sábado, 30 de julho de 2011

Uma aba do blog

Convivência em grupo "nem sempre" é sinônimo de coisa saborosa. Imagine um grupo de 50 ou mais pessoas... 
Para não dizer "nunca", vou repetir que "nem sempre" essas 50 ou mais pessoas podem conviver e curtir o mesmo sabor, a mesma harmonia o tempo todo. 
Agora imagine esse grupo conviver, por 20 anos, reunindo-se duas ou mais vezes por semana e continuar sentindo sabor e harmonia.
Quem mantém a unidade e dá o sabor?  Só mesmo Deus?
Pensei muito nisso, nestes dois últimos dias.
Pensei em vários momentos: tristezas, rabugice, inconformismo, achar que não vale a pena, discordar, não apoiar, alfinetar, etc..
Avaliei esses momentos e eles sempre se antagonizaram com as alegrias, a simpatia, a conformidade, o valer a pena, o concordar, o apoiar, o brincar...  Estes sempre foram melhores e mais intensos.
Também quis saber o porquê e como tanto tempo juntos.
O porquê foi fácil. Cantamos para Deus e quem canta reza duas vezes. Nosso lema sempre foi "Eu canto a Ti Senhor".
Quando pensei no como, eu quase caí de mim mesmo. 
Pensei aterrorizado na segunda-feira passada.
A nossa alavanca, mestra e amiga Marly, teve um mal súbito.
E se a coisa fosse séria? Como sobreviveríamos? Quem seria a nova ferramenta, que Deus designaria? Fica um buraco??!!??...
Concluí que Deus tem tido muito carinho com nosso Coral. 
Pensem nisso:
- E se faltar qualquer um de nós?
- Se faltar a Marly, o coral continua????
- Quem de nós teria a mesma força, musicalidade, persistência, sabedoria?
- E quem, entre nós, teria uma família compreensiva, com a dedicação que essa missão  exige?
... Hum!!!!! ...
Está chegando o momento de nossa festa julina. 
Que sirva para nos amarmos ainda mais. 
...Hum!!!!! ...
Sem querer ser tenebroso, brinco que: a aba "SAUDADES", do blog, nos espera.

Chico von Dreifus


Além do arco-íris

Certa vez, eu ouvi alguém contar que, além, sob o arco-iris, há um lugar onde o céu, sempre azul, nos faz sonhar, onde a gente consegue os sonhos realizar.
Por isso, quando a chuva tamborila na vidraça da janela, eu olho o arco-íris, na esperança de encontrar a região tão bela, onde o céu, sempre azul, nos faz sonhar, onde a gente consegue os sonhos realizar.


Ontem fiquei um tempão para recortar o vídeo de um casamento que fizemos e deixar somente esta música, para conseguir postar. Não por coincidência, tenho refletido muito sobre lugar: para ser... encontrar... ocupar... ter... ficar...
E como tudo, quando a gente tem uma necessidade, só fica pensando naquilo que está dentro... Tipo assim, se a gente está com fome, só vê placa de restaurante na rua ou comida em foto de revista, entenderam? rss

Então, ao passar por uma rua em que os dois lados estão ocupados por carros estacionados, fico me perguntando porque o motorista do carro que está vindo, em sentido oposto ao meu, se sente no direito de entrar com tudo na estreita passagem e eu tenho que frear para esperar ele passar. Por que é que ele não pára também e espera, e depois de ambos estarmos parados, decidirmos de comum acordo quem passa primeiro, com um sinalzinho amigável de mão? Ou, por que somente eu tenho que dar lugar?

Chego em casa e vou molhar minhas plantinhas... Mais uma vez penso a respeito de lugar, pois olho para uma violetinha que "pupou", como diz a Maria (e o que quer que isso queira dizer, eu só sei que, acima da terra, não tinha sobrado nada dela), que aparentemente tinha morrido totalmente e que, ao invés de jogar fora, fui deixando o vasinho por ali... e ela hoje tem folhas!!!. Só porque eu não desisti dela e ao invés de jogar o vaso fora, quando acabaram flores e folhas, coloquei em um outro, um tiquinho maior, que tinha um pouquinho de terra dentro e sempre ia jogando um pouquinho de água. Fico encantada, pois, por milagre da Vida, ela foi brotando de novo e suas folhas estão verdinhas... Eu acho que em setembro terei flores dela outra vez... Só porque a deixei no lugar e cuidei, mesmo sem esperança de nada...

