quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Enamorar-se de Deus

      O amor é algo essencial em nossas vidas. E justamente por essa razão, é preciso recuperar o verdadeiro sentido da palavra amor, pois hoje ela cai quase no vazio.
      O amor só pode ser entendido à luz do Evangelho: ele revela quem o ser humano é; e ser cristão não é algo mais, é ser homem em profundidade e a profundidade do homem é o amor.
     Quando o Evangelho fala do amor, fala do amor das profundidades, do sentido da vida, da orientação da vida. Para o Evangelho, o amor é aquele lugar onde o homem irá desembocar para sempre: Deus em pessoa.
      As experiências que temos do amor, por mais profundas e fortes que sejam, não nos autorizam a falar do amor. Melhor dizendo, tudo o que possamos dizer sobre o amor, não é o amor: o amor ou se tem ou não se tem, mas não se descreve e por isso trata-se de entender a Jesus como experiência de Deus. Deus é uma Experiência, não uma ciência. O Amor, que é Deus, é uma experiência e por isso não pode ser explicada. Alguém poderá nos orientar, inclusive empurrar para o Amor, porém as palavras nunca nos farão chegar... não podem conduzir-nos até Ele.
     Um exemplo simples pode nos fazer entender isso: podemos falar sobre o vinho durante anos e os especialistas em vinho podem dar maravilhosas explicações de como se produz a fermentação, os passos e tratamentos pelos quais ele passa... mas isso não embebeda. Dez anos de "ciência de vinho" não embebedam ninguém; uma boa jarra sim, pode embebedar.
     Com o amor acontece a mesma coisa, podemos falar sobre ele durante todo o ano, porém, o discurso não conseguirá enamorar-nos. Para saber o que é o amor é preciso enamorar-se (“em- amor- arse”), colocar-se no amor.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O essencial é invisível aos olhos

      Exupèry contou a história de um principezinho que vivia em um planeta muito pequeno, onde havia apenas três vulcões que lhe batiam pelo joelho e uma linda flor que era muito sua amiga e com quem ele conversava sempre. Ela sempre havia lhe garantido que era a única rosa do universo.
     Mas aconteceu que o principezinho, depois de andar muito tempo pelas areias, pelas rochas e pela neve, desco­briu, enfim, uma estrada. E as estradas vão todas na direção dos homens.
     E não é que ele encontrou um jardim cheio de rosas, todas iguaizinhas àquela rosa que era sua amiga?
     Ficou muito triste e extremamente infeliz por sentir-se enganado! Até pensou que ela iria ficar bem vermelha se estivesse ali com ele naquele momento... E ficou pensando: "Eu me julgava rico de uma flor sem igual e é apenas uma rosa comum que eu possuo. Uma rosa e três vulcões que me dão pelo joelho, um dos quais extinto para sempre. Isso não faz de mim um príncipe muito grande. . ."
     E, deitado na relva, ele chorou e chorou. Até que ouviu a voz da raposa, dando-lhe bom dia.
     Mais animado, perguntou a ela se podia brincar com ele, porque ele estava muito triste. Mas ela respondeu que não podia brincar com ele, porque ainda não havia sido cativada.
     Como não sabia o que era cativar, o principezinho perguntou a ela o que isso queria dizer.
     E ela respondeu que isso era uma coisa muito esquecida e que signi­ficava “criar laços".
     Ele não entendeu muito bem e então ela explicou melhor:
     - Agora, para mim, você é somente um garoto igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de você. E você não tem também necessidade de mim. Para você, não passo de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se você me cativa, nós teremos necessidade um do outro. Você será para mim único no mundo. E eu serei para você única no mundo...
     Começando a entender, o principezinho lembrou-se de sua flor, começou a querer falar dela, mas a raposa estava muito animada, pensando alto:
     - Se você me cativar, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O seu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Está vendo, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas você tem cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando você tiver me cativado. O trigo, que é dourado, me fará lembrar de você. E eu amarei o barulho do vento no trigo.

     Parou de falar e ficou um bom tempo olhando o principezinho, até pedir: "Por favor... cativa-me!?"
     Mas o principezinho estava com pressa, queria continuar andando para fazer amigos.
     A raposa não se deu por vencida: "A gente só conhece bem as coisas que cativou. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se você quer um amigo, cativa-me!

