quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Enamorar-se de Deus

      O amor é algo essencial em nossas vidas. E justamente por essa razão, é preciso recuperar o verdadeiro sentido da palavra amor, pois hoje ela cai quase no vazio.
      O amor só pode ser entendido à luz do Evangelho: ele revela quem o ser humano é; e ser cristão não é algo mais, é ser homem em profundidade e a profundidade do homem é o amor.
     Quando o Evangelho fala do amor, fala do amor das profundidades, do sentido da vida, da orientação da vida. Para o Evangelho, o amor é aquele lugar onde o homem irá desembocar para sempre: Deus em pessoa.
      As experiências que temos do amor, por mais profundas e fortes que sejam, não nos autorizam a falar do amor. Melhor dizendo, tudo o que possamos dizer sobre o amor, não é o amor: o amor ou se tem ou não se tem, mas não se descreve e por isso trata-se de entender a Jesus como experiência de Deus. Deus é uma Experiência, não uma ciência. O Amor, que é Deus, é uma experiência e por isso não pode ser explicada. Alguém poderá nos orientar, inclusive empurrar para o Amor, porém as palavras nunca nos farão chegar... não podem conduzir-nos até Ele.
     Um exemplo simples pode nos fazer entender isso: podemos falar sobre o vinho durante anos e os especialistas em vinho podem dar maravilhosas explicações de como se produz a fermentação, os passos e tratamentos pelos quais ele passa... mas isso não embebeda. Dez anos de "ciência de vinho" não embebedam ninguém; uma boa jarra sim, pode embebedar.
     Com o amor acontece a mesma coisa, podemos falar sobre ele durante todo o ano, porém, o discurso não conseguirá enamorar-nos. Para saber o que é o amor é preciso enamorar-se (“em- amor- arse”), colocar-se no amor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...