sexta-feira, 29 de julho de 2011

Gratidão

Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados. Ao perceber que estava curado, um deles voltou atrás dando glória a Deus em alta voz. Jogou-se no chão, aos pés de Jesus, e lhe agradeceu. E este era um samaritano.  Então Jesus lhe perguntou: «Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão?  Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?» (Lc 17,14b-19)


    Penso que não exista, pelo menos entre nós, alguém que ainda não tenha refletido sobre esse sentimento tão nobre que é a gratidão. Se não foi porque um dia se sentiu imensamente grato a alguém, pelo menos foi porque sentiu na pele o que é a ingratidão.
     Talvez pouca gente saiba, mas temos gente nossa que foi capaz de transformar em música reflexões sobre esse tema, dirigindo-se a Deus.
     Redescobri ontem essa pérola - que tenho gravada pelo próprio autor, numa dessas vezes que a gente se reuniu aqui em casa para fazer uma gravação ou outra. Para ser muito sincera, nem sabia que  tinha essa gravação aqui nas minhas coisas e, quando encontrei, suspeitei que ela era da autoria de quem a cantava. Mas não tinha certeza... Por isso, meu amigo, desculpe o subterfúgio de ter ligado pra falar dela, como se somente estivesse fazendo a correção do Folhetão. É que eu já sabia que queria colocá-la aqui, mas não podia lhe contar, queria surpreender. Estou perdoada?
    Vocês verão que, em determinado momento, a emoção que toma conta da voz, faz com que um pedacinho da letra seja "engolido", por isso transcrevo-a abaixo - mas nós temos (acho) essa música no Folhetão, sob o número 781.
    Que ela possa suscitar uma reflexão em cada um de nós e que o poder divino da música possa mudar, no nosso coração e nosso agir, aquilo que precisa ser transformado.
     Que possamos nos conscientizar de que a vida é uma dádiva, um presente que precisa ser experienciado concreta e intensamente, sem perda de tempo... Olhos para ver o que há de belo na natureza e à nossa volta, nas pessoas; ouvidos para ouvir o som mais cristalino até o som do silêncio; respirar o que há de mais puro e sentir todo o Amor que nos é dedicado, gratuitamente, desde que o Sol nasce até que se põe.
      Sejamos gratos a Deus! E não somente com pensamentos, mas concretamente, na ação.

     Com vocês, Chico von Dreifus!



Ingrato 

Venho aqui, na Tua presença, meu Senhor,
como um filho que, com fome, pede um pão.
E percebo que recebo muito mais do que pedi:
me acolhes, me acalmas e dás perdão. 

Tu me ensinas o convívio com o irmão,
dás conselhos que acalmam o coração.
Matas a sede com o Sangue de Jesus, o meu Irmão.
Para a alma, o próprio Corpo, em comunhão.

Eu preciso disso tudo pra viver,
- que recebo, mesmo sem eu merecer.
Uso a voz pra tantas coisas, menos pra Te agradecer:
tenho tudo e não devo Te esquecer.

Tenho a vida, que eu esqueço de viver,
ouço tudo e pouco falo de você.
Tenho olhos para tudo, nem me lembro de Te ver.
Peço tanto e pouco uso agradecer.

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