     Interessando-se, o principe perguntou o que era preciso fazer e ela respondeu:
     - É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Primeiro você se senta um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu vou olhar para você com o canto do olho e você não dirá nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, você se sentará mais perto.
    

No dia seguinte, o principezinho voltou, mas a raposa foi logo dizendo: 
- Teria sido bem melhor se você voltasse à mesma hora. Porque se você vem, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for che­gando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, es­tarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se você vem a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração.. . É preciso ritos."

      - Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a ra­posa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira, então, é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qual­quer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora dele ir embora, a raposa avisou que ia chorar. E prontamente o principezinho respondeu que ele não queria isso, mas que quem tinha insistido para ser cativada era a raposa...
- Quis, disse a raposa.
      - Mas você vai chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, você não sai lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
E pediu que o principezinho fosse rever as rosas e que voltasse depois, que ele lhe daria um segredo de presente.
E o principezinho foi ver as rosas e percebeu que elas não eram nada iguais à sua rosa, porque elas não eram nada ainda... Não tinham sido cativadas e nem cativado ninguém. Viu também que a raposa agora era a única no mundo, porque era sua amiga. Entendeu que a beleza da sua rosa era diferente da beleza das outras rosas, porque tinha sido a ela que ele havia regado, protegido, abrigado, cuidado; com ela, ele conversava e se calava. Era a sua rosa...
E voltou à raposa, para dizer-lhe adeus. E então ela lhe contou o seu segredo:
- Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos. Foi o tempo que você perdeu com a sua rosa que a fez tão importante. Os homens esqueceram essa verdade, mas você não deve esquecê-la. Você se torna eternamente res­ponsável por aquilo que cativa. Você é responsável pela rosa...
      - Eu sou responsável pela minha rosa..., repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.




  
O essencial é invisível aos olhos, só se vê bem com o coração.
Há beleza, há bondade, que jamais se expressou em canção.
Ela vai muito além da aparência, e a percebem os olhos do amor.
Não se fala, não se canta, mas dá à vida sentido e valor.

                  Todos temos riqueza escondida, que é preciso saber descobrir.
                  Cada gesto e palavra são mensagem a quem quer ouvir.
                  Só no dia em que olharmos o outro, como Deus desde sempre o
                  quis - com ternura e amizade – nosso mundo será mais feliz.

domingo, 28 de agosto de 2011

O caminho da Cruz (Mateus 16,21-27)

Domingo, 28 de agosto de 2011
22º Domingo Comum

MANTRA: Silêncio, ó, silêncio!
ENTRADA: 490 (a primeira e a última estrofe - e o refrão, claro!)
ATO PENITENCIAL: 562
HINO DE LOUVOR: 424
ACLAMAÇÃO: 332
OFERENDAS: 594
SANTO: 157
ABRAÇO DA PAZ: 213
CORDEIRO: 848
EU NÃO SOU DIGNO: 373
COMUNHÃO: 510
PÓS-COMUNHÃO: 287
SAÍDA: 35

Viver a esperança

     Ontem participei de um encontro, no qual refletimos sobre a Esperança. Entre tantas coisas lindas e boas, um trecho do texto lido me tocava mais de perto:

"Todos podemos ser estímulo e fonte de esperança para os demais. Toda graça que recebemos pode converter-se em graça para os demais. Estamos chamados a ser graça para os outros. Trata-se de viver, atuar e ser de tal maneira que seja uma sorte encontrar-se conosco". [se você quiser ler mais, entre em http://gruposabadaoforum.blogspot.com/]

     Não por qualquer razão, recebi hoje pela manhã um email, com o vídeo abaixo. Muitos de nós já o conhecemos, pois o utilizei uma vez, em 2005, numa confraternização nossa. Mas acho que vale muito a pena revê-lo. Pelo testemunho que carrega, pela profundidade com que  sua mensagem penetra em nossa alma e, finalmente, por ver e ouvir nosso querido e amado João Paulo II.
     Tantas e tantas vezes, perdemos tanto tempo lamentando nossa sorte, esquecendo o tanto que nos foi dado e diariamente ofertado, deixando passar oportunidades preciosíssimas de só e simplesmente ser amor para o outro e dar a ele alegria, esperança.
      O ser humano tem a tendência de ficar esperando milagres do céu e deixando a vida passar, correndo atrás de fumaça (dinheiro, prestígio, posição social). A vida real e sonhada por Deus é convívio amoroso, partilha constante com o outro e diálogo permanente com a Trindade.
     Assista primeiro, antes de continuar lendo.
    