Volto a pensar no motorista que não dá lugar, apressadamente ocupado somente consigo mesmo, que me joga o carro em cima e só não bate porque eu recuo. Esquece que tinha ali uma oportunidade de encontro, de gentileza, de uma mão acenando, um sorriso e um cumprimento de cabeça. Era só parar ou diminuir, pensar que o outro também ali está e tem o mesmo direito seu... Tem gente que funciona assim o tempo inteiro, não dá espaço, não quer saber se alguém vai se machucar; importa é passar... Com esses é difícil ter lugar...

E quem de nós não anseia ter o seu lugar em cada situação, em cada encontro, em cada outro?... Um lugar de céu azul e arco-íris, um lugar para se sentir amado e cuidado, com espaço para os sonhos realizar...

Por isso ao olhar minha violetinha só posso pensar que a Vida e o Amor são sempre mais fortes, basta dar lugar.

E então desejo que os "motoristas-tratores" da vida possam ter olhos para enxergar o gesto de amor derramado por quem cuida para não trombar e pacientemente espera passar.  

E tenho a esperança de que um gesto de amor, por pequeno que seja, pode ser mesmo como uma chuva refrescante, capaz de gerar um arco-íris que aponta para um lindo lugar: um lugar de encontro verdadeiro, em que o outro seja visto, percebido e reconhecido como alguém que também tem valor, direitos, anseios e necessidades.

Não é mesmo assim, além do arco-íris, que temos buscado viver?

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Gratidão

Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados. Ao perceber que estava curado, um deles voltou atrás dando glória a Deus em alta voz. Jogou-se no chão, aos pés de Jesus, e lhe agradeceu. E este era um samaritano.  Então Jesus lhe perguntou: «Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão?  Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?» (Lc 17,14b-19)


    Penso que não exista, pelo menos entre nós, alguém que ainda não tenha refletido sobre esse sentimento tão nobre que é a gratidão. Se não foi porque um dia se sentiu imensamente grato a alguém, pelo menos foi porque sentiu na pele o que é a ingratidão.
     Talvez pouca gente saiba, mas temos gente nossa que foi capaz de transformar em música reflexões sobre esse tema, dirigindo-se a Deus.
     Redescobri ontem essa pérola - que tenho gravada pelo próprio autor, numa dessas vezes que a gente se reuniu aqui em casa para fazer uma gravação ou outra. Para ser muito sincera, nem sabia que  tinha essa gravação aqui nas minhas coisas e, quando encontrei, suspeitei que ela era da autoria de quem a cantava. Mas não tinha certeza... Por isso, meu amigo, desculpe o subterfúgio de ter ligado pra falar dela, como se somente estivesse fazendo a correção do Folhetão. É que eu já sabia que queria colocá-la aqui, mas não podia lhe contar, queria surpreender. Estou perdoada?
    Vocês verão que, em determinado momento, a emoção que toma conta da voz, faz com que um pedacinho da letra seja "engolido", por isso transcrevo-a abaixo - mas nós temos (acho) essa música no Folhetão, sob o número 781.
    Que ela possa suscitar uma reflexão em cada um de nós e que o poder divino da música possa mudar, no nosso coração e nosso agir, aquilo que precisa ser transformado.
     Que possamos nos conscientizar de que a vida é uma dádiva, um presente que precisa ser experienciado concreta e intensamente, sem perda de tempo... Olhos para ver o que há de belo na natureza e à nossa volta, nas pessoas; ouvidos para ouvir o som mais cristalino até o som do silêncio; respirar o que há de mais puro e sentir todo o Amor que nos é dedicado, gratuitamente, desde que o Sol nasce até que se põe.
      Sejamos gratos a Deus! E não somente com pensamentos, mas concretamente, na ação.

     Com vocês, Chico von Dreifus!



Ingrato 

Venho aqui, na Tua presença, meu Senhor,
como um filho que, com fome, pede um pão.
E percebo que recebo muito mais do que pedi:
me acolhes, me acalmas e dás perdão. 

Tu me ensinas o convívio com o irmão,
dás conselhos que acalmam o coração.
Matas a sede com o Sangue de Jesus, o meu Irmão.
Para a alma, o próprio Corpo, em comunhão.

