sábado, 29 de outubro de 2011

Ontem...

“O amor, de onde nascem coisas boas, pessoas reuniu. Plantou um ideal em suas almas, tempo novo se abriu, para Deus Pai louvar, o Cristo honrar – um sonho plantar! – e o Santo Espírito, o Sopro Divino, lhes abençoar”.
Acho que mesmo inconscientemente, quando escrevi a primeira estrofe do nosso Hino do Cinquentenário,  de alguma forma, pensava primeiramente em nós, como grupo de canto.
Quem esteve presente ontem à noite nas festividades do nosso padroeiro pôde conferir um show de integração, de unidade, sintonia, musicalidade e solidariedade. Incrível como tudo pode ser extremamente belo quando todos são uma só alma e um só coração!!
Sincronicidade, harmonia, atenção, esmero, regência soberana  e muita, muita atenção aos sinais que marcavam ritmo, entradas, paradas e finalizações. Perfeito!!!
Realmente, imperdível!!
Parabéns à Isabel, que conseguiu trazer a Banda do Liceu para que pudéssemos nos deliciar com tão lindo espetáculo. Que alegria ver a juventude engajada em uma atividade tão nobre, aprendendo de uma maneira lúdica o que é disciplina, concentração, esforço concentrado e, especialmente, unidade. Muito felizes as palavras do maestro, ao final do espetáculo, ao dizer que tocar em uma banda é um exercício de solidariedade, no qual todos têm consciência de que o brilho é de todos e não de alguém em particular.
Diria que, mais do que um “exercício de cidadania”, como referido pelo maestro,  isso tem tudo a ver com aquilo que São Paulo fala aos Coríntios, na primeira carta, no capítulo 12, 12: “apesar de serem muitos, todos os membros do corpo formam um só corpo.” Muito lindo de se ver e espelho para guiar.
Alguém me disse no encerramento da missa que, para nós, ontem, era um dia para esquecer. Na hora concordei. Pensei que sim, afinal, tivemos muitos contratempos. Mas, assistindo à apresentação da Banda do Liceu, pensei que não. Não era não uma noite para esquecer, mas uma noite para levar para sempre na lembrança e aprender a lição do que é possível, se o que importa é estar presente de coração naquilo que se faz, amando fazer. De um jeito que é impossível – e nem quero – humanamente explicar, ontem o nosso canto também atingiu os corações que se deixaram tocar pelo amor de Deus. Após a dispersão da banda, duas pessoas que não conheço vieram me dar os parabéns pelo nosso coral... Olhei fundo em seus olhos e eles me devolveram que aquilo era verdade e não ironia. Sim, ao menos duas pessoas, que sequer conheço, estiveram em sintonia com o nosso canto...
Lição importante para nunca esquecer: a gente canta e toca como pode, dentro daquilo que o humano permite, mas o que chega às pessoas é por pura Graça, para quem acolhe aquilo que o Amor quer dizer.
Contratempos? Ah, seja por quais motivos forem ou quais coincidências que os fazem acontecer, eles sempre existirão. Ficar parado neles é perder um tempo precioso, só para quem não está disposto a ver coisas maiores, incompreensíveis à razão, permeadas por um Amor e uma Graça que só não recebe quem fechou o coração.
Deus seja louvado, porque um dia reuniu pessoas e plantou um ideal em suas almas. O que começa no amor e nele persevera, não teme contratempos e nem grandes micos. Nosso objetivo é louvar a Deus, honrar o Cristo e suplicar ao Sopro Divino que nos abençoe atue em nós e por nós.
Obrigada pelos olhares e sorrisos cúmplices de cada um de vocês,  sempre que algo não vai bem, como a me dizer para não esmorecer, que vamos conseguir. É isso, gente, ontem mais uma vez estamos de parabéns, porque – se não foi como sonhamos – para pelo menos duas pessoas, fomos vidro transparente em meio à tempestade.
Imaginem vocês, então, que ontem fiquei sabendo que a Marina, netinha do Waldemar, canta quase todas as músicas conosco e tem um pandeirinho em casa... Ontem foi uma noite para sempre lembrar, amigo querido.

Obrigada a todos pelo esforço e pelo empenho para que tudo corresse bem ontem.

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