     Um milagre para Tony Melendez é o que para nós passa desapercebido: ter mãos.
     Vejam o quanto ele foi e continua sendo capaz de realizar - para si, para a família e para todos com os quais se encontra...
     Há uma passagem do Evangelho que sempre me intrigou muito, quando os discípulos perguntam a Jesus porque o cego que se aproximara Dele havia nascido assim, se isso era castigo de Deus, por culpas de seus pais ou antepassados [toda deficiencia ou enfermidade, na época de Jesus, era considerada castigo]. E Jesus responde de uma maneira que sempre foi difícil para mim entender: "Não foi ele que pecou, nem seus pais, mas ele é cego para que nele se manifestem as obras de Deus" (Jo 9, 3).
     A resposta, de certa forma, ainda continua enigmática para mim, mas Tony Melendez traz um pouco de luz para compreendê-la, pois ele, como tantos que superam suas deficiências físicas e dão testemunho de superação, iluminam a minha alma para perceber , o quanto Deus está junto daqueles que se dispõem a acolhê-Lo e como, com sua Força, demonstram que para ser feliz não é necessário nada daquilo que o mundo estabelece como parâmetro.
     Bom seria, se todos pudessem deixar de lado as próprias verdades, que paralisam porque fazem ficar na vontade própria. Bom seria se todos pudessem não pretender - nem de bens e nem do outro, aceitando-o simplesmente - e se lançassem simplesmente a estar no mundo vivendo uma só Verdade: o amor a Deus e ao próximo. "Viver, atuar e ser de tal maneira que seja uma sorte encontrar-se conosco"
    Como é uma sorte, poder ouvir e ver tudo o que Tony tem a dizer e mostrar!
    Há mais de 2000 anos nos foi revelada qual a vontade de Deus e como é possível realizá-la no mundo. No entanto, o mundo continua como era ou até está pior, humanamente falando. E o que estamos fazendo nós, cristãos? Se vivêssemos de fato a Palavra, o mundo não mais poderia estar como está.
    A esperança do mundo é Cristo. Ele é a esperança do cristão.
    Quanto é que, cada um de nós, aqui, onde estamos, temos levado de Esperança ao mundo?

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Noite escura

Em 1578, São João da Cruz escreveu esta linda poesia, que conhecemos musicada pela Ir. Miria Kollings, que fala de seu amor a Deus, dos momentos de intensa escuridão dos sentidos, isto é, momentos em que se sente abandonado por Deus e sem nada sentir.
A canção e letra da Ir. Miria transforma a poesia de São João da Cruz em algo inefável para nós, que amamos cantá-la. Você pode ouvir a música e logo abaixo o poema original



1. Em uma noite escura,
De amor em vivas ânsias inflamada, [Trata-se de alma adiantada na espiritualidade, pois está incendiada do amor a Deus.]
Oh, ditosa ventura!
Saí sem ser notada, [Isto é, saiu de si, sem ser impedida pelos egoísmos]
Já minha casa estando sossegada[vida interior com pleno domínio das pulsões e paixões menores]

2. Na escuridão, segura,
Pela secreta escada, disfarçada,
[A escada mística que sobe rumo a Deus. A escada joanina desdobra-se em 10 degraus]
Oh, ditosa ventura!
Na escuridão, velada,
Já minha casa estando sossegada.


3. Em noite tão ditosa,
E num segredo em que ninguém me via,
Nem eu olhava coisa,
Sem outra luz nem guia
[A luz da fé e do amor]
Além da que no coração me ardia.

4. Essa luz me guiava,
Com mais clareza que a do meio-dia,
Aonde me esperava
Quem eu bem conhecia, [evoluída, a alma já conhecia a Deus]
Em sítio onde ninguém aparecia. [ centro da alma, o espírito que é também sua parte mais alta]

5. Oh, noite que me guiaste!
Oh, noite mais amável que a alvorada!
Oh, noite que juntaste
Amado com amada,
Amada já no Amado transformada! [Pela união com a Luz a alma se transforma na Luz]

6. Em meu peito florido
Que, inteiro para ele só guardava,
Quedou-se adormecido,
E eu, terna, o regalava,
E dos cedros o leque o refrescava.