Eu preciso disso tudo pra viver,
- que recebo, mesmo sem eu merecer.
Uso a voz pra tantas coisas, menos pra Te agradecer:
tenho tudo e não devo Te esquecer.

Tenho a vida, que eu esqueço de viver,
ouço tudo e pouco falo de você.
Tenho olhos para tudo, nem me lembro de Te ver.
Peço tanto e pouco uso agradecer.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Um dia uma criança me parou...

    Os meios de comunicação estão sempre divulgando coisa escabrosas, ruins, de sofrimento, de injustiça e maldades... A gente, sem querer, vai tendo a tentação de achar que o mundo está perdido mesmo, que não há esperança, quase esquecendo que o cristão precisa dar sua esperança ao mundo...
    Então procuro pensar que isso é assim porque, esse tipo de notícia, infelizmente, dá ibope ou talvez seja só o que querem que a gente pense...
   E me recordo de um querido amigo que sempre afirmava que o bem é muito maior que o mal  e que este nunca tem a última palavra, porque a última palavra sempre será o Amor.
  É verdade! Existem casos e casos por aí que dão testemunho disso, embora quase nunca sejam motivo de notícia... Aliás, temos conhecido tantas histórias lindas que a Vivi nos conta e tenho compreendido que é em meio ao sofrimento onde mais o Amor se faz presente. É realmente admirável o trabalho que se realiza neste hospital, carinhosamente chamado Centrinho.
    Ontem, no almoço, nos emocionamos todos com uma história que a Vivi contou: atendeu uma criança de dois anos e meio, fissurada, que veio para cá se tratar, lá da divisa entre Pará e Tocantins... (Ali messss... Uma esticadinha de beiço...)
    Como parte do atendimento que faz, ela dá instruções aos acompanhantes das crianças que passam pelo seu setor, com orientações gerais. Como é difícil saber o nome de cada pai e mãe, segue o "padrão", ao se referir ao acompanhante: "Olha, mãe, faça assim...". "Pai, você precisa providenciar pasta sem fluor" etc.  Ontem, ao falar com o "pai", ouviu do senhor que acompanhava a criança atendida, que ele não era pai. Não era sequer parente do menino esperto e alegre que ela atendia. E contou a sua história: a criança tinha sido abandonada pela mãe, muito jovem, logo ao nascer. O menino ficou com o pai, que é pedreiro. Há duas semanas, tendo ido a um velório na sua cidade, encontrou com essa criança, que andava para lá e para cá e parou. Parou para pensar como podia prosseguir a vida e esquecer que tinha passado por ela, se ela poderia ter uma aparência e uma qualidade de vida melhor do que aquela que estava tendo agora. Não pôde deixar de pensar em uma reportagem vista na TV, em que uma criança fissurada tinha ganho todo o tratamento. Pensou logo em escrever ao animador do programa e pedir tratamento para o menino também. Mas então, lhe disseram que aqui na cidade tinha um hospital que prestava essa assistência, gratuitamente. Conversou com o pai do menino e com sua autorização o trouxe para cá, para que fosse assistido. Deverá ficar uns 15 dias aqui, acompanhando o menino, que passará por cirurgia corretiva.
    "Mas o senhor conhecia o pai da criança, né? Já tinha tido algum contato anterior com a família?"
    "Não, moça, conheci eles no velório mesmo. Faz duas semanas... E o pai cuida dele direitinho, com muito carinho... Pode ver que ele não tem nem cárie... Eu conversei com o pai dele, falei daqui e ele autorizou eu trazer"
    Ele se dispusera a empreender a viagem e acompanhar a criança em tudo..."Porque você sabe, né, moça? A gente é cristão, tem que fazer isso, né?"
    Imaginem o tanto de amor que brota desse coração!! Vir lá de tão longe, com uma criança pequena e desconhecida, simplesmente porque quer o seu bem.... Isso não era para ser notícia?
    Faço uma prece silenciosa por essa pessoa que nem conheço e tanto admiro e agradeço a Deus a oportunidade que esse menino está tendo de ficar perfeito em sua aparência, livrando-se de preconceitos e chacotas, graças a um gesto tão generoso, amoroso e desinteressado.
    Que o Senhor, que tudo vê e nada deixa perder, devolva-lhe em dobro as graças que esta criança vai ter em sua vida, por suas mãos.
     Algum dia uma criança lhe parou?
   

