
Eu me reconheço feliz e agradecida submissa ao seu dom, ao seu poder...
Deus nos ama através de você!
Gracias por tudo, querida!
Claudia

Agradeço à Claudia o carinho com que se referiu à minha pessoa e debito isso à nossa longa amizade, cultivada nos encontros do Sabadão. Agradeço sobremaneira que me tenha enviado o texto, pois a sua leitura me trouxe uma consciência mais profunda de que é preciso que eu assuma de uma maneira coerente e concreta, aquilo que é esperado da minha função, sem sofrer por ter que dizer, pedir ou reclamar e sem morder a "isca" de ficar desconcertada depois, quando alguém não gosta. Uma vez mais e pela última vez preciso reafirmar, que quando aponto uma falha, corrijo algo ou peço que um instrumento seja abaixado, estou apenas tentando cumprir bem a parte que me cabe, para que o nosso grupo funcione da melhor maneira possível, pois para Deus cada um tem que dar o que há de melhor. Que ninguém tome como implicância pessoal aquilo que deve ser correção implícita de função, que aliás, sempre é feita na maior fraternidade possível.  
Vamos caminhando, dando passos na direção de aperfeiçoarmos aquilo que é possível e lembrando sempre que somos apenas um instrumento de Deus neste mundo. E se a gente compreende que é um instrumento, percebe que não existe diferenças entre nós, percebe que ninguém é melhor nem pior que ninguém,  porque Deus criou a todos com o mesmo amor e de um jeito diferente, porque a gente tem coisas diferentes para dar ao mundo.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Som

A propósito dos contratempos que tivemos no dia 28, Dia de São Judas, recebi dois emails e gostaria de compartilhá-los com vocês, para que todos possamos ir nos aprofundando e encontrando as soluções para os problemas que por vezes nos afligem. Com a concordância dos remetentes, apresento hoje o que recebi da Luci.


Oi, Marly, li seu texto no blog.
A apresentação da banda do Liceu, impecável, nos mostrou mesmo o que faz o trabalho em grupo, o trabalho solidário, feito com afinco e amor. Lindo, inesquecível! Aprendi ontem com eles, a beleza que existe no traçar um ideal e correr atrás para que se concretize. 

Concordo plenamente que ficar parado nos contratempos, lamentando, criticando, não leva a nada, somente ao desgaste e à insatisfação, pois eles sempre existirão, por mais que tentemos nos aprimorar. Ontem na apresentação da banda, não sei se você notou, houve alguns erros entre os jovens que faziam a percussão. Pude perceber claramente inclusive pelos olhares de decepção de alguns dos jovens. Ou seja, mesmo eles não são absolutamente perfeitos e se chateiam com os próprios erros. 

No meu entender, devemos sim agradecer por nosso desempenho, pois, apesar de tudo, ali estávamos empenhados. Só erra quem faz, aprendi com você. Só que, assim como devemos tirar lições de um grupo tão jovem se apresentando com tamanha eficiência, devemos também tirar lições de nossos erros para que não se repitam. Não falo no sentido de que nossas apresentações devam ser perfeitas; você sabe que há algum tempo me conscientizei de que não é aí que reside a importância do que fazemos.

Marly, o intuito é evitar o stress, aborrecimento e, principalmente, o tumulto causado, que tira o foco de atenção da assembleia, que deve ser o que se passa no altar. Concorda? Ontem ficou óbvio que durante pelo menos 10 minutos fomos o alvo da atenção de todos. Lamentável!

Não sei qual a técnica do maestro da banda para conseguir a concentração total daqueles jovens, mas tenho certeza que aquela atenção firme não parte dos jovens por eles mesmos. É do maestro que emana o carisma, a capacidade, a competência (não sei que nome dar) para que isso aconteça. Sei do seu jeito de pensar. Você acredita que deve partir de cada um o desejo de ajudar e a conscientização de que precisa estar atento aos seus comandos. É forma de pensar que respeito muito, saiba que tenho por você enorme admiração. Só que já se vão quase 20 anos e nada muda. Embora sei que você não concorda, é de você que emana o carisma que mantém o grupo unido por tanto tempo. Se você hoje não estiver mais lá, tudo acaba, você duvida? Então penso que você não deve ter o pudor de exigir atenção, não através de brincadeiras e da amizade, mas através da autoridade, não autoritarismo, que é sua e de mais ninguém. 

Você também precisa de pessoas que lhe ajudem a tocar o grupo e não adianta ficar esperando que as ajudas venham espontaneamente, como você comentou uma vez comigo, há cerca de 10 anos. Sei que faço quase nada, realmente o tempo disponível é muito pouco. Mas, me proponho e me coloco à disposição para colaborar o mais possível no sentido de evitar outros acontecimentos como o de ontem. Podemos conversar e ver no que posso ser útil. Assim o Jairo também, é pessoa que se disponibiliza. Mas tudo tem que passar por uma conversa não só conosco, mas com todo o grupo, pelo menos é o que penso. A conversa é necessária pois, do jeito que está, quando se toma a dianteira para fazer alguma coisa os melindres acontecem e acabam arruinando a atitude da pessoa que se adiantou e apenas quis colaborar. E, por favor, não me peça para ter conversa com ninguém, esse carisma é SEU, é você que tem essa GRAÇA.