7. Da ameia a brisa amena, [Ameia: cada um dos arremates salientes, separados por intervalos regulares, construídos na parte mais alta do castelos, das torres e das muralhas que protegiam as cidades antigas. Vê-se que a alma subiu a escada para encontrar a Divindade. Brisa amena é sopro, símbolo do influxo espiritual de origem celeste. Mensageiro divino, o vento afasta as trevas. Na tradição bíblica, o "sopro de Deus" animou o primeiro homem. No poema, o sopro de Deus faz surgir o ser iluminado (o novo homem que retornou à origem divina).]
Quando eu os seus cabelos afagava,
Com sua mão serena
Em meu colo soprava,
E meus sentidos todos transportava.

8. Esquecida, quedei-me,
O rosto reclinado sobre o Amado; [Esquecida de si, quer dizer, com a atenção concentrada só no Amado]
Tudo cessou. Deixei-me,
Largando meu cuidado
Por entre as açucenas olvidado. [Sua inquietação desapareceu]

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Compartilhando a dor, em união

Unidos, compartilharemos com a Adair e sua família, hoje, na missa por intenção de sua mãe, momentos de saudade, de ausência-presença.
A morte é sempre uma perda, um vazio, uma ausência, um sofrimento. Ela  joga por terra tudo o que a gente acha que sabe sobre a vida. Mas não é a última palavra sobre a vida, pois foi vencida pela ressurreição.
Antes de tentar entendê-la com a cabeça, é preciso que se compreenda e aceite que ela faz parte da vida que temos. “Se o grão de trigo não cai no chão e se não morre, viveu em vão”. Na morte deixamos tudo o que temos para sermos tudo o que somos...
A fé ensina que nascemos para a vida eterna e levamos junto tudo de bom que soubemos ser e toda a Beleza, Bondade e Verdade vivenciada aqui.
Que a missa de hoje seja celebração da vida, da solidariedade e de toda a presença que dona Judite soube ser no mundo.

Que minha passagem pela vida deixe uma profunda marca!
Que depois de eu ter vivido nesta Terra, ela fique um pouco melhor, com menos egoísmo, menos ódio, menos fome, mais AMOR!

A música a seguir, que encontrei por uma delicadeza de Deus, em um momento que tanto dela precisava, fala da esperança cristã e dá sentido à perda do ser amado, na certeza de que ele já se encontra em plenitude, junto a Deus, sem nada mais necessitar.



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sem ensaio hoje

   
Pessoal

hoje não tem ensaio.
Amanhã cantamos na missa de 7º Dia da mãe da Adair.

Bom descanso!
Um textinho para exercitar os neurônios e espantar o alemão (que não é o Edwin).



O ser humano sofre por não saber sua própria importância
Marina Gold

O teatro já estava quase todo às escuras, com as últimas luzes se apagando lentamente, restando apenas uma difusa claridade no palco, onde os músicos terminavam de guardar seus instrumentos. Era o final de mais um concerto.

    O violino, ao ser guardado na caixa com cuidado e atenção, começou a meditar, um pouco irritado: "Pronto! Lá vou eu outra vez! Como todos os dias, de cima pra baixo, fechado na maletinha, balançando pelas ruas e, o pior, ouvindo os horrendos sons da cidade. Uma verdadeira tragédia para minha sensibilidade, fora a poeira e as sacudidelas que, combinadas, desestabilizam minhas sensíveis cordas. Ah! Por que fui feito tão pequeno e leve? Por que não sou o piano? Sim, o piano, tão imponente, tão importante, tão lindo na sua imensidão negra e brilhante. E quando ele sai, então? Vem um carro especial, só para ele, tão fechado que ele não precisa ouvir os sons da rua. Pessoas o cercam e ficam olhando seu embarque com admiração. Ah! Como eu queria ser o piano!"

    Na escuridão do teatro, agora já vazio, o piano também deplora sua situação, e reflete com tristeza: "Por que me fizeram tão imenso e pesado? Por que não sou leve como o violino que, colocado na sua maletinha, vai e vem, todos os dias, podendo sair daqui e ouvir os inspiradores sons do mundo? Eu fico sempre aqui parado e não ouço nada, além do burburinho do ambiente. Quando, enfim, saio, as pessoas param em torno de mim e ficam me observando enquanto sou colocado e bem amarrado num carro especial, tão fechado que não capto um som de fora. Ah! Como eu queria ser o pequeno violino!"