Amar como Jesus amou
Canta: Fabiana Facin

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Reavivar os relacionamentos

"Do mesmo modo que é preciso, de vez em quando, soprar as brasas da lareira acesa, para elas não ficarem cobertas pelas cinzas, também é preciso, de tempos em tempos, reavivar propositadamente o amor recíproco entre nós, reavivar os relacionamentos, para não serem cobertos pelas cinzas da indiferença, da apatia e do egoísmo" (Chiara Lubich).


Que tal uma "ligadinha" para alguém do grupo, com quem, faz tempo, você não joga conversa fora?
Que tal viver em profundidade o amor mútuo, aperfeiçoando-o a cada dia, declarando esse amor sempre, em cada instante?
Tem alguém aí precisando e esperando um telefonema...
Já descobriu quem é?
Então liga!



 Sim, nós podemos! Ir. Miria Kollis

Sim, nós podemos cantar! Sim, nós podemos sonhar!
Sim, nós podemos plantar a semente que traz nova era de paz.

Depende de mim, depende de ti, depende de nós!
Sim nós podemos, sim nós podemos, podemos sorrir,
As forças unir, nos dar as mãos
e construir um mundo irmão!

            Todo credo, raça e cor, convidado é do amor,
            para abrir o coração e dar as mãos ao irmão!
            Num só coro cantar, juntos sonhar
            mundo fraterno de harmonia e paz, vida em Deus!

terça-feira, 26 de julho de 2011

O amor e os seus recadinhos

A vida tem um jeito interessante de mandar recadinhos pra gente... Ontem foi um dia cheio de recadinhos de Deus, de mensagens amorosas, plenas de carinho e amizade. É claro que teve também um chacoalhão para eu cuidar da minha saúde, mas acima de tudo, foi um dia indizível pelos cuidados recebidos, pelos gestos de ternura e carinho que me foram ofertados.
A todos, minha gratidão e amor.


"São João traz em sua primeira carta esta frase belíssima e encorajadora: 'Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu Amor é levado à perfeição’ (1Jo 4,12).
Mas, se o seu amor em nós for perfeito e enquanto seu amor em nós for perfeito, somos perfeitos. Portanto, tem-se a perfeição do amor ao se colocar em prática o amor mútuo" (Chiara Lubich).



domingo, 24 de julho de 2011

Partitura de Deus

Nós, humanidade, somos como partitura de Deus... Cada qual, uma nota... Às vezes, dissonantes pelo pecado, mas convocados a  ser notas harmônicas, acordes  harmoniosos, por uma vida autêntica e fiel a Deus. (Ir. Miria)


          Contam que quando uma mulher de certa tribo da África sabe que está grávida, segue para a selva com outras mulheres e juntas rezam e meditam até que aparece a “canção da criança”.          
        Quando nasce a criança, a comunidade se junta e lhe cantam a sua canção. Logo, quando a criança começa sua educação, o povo se junta e lhe cantam sua canção. Quando se torna adulto, a gente se junta novamente e canta. Quando chega o momento do seu casamento a pessoa escuta a sua canção. Finalmente, quando sua alma está para ir-se deste mundo, a família e amigos aproximam-se e, igual como em seu nascimento, cantam a sua canção para acompanhá-lo na "viagem".
          Nesta tribo da África há outra ocasião na qual os homens cantam a canção. Se em algum momento da vida a pessoa comete um crime ou um ato social aberrante, o levam até o centro do povoado e a gente da comunidade forma um círculo ao seu redor. Então lhe cantam a sua canção.
          A tribo reconhece que a correção para as condutas anti-sociais não é o castigo; é o amor e a lembrança de sua verdadeira identidade. Quando reconhecemos nossa própria canção já não temos desejos nem necessidade de prejudicar ninguém.
          Teus amigos conhecem a "tua canção" e a cantam quando a esqueces. Aqueles que te amam não podem ser enganados pelos erros que cometes ou as escuras imagens que mostras aos demais. Eles recordam tua beleza quando te sentes feio; tua totalidade quando estás quebrado; tua inocência quando te sentes culpado e teu propósito quando estás confuso.“

(Tolba Phanem)
imagens weheartit.com


Gratidão aos amigos que não nos deixam esquecer a nossa canção!


sábado, 23 de julho de 2011

Ser amigo é...




partilha,
     presença,
           perdão,
                companheirismo,
                        encontrar soluções criativas
                              nunca desanimar
                                   sorrir, nem que seja amarelo
                                          Numa só palavra: AMAR!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Maioridade

Devagarinho, iremos colocando todas as pérolas que cada um vai elaborando e dimensionando nosso estar juntos.
Vejam abaixo o lindo poema da Regina, feito em maio do ano passado, por ocasião da nossa "maioridade" (18 anos de grupo).




