segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Contagioso amor

Dias atrás havíamos ensaiado um monte e estávamos cansados.
Ao final da missa a Marly perguntou se ensaiaríamos na quarta ou pularíamos uma semana.
Todo mundo respondeu que não era para pular, que teria ensaio. Uma só voz!
Eu fiquei só olhando. Que estranho...
Estranho porque as pessoas sempre querem uma folguinha, ainda mais se ela for oferecida assim, simpaticamente, pelo dono da tribo, no caso uma dona que faz carinhas bem convincentes (risos)...
Estranho também porque o grupo já tem uma idade média elevada (razão pela qual a Carmo diz que está super feliz com a minha chegada no grupo, para baixar essa média... doce ilusão, não é querida? kkkk)
Mas esse grupo tem algo muito diferente... eu explico.
Não pensem que vocês encontrariam diferenças entre os dias dos ensaios e os das missas.
A alegria de reencontrar todo mundo é curtida de novo e de novo, incansavelmente.
Piadas, risadas, desafinos, gente apressada, sapato quase voando quando a Marly não consegue prender a atenção dessa gente que quer cantar, quer falar, quer rir... Dizem as sopranos que querem mudar de lugar, pois as contraltos riem lá atrás o tempo todo. Mas vejam bem, não dá pra fazer diferente... alguém tem que cantar, enfim...
Os meninos, cabelinhos brancos, quando tem (aiaiai), competem com as meninas e não gostam de jeito algum quando elas acertam depois deles terem errado a letra ou o tom. Acontece que só Deus para inspirar a doce regente a conduzí-los, fazê-los cantar, olhar pro folhetão (livro de cantos) e pra ela, a fim de harmonizar a canção. Sabe aquela história de que homem não faz duas coisas ao mesmo tempo? Tadica dela. É isso mesmo. Tem que rebolar pra coisa acontecer, mas se ela o fizer, eles também vão esquecer...hahaha...
E, no entanto, quando ela consegue que eles cantem junto, nós quase não damos conta de seguir em frente, tamanha emoção. Eles cantam muito lindo! Eu penso que cantam mais lindos do que nós.
E então chega a missa. Brincadeiras mais discretas, atenção redobrada porque tudo pode mudar a qualquer segundo (não é, Marly querida?)... muitos erros acontecem toda vez, mas sente-se um amor tão grande permeando a gente e a gente percebe nitidamente quem está em nosso meio pois todos nossos erros parecem perfeitos. É o que nos dizem os outros. Só pode ser Jesus!
Mas voltando ao começo deste post, eles são definitivamente estranhos.
Organizaram de ontem pra onteontem uma festa junina, que virou julina por falta de tempo.
Não tinha bandeirinha, não tinha caldeirão grande, não tinha música nem fogos até uns minutinhos antes da festa começar. De repente a mesa estava cheia. Vinho-quente, quentão e coisas delícias pra agradar. Gente animada. Muita, leia MUITA palhaçada.
Até coreografia tinha e a Dilma, que não é a presidente, dançou pra gente. 
Vocês não imaginam a revelação!
Havia muito tempo que eu não ria tanto em minha vida.
No outro dia acordei feliz e agradecida por estar no meio deles. Essa gente 'estranha' e linda!
Por sentir uma alegria tão pura e tão simples.
Por ver Deus presente, multiplicando em bem o pouco que a gente tem!
Obrigada, queridos!
Vocês são lindos!
E eu, feliz!
Claudia

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