    Assim, ambos continuaram noite adentro, com seus sofridos pensamentos, sem se dar conta de que seu verdadeiro papel é a interação, é o tocar juntos para fazer a harmonia no todo, pois o importante é a harmonia, a beleza dos sons combinados, sendo o conjunto, construído como é, que determina a beleza do resultado.

    Da mesma forma, muitas vezes o ser humano deseja ser diferente do que é e fica infeliz com sua situação, sem conseguir definir um papel na vida, distanciando-se da boa convivência com os demais, deixando de interagir e se cobrando, à procura de uma forma diferente de ser. Ele sofre pelos rumos que sua vida toma, sem perceber seu valor e sua importância na corrente da vida, para onde se vem com um rumo certo a ser tomado.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Pra curtir mais um pouquinho

Só pra gente curtir um pouquinho mais, segue abaixo algumas fotos da missa de Ação de Graças pelos nossos 19 anos de grupo.
Um beijo enorme para a Beth e o Júnior, que mesmo de longe curtiram conosco a comemoração.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Homenagem

Ontem, no final da nossa missa de Ação de Graças, recebemos uma carinhosa homenagem da Equipe de Liturgia, em nome de toda a Comunidade, na pessoa da Zezé. Transcrevo texto, a seguir:

Homenagem aos 19 anos do Coral São Judas Tadeu
Momento de Ação de Graças

    A comunidade se une, neste momento, com as 50 vozes do Coral São Judas TAdeu, para parabenizá-los pelos 19 anos de música e de dedicação que se faz oração em nossos corações.
Em 19 anos, são muitos os sonhos realizados e muitas as lembranças a nos embalar, através da música que ecoa no ar e nos faz voltar ao momento em que o Monsenhor Ivo, nosso querido padre Ivo, chegando à nossa comunidade, incentivou a criação do coral, ideia acolhida pela Marly e um grupo de idealizadores, da comunidade, que se dedicou, perseverou e hoje comemora conosco essa caminhada.   De alguns, sentimos saudades: do Cortez, Caio e Décio, amigos inesquecíveis. Mas sabemos que, juntamente com o Monsenhor Ivo, hoje engrossam o coro dos anjos, no céu.
   Queremos saudar a todos os componentes do coral São Judas Tadeu, através da alegria e da dedicação da maestrina Marly. Sabemos que cantar é orar duas vezes e numa época em que não se tem mais tempo, se reunir todas as quartas-feiras para os ensaios, atender os convites de todoas as festividades da cidade, cantar em casamentos, é muito compromisso e muita perseverança. Agradecemos e pedimos que sob a proteção de nosso padroeiro e patrono do coral, São Judas Tadeu, todas as bênçãos do céu e toda a afinação e inspiração às vozes que se dedicam, cantando e louvando, a graça de viver e espalhar reflexão, harmonia e paz nas noites de domingo, quando nos reunimos para agradecer uma semana vivida e recomeçar outra vez...

    Parabéns, vamos caminhar juntos rumo aos cinquenta anos da Paróquia e 20 anos do Coral São Judas Tadeu, em 2012.

domingo, 21 de agosto de 2011

19 anos correndo atrás da Estrela

Comemoramos este mês, 19 anos de encontro semanal e festivo. Dezenove anos de amizade, tolerância, encontro amoroso e musical. Seguimos, a cada ensaio, a cada missa, buscando encontrar em nós e no outro o que há de melhor. Nesse caminho, fomos nos amoldando, nos deixando modificar pelo que aprendemos com as letras das músicas, por aquilo que sentimos ao cantá-las, por aquilo que vislumbramos ao entoarmos juntos e em harmonia nossas vozes.
Deus tem trabalhado e muito em nós, pois tem nos suscitado compor uma música que se faz visível, não somente audível. Uma música que nos deixa completamente diferentes do que éramos antes e nos faz ir em busca, sempre, de algo maior. 
Quando estava escrevendo esse texto para postar no nosso blog, recebi um telefonema. Um de nós, hoje, havia vivido uma experiência intensa de sentir-se especialmente cuidado e amado e eu não poderia deixar de contar o ocorrido, pois muitas vezes perdemos a sensibilidade de enxergar nos acontecimentos o seu sentido verdadeiro.
Pela manhã, após tocar na missa das 8, o Chico teve seu carro arrombado e furtados o violão e o notebook, instrumentos de que faz uso somente para louvar a Deus. Vocês podem avaliar o choque que foi, para ele, deparar-se com o carro aberto e vazio... A partir daí, era manter o fio de esperança de recuperar seu tão precioso violão e o computador com todos os arquivos de cifras e letras das músicas das missas dominicais e informar o roubo à polícia. Já no telefonema, a grata surpresa: seus objetos haviam sido recuperados e com o endereço fornecido, uma viatura já se dirigia até ele para devolver tudo. A competência e atenção do Cabo Cassiano e do soldado Edimur, na direção da viatura 4115, permitiu que observassem um grupo de meninos com o violão e a maleta do notebook, a apenas uma quadra de onde o carro estava. Para muitos, uma simples coincidência e profissionais bem treinados resolveram o caso. Para nós, que buscamos a Graça de Deus com perseverança, foi tudo isso sim, profissionais responsáveis e atentos, ciosos de seu dever, mas foi também muito, muito Amor de Deus derramado. - inclusive para aqueles meninos, que podem ter tido neste episódio uma oportunidade de avaliar os riscos da atitude tomada e reavaliar a vida... Quem sabe os caminhos insondáveis de Deus?