CORAL SÃO JUDAS TADEU
Maritaca, curió, sabiá ou rouxinol?
Aqui, isto pouco interessa
Também não precisa ter pressa
Quem se dispõe a entrar neste rol.



(Ave! Qual delas canta dentro de você?)

O carisma é o canto
Nas missas há 18 anos.
Jesus, São Judas, São Dimas,
N. Sª. de Fátima  e futuros santos...
Testemunham todos o seu encanto.
(Ave! Que bando já passou por aqui...)

O Espírito Santo está no meio de nós
A maioridade nos reforça tal graça.
Sob a batuta da Marly nos enchemos de raça
Prá glorificar a Ti, nosso Deus e nosso Pai!
(Ave! Aleluia, amém...)

Com carinho,
 Regina C.C. Croce Turtelli

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Tem gente especial assim...

      Tem gente que consegue escrever aquilo que a gente sente e pensa, sem esforço nenhum. Sempre que encontro algo assim, sinto uma enorme alegria e entendo que aquilo que muitas vezes me sinto incapaz de desempenhar ou de concretizar é simplesmente porque não procurei o suficiente por quem poderia me ajudar nessa tarefa.
       Hoje encontrei um texto da Solange Maia que fala sobre o sorriso e pensei que eu bem podia ter escrito, porque assim sinto e assim penso. Encontrei o que gostaria de dizer e nunca soube. Magistralmente, ela descreve o que me vai dentro.

Sorrir é quando a gente faz poesia com a cara, é quando confessamos as alegrias da vida sem precisar de palavras, quando chegamos mais perto do coração. E, nestes dias, tenho aprendido que a falência do sorriso antecipa a [falência] da vida, que sorrisos sinceros não se soltam ao vento, que sorrir é uma atitude, e se for da gente mesmo, é ainda mais, é uma virtude.
E, vamos combinar, nada ilumina mais a vida da gente.

     Tenho encontrado muita gente sisuda, tristonha, e sonho vê-las sorrir, de pura alegria e encantamento, só porque estar vivo é uma graça divina e porque estar no mundo e ver tanta beleza presenteada por Deus vale um instante de vida. Por que olhar o feio, se o belo é muito maior e cheio de um Amor misterioso que concede felicidade a cada instante?

       Tem gente nossa que também tem um talento lindo para colocar em palavras a amorosidade que traz o nosso encontro. Lembram-se de um poema que a Sueli escreveu para a nossa confraternização de fim de ano, em 2006? Lindo, lindo! E quanta gente querida lembrada, que já não está mais conosco e que deixaram tanta saudade - tentem descobrir entre estas, de quem são alguns sorrisos postados aí embaixo.
        Curtam a vontade!


Amigo,
você não imagina como foi bom te encontrar!!
Vivia eu perdida nesta vida por não saber,
do doce olhar da Filó,
do caminhar do seu Acir,
da risadona da Aninha
e da elegância da Nancy.
Do jeito ora tímido/ora sizudo,
do Celso, do Esqueda e do Luis Carlos.
É meu amigo,
vivia eu por aí, perdida.
Perdida por não saber,
dos tamancos e coques da Áurea
e que a “brabeza” da Elza e da Dirce,
eram “brabeza paraguaia”.
Sem saber,
das travessuras do Cortez,
da afinação das nossas Cidas...
ou das indas e vindas da Katia.
Da cumplicidade amiga da Luzia;
Eu não sabia meu amigo, eu não sabia.

Também eu não sabia,
da “Bárbara da Ivana”,
da perspicácia terna da Sílvia
e que o Edwin, entre tantas coisas,
também entendia de orquídia.
Ah, meu querido amigo,
Vivia sim, eu perdida.
Perdida por não saber,
da ternura da família Natal,
cada um em especial...
ou do carinho das duas Bel,
manifesto em meus momentos de fel.
Perdida por não saber,
da amizade calorosa do
Valdir e da Cida
do Pim e da Marilda,
do Zeroberto da Ana,
da Vera, a história de vida.