Marly, me perdoe, seu texto é maravilhoso, mas passa a mão na cabeça de todo mundo. Numa próxima oportunidade, caso não se faça nada, vai acontecer de novo. E não adianta dizer que não afeta você, porque sei que afeta. Já perdi a conta de quantas vezes você se chega a mim para desabafar, tentar se acalmar. A sua insatisfação é evidente.

Uma sugestão seria distribuir tarefas. Aquele ou aquela responsável pela tarefa avisaria seu substituto para assumir no dia em que não pudesse comparecer. 
Marly, se você não concordar, delete este e-mail e vamos tocar em frente do jeito que está. 
Escrevi com a melhor intenção e esteja certa que não penso em sermos perfeitos, como pensava antes.  Mas acredito que a união, o empenho e a solidariedade são fundamentais. 
Beijos,
Luci 

    Como vocês podem ver, não há como discordar da Luci quanto à importância de nos organizarmos melhor quanto ao som. Trocando ideias com algumas pessoas, acho que a solução está em montarmos uma equipe que se preocupe somente com essa questão, ampliando sua ação também para os momentos que vamos cantar em outras paróquias. Uma linha de ação seria essa equipe ir até o local, estudar as possibilidades e viabilizar a instalação daquilo que necessitamos para ter um som equilibrado. Talvez seja necessário também que tenhamos microfones adequados, que não sejam direcionais... Mas isso são coisas para essa equipe pensar.
    Aproveitando a disponibilidade com que o Jairo se colocou, em conversas posteriores, pedi a ele que encabeçasse e coordenasse a equipe do som. Já temos a colaboração do Edwin, Carlinhos, Alberto, Mário que cuidam respectivamente de equalizar e instalar microfones e fios. Talvez caiba ainda completar a equipe, para apoio logístico e aperfeiçoamento do funcionamento dos equipamentos. Isso agora cabe ao Jairo esquematizar e montar, pois aceitou o convite que lhe fiz. Tenho a mais absoluta convicção de que aqueles que forem contatados, corresponderão à expectativa, somando-se à equipe.

Existem dons diferentes, mas o Espírito é o mesmo; diferentes serviços, mas o Senhor é o mesmo;  diferentes modos de agir, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos.  Cada um recebe o dom de manifestar o Espírito para a utilidade de todos. (1Cor 12, 4-7)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O feriado...

Quem pôde, ontem, esteve na casa do Osvaldo e da Neide para compartilhar um belo churrasco.
O dia foi muito gostoso, com muita descontração e diversão.
Tiramos algumas fotos, compartilhadas com vocês:



O dia foi tão inspirador, que a Sueli fez versinhos para postar aqui:


... tres três vermelhos em seguida!!!
a ridasa forte e divertida,
  a "praga" mal contida,
do adversário que se vê  perdido!
Mas a alegria da dama é tamanha,
que o "bico' fingido se acanha
e se amplia num sorriso!
Que contagia e ganha lastro,
ocupando todo o espaço.

Comida farta, povo alegre,
amando e sendo amado...
Somos mesmo abençoados...
Delícia de feriado!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A finalidade, o sentido da vida é aquilo que fazemos dela.

O Jornal da Cidade publicou hoje um texto fantástico de Milena Tarzia, coordenadora do grupo de estudos Existência, falando sobre as perdas irreparáveis. Destaco aqui  um trecho dele (grifos meus), para nossa reflexão no dia de hoje, mas quem quiser fazer a leitura da íntegra, clique aqui.

    ... viver nada mais é que amar, perder e morrer. Só ganhamos algo temporariamente; só há acréscimo, plus de vida, quando nos doamos em união. Quando lançamos mão de toda a nossa capacidade de amar, de querer bem, de ensinar e aprender, de crescer e construir mundos, levantar sonhos, compartilhar sorrisos na identidade recíproca do mais belo sentimento; no cuidado, carinho e segurança de saber que não se está só.
     Não se deixem enganar pela enfermidade do afastamento. Ele é traiçoeiro e fatal. A finalidade, o sentido da vida é aquilo que fazemos dela. E o que mais vale é criarmos nosso sentido vital sem que, acima de tudo, nos afastemos de nós mesmos: o amor maior e primeiro.
    A pior separação, a morte terrível é aquela que ocorre consigo mesmo. Quando nos dividimos e nos perdemos nos labirintos de uma individualidade distante, sem volta, sem retorno. Não há esperança para aqueles que se abandonam, e só agora eu enxergo que cada gesto não realizado, cada palavra não dita em tempo, cada afeto não compartilhado é que é, de fato, o cadáver que assombra, o verbo defi nitivo, o erro imperdoável, o irreversível.



Quando os meus braços
Quando meus braços abri para o pobre abraçar.
Quando minhas mãos estendi para o outro se erguer.

Tua presença senti, minha fé aumentou,
Teu amor se encarnou, Senhor.

Quando na noite fui luz para o irmão prosseguir.
Quando na hora da dor no meu peito o acolhi.

Quando o irmão a vagar, sem ter onde morar.
Quando sem pão pra comer meu lugar lhe entreguei.

Quando a criança a chorar pela fome a bater.
Quando a mãe a sofrer minha ajuda lhe dei.
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