Por isso, ao cantarmos agora, expressamos nossa gratidão a esses dois policiais e a Deus, que derrama as suas graças a todos os que estão abertos a acolhê-La. 
A música que escolhemos é uma versão do desenho animado Pinóquio e fala de uma estrela especial.
Rubem Alves diz que “quem, ao contemplar as estrelas, vê mais que estrelas, quem, ao contemplar as estrelas, ouve mais que o silêncio, quem ao contemplar as estrelas começa a ouvir música dentro da alma, é poeta.
E sugere que os reis magos provavelmente eram poetas, pois saíram atrás de uma estrela que, com sua luz lhes cantava uma melodia que só eles podiam ouvir. Saíram em viagem, em busca de um rosto refletido naquela estrela, um rosto de criança, tão belo que diante dele eles queriam ajoelhar.
E depois de muito andar, seguindo aquela luz, eles chegaram. E se ajoelharam em adoração. Era aquilo mesmo que procuravam: uma criancinha.
Nós tentamos ouvir a música das estrelas, seguindo em busca de um rosto de criança que nos torne melhores quando cantamos. De certa forma, muitos de nós, até sem saber conscientemente, procuramos Sabedoria e a nossa criança interior, que fica perdida no tempo, mas que continua viva em cada um. 
Os magos, cuja sabedoria os levou a procuar a Criança divina anunciada pela estrela, foram tomados de intensa e incontrolável alegria ao encontrá-la. Possamos nós, seguindo a estrela, encontrar também essa Criança que nos faz ser melhores e mais felizes. E que possamos encontrar a nossa criança, para a qual as pequenas delicadezas da vida e das pessoas tornam os momentos mágicos e nos fazem ficar maravilhados.



Assunção de Nossa Senhora (Lucas 1,39-56)

Domingo, 21 de agosto de 2011
MUSICAS

ENTRADA: 571 ou 576
ATO PENITENCIAL: 562
HINO DE LOUVOR: 424
ACLAMAÇÃO: 332
OFERENDAS: 574
SANTO: 834
ABRAÇO DA PAZ: 845
CORDEIRO: 848
EU NÃO SOU DIGNO: 373
COMUNHÃO: 575, 139
PÓS-COMUNHÃO: 97
SAÍDA: 336

sábado, 20 de agosto de 2011

Barulho da chuva...

Bom dia, queridos!

Hoje, com a chegada da chuva tão abençoada e bem-vinda, encontrei este vídeo aqui. Primeiro ponham para tocar, fechem os olhos e apenas ouçam... e só depois continuem a leitura.

um coral simulando o barulho da chuva, que lindo!