Eu andava realmente perdida.
Perdida ,
sem as transparências do Chico
e a louzinha caricaturada da Lúcia,
que quando maestrina, pulsa,
e nos mostra a sua essência.
Sem rumo eu estava sim,
sem a organização do Jair,
as balinhas do Seu Zé,
e a força de vontade da Thais da Lucy.
Estava sim, perdida, meu amigo,
perdida por não saber,
do aconchego do seu Américo e da Dirce,
do Valdemar e da Maria Alice.
E do Seu Lippe e da Yara,
Definitivamente, meu amigo,
estava mesmo eu perdida.
Perdida sem saber, poder conviver e usufruir,
da perseverança da Neide,
da segurança da Ivanilde,
das mãos de fada da Dair,
Ah, meu amigo,
Estava mesmo eu perdida...
Pedida por não saber
da rabugice do Oswaldo
do companheirismo do Mário
e da alegria transparente do Walter,
Que de todo dia a esbanja,
pra nos fazer feliz.
(Por favor, de novo a piada da Cris!?!).
Ah, meu amigo querido,
estava mesmo eu perdida,
por não saber que o Alberto,
amigo de tempo sem par,
faz biquinho pra cantar!!!
Perdida porque desconhecia,
que um dia eu não teria
palavras pra descrever,
os amigos que encontrei aqui.
Ou pra falar da mulher-menina,
que ao nos guiar se ilumina,
a nossa maestrina, Marly.
Meu amigo
Não sou poeta inspirado,
Nem sei fazer versos rimados,
Mas fiz o que fiz,
tentando dizer do meu amor e gratidão
pelo carinho com que você me recebeu aqui,
na “sua família”.
Vou ser sua amiga pra sempre!
Muitos beijos, Sueli.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

20 de julho - Dia internacional da Amizade

Salmo dos amigos


Ah! Como é bom ter bons amigos, ó Senhor,
Pois nos revelam tua Bondade e teu Amor!
Feliz, me diz o seu olhar, que está em casa o coração,
e que eu posso me apoiar em sua mão!

Amigo é raio de luar!
Amigo é rio a fecundar!
Sabe alegrar-se na alegria que nos vem.
Conosco chora as nossas lágrimas também!

Amigo é sombra e proteção!
Amigo é luz na escuridão!
Um bom amigo não tem preço é puro dom
É presente que Tu fazes aos amigos teus, Senhor! 

Amigo, obrigado: és vinho de alegria aos passos meus!
Contigo, a meu lado, feliz caminho cada dia para Deus. 

Ah! Como é belo ter amigos pra encontrar
Pois neles pode a nossa alma confiar!...
Na paz que dás, sinto, Senhor, Tua Presença viva em nós,
E no amigo reconheço a Tua Voz!

Amigo é água, é calor!
Amigo é jóia de valor!
Se o bem fazemos, ele apóia nosso agir,
E o pecado nos ajuda a corrigir!

Amigo é rima e canção!
Amigo é festa ao coração!
Co's meus amigos eu divido a minha dor,
Multiplico as alegrias, me completo no amor.

Amigo, obrigado: és vinho de alegria aos passos meus!

Contigo, a meu lado, feliz caminho cada dia para Deus.


Aos queridos amigos que estão impedidos de ir ao ensaio, Adair, Mário, Mantovani, o abraço solidário e saudoso de todo o grupo.

Ao Edwin e Silvia, nossos votos de uma feliz e divertida viagem. Deus os acompanhe!

Verinha, querida, que o Espírito Santo de Deus lhe conceda a Fortaleza e a certeza de nossas orações e do nosso imenso amor por você, sempre.

Isabel, Luzia, Neide, Marilda, Áurea, Paulo, José, Valdemar, Celso, Carlinhos, Célia, Edson, Dilma, Esqueda, Walter, Ivanilde, Lippe, Yara, Salete, Lopes, Luci, Arlene, Regina, Carmo, Xico, Neide, Osvaldo, Isabel, Ana, José Roberto, Cida, Valdir, Moysés, Rodolfo, Cláudia, Américo, Alberto, Acyr, Sueli, Lúcio, Filomena, Shirley sou imensamente feliz por compartilhar minha vida com vocês, meus especiais e queridos amigos.