É incrível como os sons da natureza nos são confortantes, despertam sensações e nos aproximam de nós mesmos, da nossa realidade, da nossa verdade. Assim também, após sentirmos a delícia da umidade, entrando em nosso corpo, o som dos pássaros felizes com a água que cai, celebremos também o dia, acolhendo e desfrutando o que recebemos... Um carinho, um abraço, um pensamento suave, sentar em volta da mesa junto, um bolinho de chuva com um chá quentinho, talvez... Que tal?
Beijo em cada um de vocês.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O poder da música

O músico Bobby McFerrin (famoso pela música “Don’t Worry, Be Happy”), envolve a platéia em uma lição de música durante o World Science Festival de 2009. No seminário, chamado de “Notas e Neurônios“, Bobby demostrou o poder da escala pentatônica e sua influência nas pessoas.
Vejam como toda a platéia é lindamente conduzida por ele e que bagunça ele faz com a música... inspirador!
Fico pensando no que sentem as pessoas quando cantamos na igreja... se o canto é de alegria, de acolhida, de partilha, de comunhão... e será que esse jeito diferente de reger e se deixar reger, tem algo a ver com a gente? Risos!
Beijo e até a noite, queridos!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Vizinhos, amigos & debut

    É muito bom fazer parte do coral. São momentos alegres, daqueles que enfeitam a vida da gente. 
    A Célia, o Lúcio e eu somos vizinhos e então já faz algum tempo que nos revezamos na carona. 
    Durante o trajeto casa/ensaio-ensaio/casa, o tempo todo a gente vai dando muita risada. 
    Algum tempo atrás, voltando de um compromisso do coral, quase enfartamos, porque o Lúcio, ao volante, não teve paciência de esperar e, repentinamente, resolveu atravessar a linha do trem a cerca de 10 metros da locomotiva que se aproximava, apesar daquela buzina ensurdecedora. Quase morremos de susto, por fração de segundos nos vimos esmagadas embaixo do trem, mas depois quase morremos de novo de tanto dar risada do acontecido. A Célia e eu ficamos lliteralmente sem fôlego e com as costas e a barriga doloridas, de tanto gargalhar. Esse Lúcio!!! 
    É claro que vocês sabem do que estou falando: a Célia é super divertida e o Lúcio impagável. Bons amigos! Estou em ótima companhia e agora ainda mais, pois o maridão resolveu aderir. Essa foto foi tirada no dia 14 de agosto, quando estivemos no Mosteiro, onde o Jairo debutou de uniforme e tudo. 
Beijos a todos.
Luci

domingo, 14 de agosto de 2011

As estrepolias no Mosteiro

O dia foi agitado hoje, por isso o parabéns aos papais chega com um pouquinho de atraso.
Uma vez mais participamos da festa de Santa Beatriz, no Mosteiro das monjas contemplativas. Embora não tenha sido possível estarmos todos juntos, os que fomos pudemos dar o recado. Parabéns, crianças! Vocês foram dez!
As fotos tiradas antes do início da cerimônia retratam um pouquinho do que foi a espera da imagem de Santa Beatriz, que veio em carreata: muito bate papo e alegria.
Um pouquinho de relax durante a homilia, né, meninas?
Encerramos o dia dos Pais com uma missa animada e agitada!
Quarta tem ensaio e preparação para a missa da Família, na Paróquia da Sagrada Família, e também para a missa de ação da graças pelo 19º aniversário do grupo. Não faltem!

Obrigada a todos pelo dia de hoje, pelos momentos de união e de alegria.
Que todos possamos ter uma semana abençoada.

Até quarta, pessoal!
(Ps. Se aparecer somente um quadro negro logo abaixo, tenha um pouquinho de paciência e espere até as fotos serem carregadas. Pode ser que no seu computador elas demorem um pouquinho mais, mas irão aparecer. Se não aparecer mesmo, mande-me um email dizendo isso, por favor.)

A Salvaçao (Mateus 15,21-28)

Domingo, 14 de agosto de 2011
20º Domingo Comum

A salvacao
MUSICAS

MISSA NO MOSTEIRO
ENTRADA: 469
ATO PENITENCIAL: 604
HINO DE LOUVOR: 606
ACLAMAÇÃO: 738
OFERENDAS: 470
SANTO: 850
AMÉM: Novo
ABRAÇO DA PAZ: 845
CORDEIRO DE DEUS: 848
EU NÃO SOU DIGNO: 373
COMUNHÃO: 807
PÓS-COMUNHÃO: 68
SAÍDA: 754

MISSA DAS 19h30min
ENTRADA: 53
ATO PENITENCIAL: 604
HINO DE LOUVOR: 606
ACLAMAÇÃO: 738
OFERENDAS: 600
SANTO: 157
AMÉM:
ABRAÇO DA PAZ: 7
CORDEIRO DE DEUS: 848
EU NÃO SOU DIGNO: 373
COMUNHÃO: 555
PÓS-COMUNHÃO: 68
SAÍDA: 754
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