Sintam-se todos abraçados!

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade (Vinicius de Moraes). 



A gente não faz amigos, reconhece-os.

 

terça-feira, 19 de julho de 2011

Hoje é dia de ensaio, pessoal!
Fazemos uma exceção esta semana, porque amanhã é aniversário de casamento da Luci e do Jairo: uma folguinha pra Luci, para que ambos possam comemorar 38 anos de casados...
Quem sabe hoje tem bolo, né? Afinal, ontem foi aniversário do José Roberto, hoje é o da Isabel e amanhã é o da Ivanilde... Se a cantada colar, o ensaio termina mais cedo pra um bolinho... rsss

Gente, música é algo tão mágico, que faz bem pra saúde, sabiam? De acordo com as mais recentes pesquisas, a utilização de sons, ritmos e melodias ajuda a restabelecer a saúde de alguns pacientes. É o que garantem médicos das mais diferentes especialidades, que utilizam a musicoterapia como recurso terapêutico no tratamento multidisciplinar de inúmeras doenças, como hipertensão, enfermidades cardiovasculares e até câncer. Bom saber disso, né? Afinal, a gente anda fazendo musicoterapia já vai fazer 19 anos!

E poder ouvir um som, uma melodia, poder reproduzir uma combinação de notas e acordes combinando tudo isso com palavras e poesia é um privilégio tão grande, tão grande, que se todo mundo soubesse disso de verdade, cantaríamos o tempo todo...

Estou postando abaixo, um vídeo com a música Imagine, de John Lennon, que traz uma mensagem lindíssima (ela está legendada). Não consegui uma resolução melhor e se alguém conseguir, me manda que eu troco.
O vídeo é um recorte de um seriado musical (Glee) que faz sucesso entre jovens e adolescentes, e traz um coral com deficientes auditivos interpretando a música de Lennon. Embora seja um seriado, veja a emoção que autenticamente toma conta dos que estão assistindo. Para quem já viu, vale a pena rever. Quem não viu, garanto emoção total.

Bons momentos para refletir como a gente as vezes não valoriza o que tem, como se estivesse anestesiado pelas próprias dores ou pela vida. Dores todo mundo tem, o que faz a diferença é o modo como enfrentamos os acontecimentos e como depositamos nossa confiança em Deus.

Inspirem-se para hoje a noite!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Aleluia!

Teve um dia que a gente teve o "topete" de achar que podia cantar o Aleluia, de Handel...
E cantamos, "descaradamente", no Teatro Municipal, no I Festival de Corais promovido pela Secretaria de Cultura.
E foi lindo e emocionante! Uma conquista e tanto!

Foi nessa época também, que além de ensaiarmos exaustivamente, eu tinha que estudar em casa, durante a semana, para poder dar as entradas dos naipes. Nossa, não era fácil!!!
O jeito mais simples que encontrei foi colocar a partitura em um programa de computador e ficar "regendo" na frente do computador, imaginando o posicionamento das sopranos, contraltos, tenores e baixos. E cantava junto, especialmente aquela sequência enlouquecida de "Aleluias" cantada alternadamente por todos os naipes.
Um belo dia estava "regendo" o computador, em meio a muitos "Aleluia", quando o telefone tocou.
Não tive dúvida em atender rapidamente: "Aleluia?"
Ao invés do tradicional "Alo?", foi Aleluia mesmo que eu disse... Pra minha sorte, era a Teresinha do Natal. Rimos juntas e ela não ficou achando que eu era doida (talvez só um pouquinho...).
Hoje, abrindo um vídeo que o Edwin me mandou, lembrei daqueles momentos e, ouvindo e vendo o vídeo, foi impossível não me emocionar.

Trata-se de uma apresentação surpresa em uma praça de alimentação de um shopping. Curta a cara de surpresa das pessoas, a emoção da maioria delas e veja se consegue continuar indiferente (como alguns que continuam comendo rsss)...


domingo, 17 de julho de 2011

Cantar...

Cantar é dar som à vida...
Cantar é dar som à alegria...
Cantar é dar som à beleza...
Cantar é dar som à paixão...
Cantar é dar som à saudade...
Cantar é sonorizar o amor, que faz de nós humanidade!


Se queres saber o que cremos, vem ouvir o que cantamos.” (Santo Agostinho)


Obrigada, Senhor, por mais um Encontro.
Obrigada pelos amigos-irmãos.
Obrigada pela alegria de poder estarmos todos juntos e partilhar o louvor a Ti.
Estar em comunidade, no amor fraterno, em comunhão espiritual e sacramental é uma graça que nos foi dada desfrutar. Que possamos sempre, Senhor, estando na luz, nunca nos deixarmos arrastar pelas sombras que rondam o mundo.

Boa semana a todos!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Onde reina o amor


Canta: Fabiana Facin (gravado para a nossa Confraternização de 2005)


Poder louvar a Deus com todo o nosso ser, através do canto, é um dom e uma graça que nos foi dada por Aquele que, desde sempre, pensou em cada um de nós e preparou os caminhos para que nos encontrássemos em uma pequena comunidade de amor.

Por isso, nossa união e testemunho para o mundo é também uma grande responsabilidade que nos foi dada. Dizer SIM ao projeto de Deus para cada um de nós é o único caminho para chegar até Ele.

O mundo precisa do nosso SIM e espera o nosso testemunho. Espera a nossa animação! Espera o nosso amor e a nossa fraternidade.

Se às vezes desanimamos, se por algum motivo não estamos contentes com nossa vida ou com o grupo, é preciso lembrar sempre: Tudo passa, Só Deus não passa, só Deus não muda.

Só Deus pode nos dar a alegria do encontro. Só Deus pode nos dar a graça de poder louvá-Lo com os lábios e com a vida.

"Tudo posso Naquele que me fortalece”.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Depoimentos

      Ontem, no ensaio, a Luci me perguntou como eu ia fazer para colocar 365 post no ar, pois o blog tem sido atualizado diariamente. Não tenho a mínima ideia, a não ser quando me reporto ao meu pensamento inicial, ao pensar em começar um blog, de que ele deveria ser um canal em que todos nós, do Coral, pudéssemos usar para nos comunicarmos de diversas maneiras. Acho que faltou falar publicamente, que espero mesmo que cada um possa colaborar com algo e que os posts possam ter diversas assinaturas. Este blog é nosso, não meu.
      Bom, mas alguém já tinha me falado sobre colocar uma aba com uma seção de depoimentos. Achei que podia ver se isso acontecia naturalmente, como consequência da participação de todos. E então hoje ela começa, pois recebi um lindo email da Beth e do Natal Jr, falando sobre a importância do grupo para a vida deles.
      Emocionem-se com a leitura e aproveitem para matar a saudade deles também.


Bom dia querida.

Nosso coração dói de saudade também.

Por favor, diga aos outros membros do coral que cada minuto junto com o grupo é um tesouro, cujo valor a gente só percebe quando o destino prega essas "peças" e nos tira de perto de quem a gente ama. Você não imagina como sentimos falta daquela energia que você nos passava às 4as feiras à noite, ou das brincadeiras do Walter, do “Halls” do José, das iniciativas do Edwin, enfim, de toda a alegria, amor e por que não, as trapalhadas divertidas que compartilhávamos. Mas principalmente das broncas que você nos dava, da cara de menina pidoncha que você fazia quando queria que fossemos em mais uma apresentação. Do sorriso e dos “muito obrigado” que, mesmo sem merecer (por errarmos e desafinarmos) você generosamente nos oferecia. Das vezes em que você morria de nervoso, até aparecer alguém com um calmante ou uma balinha, ou mesmo um copinho de água com açúcar e, finalmente, ficarmos aliviarmos com seu semblante. Das confusões que, de vez em quando (no meio da missa), o notebook aprontava com o João, das vezes em que emocionávamos a todos que nos ouviam (muito choravam). Viver todo aquele tempo com vocês foi muito, muito especial. É até um pouco difícil ir às missas aos domingos, sem ficar tristes de saudade de vocês. Você e todos os irmãos desse coral foram um presente que Deus nos deu, mas que, como tudo na vida, acaba ficando um pouco longe dos olhos, mas definitivamente dentro do coração, pra sempre.

Mais uma vez, parabéns pelo blog. Coloque logo os vídeos para acalmarmos um pouco a saudade de vocês em nosso coração.

Beijão e abraços apertados a todos, mas especialmente a você e ao João.

Com muito amor,

Natal Jr. e Beth
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